domingo, julho 24, 2011

Quando morre um(a)... mulher!




Quanto Morre um Homem

Quando eu um dia decisivamente voltar a face
daquelas coisas que só de perfil contemplei
quem procurará nelas as linhas do teu rosto?
Quem dará o teu nome a todas as ruas
que encontrar no coração e na cidade?
Quem te porá como fruto nas árvores ou como paisagem
no brilho de olhos lavados nas quatro estações?
Quando toda a alegria for clandestina
alguém te dobrará em cada esquina?

Ruy Belo, in "Aquele Grande Rio Eufrates"

2 comentários:

Pedrasnuas disse...

Pois...nós pobres mortais...resta-nos a família para nos recordar...e depois disso mais nada, depois de todos se irem embora...nem pó, nem cinza...nem sombra...

Beijinho

Me Hate disse...

Mas mesmo no fim, a nós como estes não comuns mortais... restam-nos os tais sonhos... que julgo perdurarem para lá de nós, dos outros... na alma comum de todos!

Beio imenso