quarta-feira, agosto 18, 2010

Já fui importante... Agora não sei se serei...


Ora para a maioria das mulheres Balzaquianas - como é o meu caso - Balzac é uma referência.

Tendo morrido no ano de 1950 neste dia, deixou-nos vasta obra que, se estende da ficção à não-ficção, da poesia ao teatro. Filho de Bernard François Balssa, administrador do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Tours, e de Anna Charlotte Sallambier, Honoré de Balzac foi o primeiro de três crianças (Laure, Laurence e Henry). Laure era, de longe, a sua favorita. Estudou em Vendôme até 1814, quando o pai, Bernard François, foi nomeado director da Primeira Divisão militar em Paris e a família se instalou na rua do Templo, no Le Marais, bairro de origem da família.

Em 04 de Novembro de 1816, começa o curso de direito e obtém o diploma de bacharel três anos mais tarde. Ao mesmo tempo, tem aulas particulares teóricas na Sorbonne. Passou este período na casa do procurador Jean-Baptiste Guillonnet-Merville, um amigo da família e amante das letras, para quem trabalhou. Também teve estágio profissional com o tabelião Passez.

Desde cedo, apercebe-se que a sua realização não passa pelo direito mas sim, pela escrita. Não é de estranhar portanto que em 1917 já tivesse escrito o seu primeiro livro. Para além das suas obras os hábitos de trabalho de Balzac tornaram-se lendários - escrever cerca de quinze horas por dia, impulsionado por um sem-número de chávenas de café. Com uma produção volumosa, é frequente que se apontem pequenas imperfeições em sua obra - o que, no entanto, não é suficiente para retirar de muitas delas o epíteto de obras-primas.

Para além da "Mulher de 30 anos", Balzac escreveu a "Comédia humana" que, confesso, já comecei por ler duas vezes mas nunca terminei, não admira, se tivermos em conta que esta reúne oitenta e oito obras, e procura retratar a realidade da vida burguesa da França na sua época.

Para não gastarem dinheiro "à toa" e poderem formar a vossa opinião, a obra de Balzac encontra-se em domínio público e um razoável número delas está disponível digitalmente através do Projecto Gutenberg, que se encontra, como tantas outras coisas, aqui no lado direito deste blog.

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