segunda-feira, junho 22, 2009

Ódio Musical presente...

Aviso:
Este aniversário foi muito bom... E no fim, o Tony Carreira não levou a melhor! ;)
A "rapaziada" importante este presente no dia... para uns houve café, para outros praia, outros jantar e para os mais resistentes: tudo e ainda fogo de artíficio enviado especialmente como presente de um "mister" muito importante.
Fez-me lembrar um outro aniversário, há muitos anos atrás em que em Évora (os amigos não ultrapassaram os 6...), estava calor (muito), o almoço foi feito à sombra de muitas árvores e à noite, uma Adriana ainda desconhecida do público tocou (gratuitamente) para toda a gente que se encontrava no jardim do centro da cidadela...
No fim, do concerto ainda deu para tomar um copo com a tal da Adriana que me deu timidamente os parabéns e ainda nos enganámos diversas vezes no nome...
- Canhoto? És Canhota?
Não, não sou Calcanhoto... Adriana Calconhoto.
- Ah... eh pá esse nome é estranho! No mundo da música não sei se vai pegar!
- É, mas eu também sou meia-esquisitinha mesmo!




O Homem do leme

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

José Pedro dos Santos Reis