sábado, outubro 24, 2009

Fidelidade VS. Lealdade - 1ª parte


Diz o Código Civil de 1974 aprovado em Supremo Tribunal de Justiça que: "O facto de uma mulher apelidar o marido de "maricas", "corno" e "filho da puta", e de dizer que não precisava dele para nada, pois tinha os homens que quisesse, e de se deslocar a casa de outro homem com quem se dava, a sós, passeios de automóvel, sendo tais factos injuriosos e ofensivos à dignidade, deve considerar-se um procedimento gravemente ofensivo da integridade moral do outro cônjuge que compromete a possibilidade de vida em comum dos cônjuges, estando satisfeitos os requisitos nos artigos 1778, alínea g) e 1779 do Código Civil, para ser decretada a separação judicial de pessoas e bens dos cônjuges".

Esclarecendo, desde já uma ou outra coisinha:
  • Este artigo, já na altura, era válido para a mulher e não só para o homem, ainda que, verdade seja dita, "as formas verbais de carinho" fossem diferentes

  • Gosto acima de tudo, do facto de não haver "separação" entre o que são pessoas e bens mas, acho bem.

  • Tenho especial apreço pela palavra "corno"... sempre me deu a impressão de Unicórnio e nada que se relacionasse com tourada, infidelidade ou outras coisas "quejandas"!

Conheço apenas uma pessoa fiel e leal! Essa pessoa que tem logo estes dois atributos, NÃO SOU EU!

Os restantes que me foram sido apresentados ao longo da vida, eu inclusive, são fiéis e leais a si próprios. Claro está que, conheci uns mais fieis à sua palavra e outros menos mas, se em 1974, mesmo sem revolução, as coisas já eram tão descomplicadas, hoje isso da "palavra de honra" é quase ofensivo e o "juro-te" merece uma chapada de quem o diga!

Mas como isto é assunto para longas conversas... cá voltaremos mais tarde, por hoje, é apenas uma reflexão!