quarta-feira, abril 08, 2009

Ódio e Efemérides...


Um e outro morreram no mesmo dia com 9 anos de diferença... um era pintor o outro bailarino... os dois francamente loucos e, depois do "post" anterior... falar de quem? Começemos pelo menos óbvio... preparem-se para muito "textoparra" e pouca "sumadeuva"...


Vaslav Nijinski, em russo, Вацлав Фомич Нижинский, (Kiev, 28 de Dezembro de 1889) foi um bailarino e coreógrafo russo de origem polaca.

Para os críticos, Nijinski era dotado de uma técnica extraordinária. Por isso, foi chamado por muitos como o deus da dança, a oitava maravilha do mundo e o Vestris do Norte (em referência ao bailarino francês Auguste Vestris, junto ao qual seria sepultado, no cemitério de Montmartre, em Paris). Nijinski revolucionou o ballet no início do século XX, conciliando sua técnica com um poder de sedução da plateia. Os seus saltos desafiavam a lei da gravidade. excêntrico para lá dos seus saltos...

Manteve um relacionamento amoroso com Diaghilev, que ficou fortemente abalado quando Nijinski se casou com a condessa Romola de Pulszki, em 1913, em Buenos Aires... Não é admirar, caramba, ou se gosta de uma coisa ou se gosta da outra... brincar com a rapaziada dizendo que ama mas, casando com a senhora do "bagalhuço" e que ainda vai dando algum é acho que... tá-se cá em crer que... não se faz mas...

Talvez vez por essas ou possivelmente por outras, em 1919, com apenas 29 anos, foi acometido por distúrbio mental (esquizofrenia), tendo abandonado os palcos. A esquizofrenia do bailarino caracterizava-se, sobretudo pela desordem de pensamento. Essa marca é bastante evidente sobretudo, nos trechos dos seus diários, que acho interessante de lerem um dia: " Tenho uma copeira seca, porque sente. Ela pensa muito, porque foi dissecada no outro lugar onde ela serviu por muito tempo".

O seu impressionante diário, escrito em 1919, foi publicado por Romola de Pulszki em 1936. Entretanto, nessa versão, Romola eliminou um terço dos textos originais, suprimindo todos os versos e vários trechos com passagens eróticas... Mais uma mente aberta e esclarecida, portanto!

Nijinski passou por inúmeras clínicas psiquiátricas até completar os 60 anos. Morreu numa em Londres, em 8 de Abril de 1950. Somente em 1995 uma edição integral dos originais do seu diário foi publicada em França, pela editora Actes Sud, graças ao consentimento da filha de Nijinski, Tamara... os filhos, esses seres que, por vezes - mas só mesmo por vezes - são melhores que os pais e... em alguns casos até superam os demais "velhos do Restelo" que nunca foi!


O senhor que se segue é... Pablo Ruiz Picasso (Málaga, 25 de Outubro de 1881 — Mougins, 8 de Abril de 1973) foi reconhecidamente um dos mestres da Arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. É conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo juntamente com Georges Braque.

Os desenhos de infância de Picasso representavam cenas de touradas. A sua primeira obra, preservada, era um óleo sobre madeira, pintada aos oito anos: "O Toureiro".... Nada espanhol!!!!!!!

Picasso conservou esse trabalho toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa. Anos mais tarde pintou outro quadro semelhante.

A preocupação principal do pai com o pequeno Pablo era o seu aproveitamento escolar, mas nem por isso dispensou a oportunidade de fomentar o talento do filho. Desenhar foi desde cedo a forma mais adequada de Picasso se exprimir e, talvez por isso, secundário.

Recusa claramente o ensino usual, e encarrega-se ele próprio da sua formação artística. Com treze anos, e seguindo o modelo do pai, Picasso atingira já a perícia do progenitor (que também não era de grande refinamento - neste blog isto é uma no cravo e outra... na revolução... ora toma lá, dá cá!). Ao contrário do que se diz, Picasso era destro, como se pode ver no célebre documentário The Mystery of Picasso... não sei se interessa para o caso da pintura mas... talvez interessa-se para a quantidade de mulheres que... "namoriscou"...

Depois de uma estadia em Málaga, em 1897 instala-se em Madrid. E é em Madrid, que se inscreve na conceituada academia de artes espanhola, a Real Academia de Belas-Artes de São Fernando. Visita constantemente o Museu do Prado, onde copiava os grandes mestres, captava-lhes o estilo e tentava imitá-lo, o que se revelou, por um lado, um avanço, pois desenvolvia capacidade efémeras, e por outro lado, uma estagnação de um génio criativo limitado à cópia do trabalho dos históricos, cujas obras também vieram a ser alvo de uma revisitação e reinterpretação de Picasso em fases mais avançadas...

Não há bela sem se não... e o Lugosi era dos piores (já sei... trocadilho fraquito!... ou não, não não) porque, este copiar, a dada altura "sugou-lhe" quase por completo toda a capacidade de criação...

Decide então que "filmes" destes não são para si e que está na hora de conhecer mais do que a sua fronteira de identidade e viaja, então, para Paris em 1900.

Lá morou com Max Jacob (jornalista e poeta), que o ajudou com a língua francesa... dizem que foi mesmo só no linguajar mas... esta rapaziada artista... nunca se sabe...

Mas enfim... Max dormia de noite e Picasso durante o dia: trabalhar era à noite. Foi um período de extrema pobreza, frio e desespero. Muitos de seus desenhos tiveram que ser utilizados como material combustível para o aquecimento do quarto... o Max dizia-lhe muitas vezes "Oh pá deixa lá que ainda vais desenhar muitos cornos... e esses sim lá para Guernica, é que te vão dar reconhecimento!"... Pablito, assentia de cara sorridente e pé frio!

Em 1901 com Soler, um amigo, funda uma revista "Arte Joven", na cidade de Madrid. O primeiro número é todo ilustrado por ele. Foi a partir desta data que Picasso passa a assinar os seus trabalhos simplesmente “Picasso”, anteriormente assinava “Pablo Ruiz y Picasso”... Tché... Perdeu-se D. Pablo, ganhou-se um "Picasa"! Não sei se foi boa jogada mas...

Na fase azul (de 1901 a 1905), Picasso pintou a solidão, a morte e o abandono.... andava triste e isto de se perder mais de metade da identidade não é fácil...

Quando se apaixonou por Fernande Olivier (gaija pessoal... era gaija... nada de parvoíces que o Pablo era "muita" do homem), as suas pinturas mudaram de azul para rosa, inaugurando a fase rosa (1905-1906). Trabalhava durante a noite até o amanhecer... Tá claro 8nos dois sentidos do termos: de noite Fernandinha, de manhã rosinha, que há que manter uma mulher satisfeita... "atão"?!?!?!).

Em Paris, Picasso conheceu um selecto grupo de amigos célebres nos bairros de Montmartre e Montparnasse: André Breton, Guillaume Apollinaire e a escritora Gertrude Stein... Aqui sim... inveja... muita e grossa e, caramba... pelo menos a G.S.

Na fase rosa há abundância de tons de rosa e vermelho (estranho hem?!?!?!), e era caracterizada, sobretudo, pela presença de acrobatas, dançarinos, arlequins, artistas de circo, o mundo do circo.

No verão de 1906, durante uma estada em Andorra, a sua obra entrou numa nova fase marcada pela influência das artes gregas, ibérica e africana, começou então, sem querer, o protocubismo, o antecedente do cubismo. O célebre retrato de Gertrude Stein (1905-1906) revela um tratamento do rosto em forma de máscara.

Em 1912, Picasso realizou a sua primeira colagem, colando nas telas pedaços de jornais, papéis, tecidos, embalagens de cigarros.

Rapaz fiel como conhecemos alguns e algumas, não tardou por se apaixonar (também violentamente) por Olga Koklova (não comento o último nome que já sei que vai dar disparate certinho!), uma bailarina. Casaram-se em 12 de Julho de 1918. Neste período o artista já se tornara conhecido e era um artista da sociedade. Quando Olga engravidou, criou uma série de pinturas de mães com filhos.

Em 1943, Picasso conhece a pintora Françoise Gilot e tem dois filhos, Claude (do Claudio sabemos que anda na "Tertúlia dos rosas") e Paloma (acho que ando por ali no Cais do Sodré com o resto das amigas Pomba Gira e Pombinha) e, diz-se que só por volta dessa altura é que o mestre encontrou um pouco de paz, tendo inclusive, pintado Alegria de Viver... coisa estranhamente, pouco duradoura...

Entre o começo e o fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), dedica-se também à escultura, gravação e cerâmica. Como gravador, domina as diversas técnicas: água-forte, água-tinta, ponta-seca, litogravura e gravura sobre linóleo colorido.

Como uma honra especial a ele, no seu 90ª aniversário, são comemorados com exposição na grande galeria do Museu do Louvre.


Importante reter nestas biografias:


1 - Só porque és maluco, NÃO és génio!

2 - Só porque és "gay", não és génio!

3 - Só porque és maluco, "gay" ou génio, não escrevas nada do qual te podes vir a arrepender ou, pior, o qual podes não vir a cumprir...


Seriously GUYS, get real!

5 comentários:

Paula disse...

Me Hate,
Adorei este post:)
Para dizer a verdade gosto imenso de biografias, há uns tempos li um pouco a de Picasso e o diàrio do primeiro(bailarino) deve ser bem interessante...
Beijos

Carpe Diem disse...

Ena, agora é só gente "actual", muito bem!! Gostei das 2 efemérides e do final tão "gay pride" :)

Eu sou mais como o Picasso, tremendamente lésbico :P

Beijos oh ódiosa

Me Hate disse...

Paula...

Se deu para perceber: Pablito era dado a... poucas durabilidades... mas com humor! Ou menos isso! Não há nada mais chato do que um tipo taciturno... ;)

Me Hate disse...

Ena... Agora é só gente que me apetece e me dá na "real gana" falar, aliás, como antigamentemente... Ou seja... actualidade, não tem nada a ver!!!!!!!!! Aliás, ainda que do século passado, a maioria nem sabe quem são!!!

Quanto a seres lésbico... não sei se serás MESMO! Há coisas que NUNCA saberás fazer... Hehehehehehehhe... Uma delas: é volei! Hahahahahahah...

;P

somebody disse...

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