sexta-feira, junho 14, 2013

Pelo Silêncio




Pelo Silêncio


Peço a tranquilidade
e o silêncio. 

O sossego dos frutos
e os acordes da música,
das sementes da concórdia
abertas ao vento na harmonia.

Peço a paz
e as linhas da mão retorcem mudam o destino e traçam na chuva
um rosto e um pão, uma relíquia e um beijo de ânimo.

Peço o silêncio
pacientemente porque dentro deste corpo já só há desgaste,
paz da impaciência e da falta de companheirismo,
silêncio da intolerância e dos caprichos.

A paz peço
a paz apenas e o silêncio
o repouso da guerra no barro das mãos
da língua sensível ao sabor do vinho
e da imaturidade das palavras.

A paz na madrugada e em cada ovo aberto
aos passos leves da morte e em cada chilrear de novo pássaro,
a paz clara,
a paz quotidiana
e silêncio dos actos que nos cobrem
de lama e sol,
a paz profunda e
o silêncio inalterável.

Por tudo isto e por mais o que venha,
peço a tranquilidade e o silêncio.