quarta-feira, agosto 04, 2010

Já fui importante... Agora não sei se serei.


Os portugueses são conhecidos, pelo mundo fora, como eternos românticos... à moda antiga!
São conhecidos também pela sua cozinha e hospitalidade...
Mas também, por não "gramarem muito" os seus vizinhos castelhanos e, por terem uma certa tendência pela "fantasia" e confabulação...

Estes últimos atributos tão portugueses como o Cozido, foram estabelecidos no século XVI... com um rapaz de seu nome Sebastião que, reza a história, teria perecido à mão de um qualquer mouro, neste preciso dia...

D. Sebastião I de Portugal (Lisboa, 20 de Janeiro de 1554 — Alcácer-Quibir, 4 de Agosto de 1578) foi o décimo sexto Rei de Portugal, cognominado O Desejado por ser o herdeiro esperado da Dinastia de Avis, mais tarde nomeado O Encoberto ou O Adormecido... não admira dada a parca herança que nos deixou... Pela primeira vez na curta mas, "recheada" história de Portugal, o país viu órfão... Adoptado, mais tarde por um pai que não desejava de seu nome Filipe de Castela.

Foi o sétimo rei da Dinastia de Avis, neto do rei João III de quem herdou o trono com apenas três anos. Aos 14 anos assumiu a governação manifestando grande fervor religioso e militar... naquela altura os homens faziam com esta idade, hoje, nem aos 40... nem para governar, nem para... enfim, adiante.

Aos 14 anos, D. Sebastião assume a governação. Sonhava com batalhas, conquistas e a expansão da Fé, profundamente convicto de que seria o capitão de Cristo numa nova cruzada contra os mouros do Norte de África. Sebastião começou a preparar a expedição contra os marroquinos da cidade de Fez... Convenhamos que aqui, as convicções de D. Sebastião já se assemelhavam a algumas "folies" dos homens portugueses de hoje... O ADN português não tem tido portanto, muitas alterações ao longo dos séculos... Compreende-se o estado actual da nação!

Assim, com um pouco mais de juízo, Filipe II de Espanha, seu tio, recusou participar e adiou o casamento de Sebastião com uma das suas filhas para depois da campanha. O exército português desembarcou em Marrocos em 1578 e Sebastião rumou imediatamente para o interior. Tinha 24 anos de idade e muita "gana".

Na batalha de Alcácer-Quibir, o campo dos três Reis, os portugueses sofreram uma derrota às mãos do Sultão Ahmed Mohammed de Fez e perderam uma boa parte do seu exército. Quanto a Sebastião, provavelmente morreu na batalha ou foi morto depois desta terminar. Mas para o povo português de então o rei havia apenas desaparecido. Este desastre teria as piores consequências para o país, colocando em perigo a sua independência. O resgate dos sobreviventes ainda mais agravou as dificuldades financeiras do país... As mesmas, por razões diversas, que hoje mantêm o país neste estado de "alegria económica" contagiante.

Em 1582, Filipe I de Portugal, mandou transladar para o Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa um corpo que alegava ser o do rei desaparecido, na esperança de acabar com o Sebastianismo, o que não resultou, nem se pôde comprovar ser o corpo realmente o de Sebastião I... Tira-se-lhe o chapéu pela tentativa.

O Túmulo de Mármore que repousa sobre dois elefantes, pode ainda hoje ser observado em Lisboa. A dúvida que persiste há mais de 425 anos poderia provavelmente hoje ser resolvida com um simples teste de ADN.

Tornou-se então numa lenda do grande patriota português - o "rei dormente" (ou um Messias) que iria regressar para ajudar Portugal nas suas horas mais sombrias, uma imagem semelhante à que o Rei Artur tem em Inglaterra ou Frederico Barbarossa na Alemanha.

Em conclusão, a dinastia de Avis, popular entre o povo após ter guiado Portugal a sua época de ouro, acabou por submergir na busca de um sonho: a União Peninsular. As mesmas complicações causadas pela procriação consanguínea causou as mortes das crianças de D. João III e de Catarina de Áustria, além da loucura e desespero dos seus netos Sebastião e Carlos, os últimos príncipes de Avis-Habsburgo... Com genes assim, como esperar que o povo seja saudável...

Recordem que, D. Afonso Henriques, já iniciou mal a pátria Portucalense incitando os outros (e o próprio) a bater na própria mãe... ora, assim, não há povo nem pátria que aguentem... É muita falta de saúde mental... Façam o favor de ser... saudáveis, até amanhã.

4 comentários:

mor disse...

Adorei!!!
Comecei bem a manhã Me Hate.
Obrigada.
Bjs

Me Hate disse...

Mor,

E essas férias hem???? :)

Ora ainda bem, que deixo alguém bem disposto pela manhã... Vivo para agradar ;D

E obrigada pela gentileza, já por lá passo!

Beijo

ângela f. marques disse...

é uma chatice não ter tempo para visitar os blogs que sigo.... :(
aqui tenho perdido verdadeiras preciosidades, mas, masi vale tarde do que nunca...

Beijo

Me Hate disse...

Ângela obrigada pelas gentis palavras... Também eu não tenho tempo de ir até aos blogs amigos mas, fazemos um esforço! ;)

Um resto de dia feliz!