terça-feira, agosto 10, 2010

Arquitectura, Design, Arte...


Portugal preciso do estrangeiro para "fazer bonito". Os portugueses precisam de ir para o estrangeiro para serem profissionais.

O drama português adensa-se a cada ano que passa e, a cada passo que o português, volta a dar, em direcção a uma nova emigração. Desta feita, já não são os "bimbos" a emigrar, já não são "os homens das obras", agora emigram os nossos jovens licenciados. Talvez por isso o país se dê ao luxo de perder a sua identidade firmando Acordos Ortográficos e disparates "quejandos".


O Pavilhão de Portugal Esta com uma área de 2000 m2, tem uma fachada de cortiça, um material reciclável e ecológico. Tenta passar uma imagem positiva, ao mesmo tempo que mostra o comércio e a cultura nacionais: Portugal é o maior exportador mundial de cortiça. E parece que Portugal é apenas isso: exportador de meia-dúzia de "tarecos".

Se assim, não fosse como é que se compreende que no dia 1 de Agosto, após entrar no recinto de Portugal e de o visitar, um jovem chinês, afirme em entrevista desconhecer a história do seu país? Reparem que não menciono o nosso país! Quando entrevistado não sabia que Portugal e a China tinham sido "parceiros de negócios" mas, acima de tudo que tinham feito trocas culturais que vão muito além do esparguete que um italiano trouxe...

Camões viveu na China. Escreveu parte dos seus Lusíadas em Macau.
Foi à conta da nossa ida até lá que se recriou o mapa-mundo, com indicação da rota Lisboa-Cantão e que se cria o primeiro globo terrestre com a China.
O primeiro dicionário português-chinês é realizado entre 1583/88 pelos padres jesuítas.
É graças aos portugueses que hoje os ingleses bebem chá: difusão internacional do hábito do chá, foi feita através de um retrato de D. Catarina de Bragança.
Se hoje existe a porcelana e a "família azul-branca" é graças ao “Tratado das Cousas da China” de Frei Gaspar da Cruz, obra na qual se explica como se faz a porcelana.

Ainda assim, Portugal precisa dos outros para se afirmar enquanto "adulto" e dono de si! Portugal, afinal, não passa de uma pálida representação dos portugueses: precisamos do outro para sabermos que existimos. E assim, o que esperar de uma nação, de um povo?


A Expo 2010 ocupou o bairro de Pudong, que significa literalmente: a margem Este do rio Huangpu... Mas em compensação, descompensada, Portugal continua a estar a este do Paraíso...

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