terça-feira, agosto 17, 2010

Arquitectura, Design, Arte...


Hoje em vez de falar acerca de uma qualquer obra, ou de algum tipo de construção, deixo-vos com um livro que trata, precisamente este assunto de forma sublime... Para quem goste está aí o "Novos princípios do Urbanismo e Novos compromissos Urbanos" de François Ascher (Livros Horizonte).

No livro, o autor explica que as novas cidades as "metapólis, são flexiexistencialistas, absorventes, indiferentes". De facto, olhando para o dia a dia de uma cidade (a nossa) e das pessoas que a habitam, parece haver um "divórcio" entre estes dois, o aumento da comunicação e da mobilidade parece fazer com que a cidade não seja vivida e sim, apenas habitada.

A relação com a cidade, não sei se concordam, mas parece ser uma extensão da relação que estabelecemos com o outro: de inconsequência, de ausência... Acima de tudo de inexistência de uma relação do indivíduo com o palco da sua vida, enclausurado em escritórios e automóveis e redes sociais, indiferente à chuva, à lua e à praça, ao horizonte e ao por-do-sol. Esta questão não é apenas uma constatação de "velho do Restelo" que se quer parado no tempo. Compreendo que o futuro esteja aí e que temos de nos adaptar mas, a que custo?

Ainda este domingo, em fim de tarde prazenteiro, passeando na zona do Castelo, percebi que o afastamento entre a cidade histórica e a cidade funcional provoca a mudança de escala, acessibilidade e fruição. Os turistas, acima de tudo no caso português, que cada vez está mais "virado" para o turismo, eram de facto os principais fruidores da cidade consolidada e cristalizada. O português passava pela sua cidade como dado adquirido...

O problema coloca-se porque, nestes dias, a ordem capitalista da sociedade já promove a depressão mas, este tipo de nova cidade conduz, inevitavelmente à dispersão e à depressão agravada. Nenhum cidadão pressente numa atitude adulta, que uma cidade à sua dimensão se faça num contínuo deslocar por cápsulas encerradas, híbridas e anónimas mas, na realidade é assim.

Assim, estes novos compromissos urbanos na terceira idade das cidades, pressupõem um novo atractivo que é a a própria atractividade de capitais, de bens e de homens, de um marketing politico e económico, em cidades imageticamente estranhas e informes - pensem nos exemplos mais gritantes do Dubai e da nossa já falada Xangai - são de facto sistemas complexos emergentes, ausentes mas, pulsantes.

O nosso mundo Ocidental não as entende bem, eu não as entendo bem. E não poucas vezes, dou por mim espantada, porque não as desejo verdadeiramente pior, sou muitas vezes criticada por não querer este tipo de cidades e este tipo de vivência.

Estas novas cidades parecem ter as nossas premissas, os nossos valores, a nossa identidade enquanto povo e até, os nossos sentimentos mas, no fundo, não passam de uma cópia, ampliada e adaptada do que é "suposto gostar-se", a uniformização pela uniformização, sem futuro, sem história.

Gosto dos nossos (e dos outros) centros históricos que são elegantes, monumentais e sumptuosos, mas que acima de tudo: envelhecem. O neo-urbanismo vinga agora mas, infelizmente, como muitas outras coisas na minha vida: não é para mim.

3 comentários:

nat disse...

ok my comment...
http://www.wulffmorgenthaler.com/

yellow

nat disse...

før din kommentar

Me Hate disse...

Querida e estimada Nat: Viele Danke... Era suposto escreveres din ou dien?????

Ah, e já agora, também sei uma ou outra com Yellow...

Ora vamos cá na forma abreviada:

A professora de inglês, dá como TPC aos seus alunos, que tinham esse dia estudado algumas cores, a seguinte tarefa: "Escrevam uma pequena composição na qual incluam estas 3 cores: Green, Yellow e Pink".

O menino Escarumbé, foi para casa e pensou, pensou...

No dia seguinte chega à escola e na aula a professora pede-lhe para ler a sua composição:

"Então prófissôra, foi àssim: estava nos casa e os telefone comiçou a tocar:
EsGreen... EsGreen, EsGreen...
Como ninguém foi atendê eu piguei nos telefone e disse:
EsYellow...
Mas, como ninguém respondeu dos outro lado, eu desliguei e os telefone fez:
EsPink!"

Racista, já sei que sim, mas que tem piada tem... pronto, agora tenta lá contar em Noroeguês!!!! Vai ser de partir o cucu a rir!

Ora thank you very nice: go, go!