terça-feira, março 31, 2009

Ódio e Arquitectura...

Hoje, por uma questão que mais à frente, explorarei, fala-vos de Eduardo Matos rapaz que, realiza os seus projectos artísticos no campo do desenho, da fotografia, da escultura e do vídeo. Um núcleo da sua obra é desenvolvido com experiências de trabalho que realiza em lugares específicos, improváveis e em extinção, mediante observações de contexto. Em Março e Abril, a Galeria Quadrado Azul, em Lisboa, exibe o seu trabalho.... e apesar de isto poder ser já um prelúdio para as sugestões de quinta aqui do "burgo", não é (ainda que... sendo!)

A mostra intitula-se "Mesa" e nela Eduardo Matos apresenta cinco trabalhos realizados entre 2008 e 2009, com recurso a diaporamas, fotografia, desenho e escultura.... Atrevo-me a dizer: não percam?!?! Pois bem: não percam... se poderem... ter tempo!

Há uns tempos por estar em casa de uma amiga que ama, respira, e, por acaso, até é arquitecta (das que pratica a profissão), tive a oportunidade de ler a dissertação de Eduardo para o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas, que realizou na Faculdade de Belas Artes do Porto, e achei interessante o facto de referir em relação ao desenvolvimento dos projectos, a importância que concede ao tempo, ao decorrer do tempo e à experiência da observação e da espera. Ela, por seu lado achou interessante as ideias que aquilo lhe dava para o seu doutoramento que irá começar amanhã na Holanda...

Contudo, e sem entrarmos em pormenores íntimos, o trabalho de Eduardo também está marcado por uma espécie de fascínio pelo silêncio... depois da noticia deste afastamento desta amiga, talvez tenha sido essa a razão única pela qual me centrei no seu trabalho... e talvez por isso me tenha vindo à memoria: gente! Gente que gostava de fotografar mas, nunca fez disso profissão. Gente que gostava de escrever mas, nunca fez disso "pão"... Gente!

Eduardo, para todos os efeitos fez o contrário: Conseguiu manter esse método de trabalho, sobretudo hoje quando a produção está orientada por valores opostos. Fazer da arte para se alcançar a mais ampla das liberdades.

E só por isso, hoje o Eduardo Matos, é só Eduardo. E só por isso vos falo de Eduardo. Não o conhecem, mas também, não será essa a sua maior virtude!

segunda-feira, março 30, 2009

Ódio Musical passado... Dexter - Ramalama (Bang Bang) - Róisín Murphy

16

Esta inconstância de ti própria em vibração
É que me há-de transpor às zonas intermédias.

E seguirei entre cristais de inquietação,
A retinir, a ondular... Soltas as rédeas,
Os meus sonhos, leões de fogo e pasmo domados a tirar
A torre d'ouro que era o carro da minh'Alma,
Transviarão pelo deserto, moribundos de Luar -
E eu só me lembrarei de um baloiçar de palma...
Nos oásis, depois, hão-de se abismar gumes,
A atmosfera há-de ser outra, noutros planos:
As rãs hão-de coaxar-me em roucos tons humanos
Vomitando a minha carne que comeram entre estrumes...

* * *

Há sempre um grande Arco ao fundo dos meus olhos...
A cada passo a minha alma é outra cruz,
E o meu coração gira: é uma roda de cores...
Não sei aonde vou, nem vejo o que persigo...
Já não é o meu rastro o rastro d'oiro que ainda sigo...
Resvalo em pontes de gelatina e de bolores...
Hoje, a luz para mim é sempre meia-luz...

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

As mesas do Café endoideceram feitas ar...
Caiu-me agora um braço... Olha, lá vai ele a valsar
Vestido de casaca, nos salões do Vice-Rei...

(Subo por mim acima como por uma escada de corda,
E a minha Ânsia é um trapézio escangalhado...).

Mário de Sá-Carneiro

sexta-feira, março 27, 2009

Ódio Diabólico e em Dicionário...


Morte:

Benesse que devia acontecer a uns.
Sacrilégio que acontece a outros.

quinta-feira, março 26, 2009

Ódio e Sugestões...





2 dias minha gente...
Sim, 2 dias inteiros a conter-me, a falar de arquitectura, de gente que morreu para finalmente chegar este dia e poder anunciar com toda a pompa e circunstância:

ELE VAI VOLTAR!!!!!!!!!!!!!!

E quem - perguntam vocês? Eu digo! Aliás, disse a uma tal de criatura, de seu nome N. (sim gaijo desgraçado falo de ti e sobre ti!) para o tipo me dizer: Ah e tal não gosto muito!

Ele há cabeças com muita falta de pente, cabeças muito desgrenhadas portanto mas, acima de tudo, ele há gente muito faltada de gosto, muito acabrunhada das ideias e muito, mas muito... PIOLHOSAS!!!!! Sim, de novo N. falo de ti, meu desqualificado humano que não gostas de... AIIIIIIIIIIII, ca nervos!!!! A tua sorte é termos bilhetes para Antony e dizeres que não tens dinheiro depois do Cirque "SANÃO", ai "sanão"... Lava-te esse cabeção todo com... SABÃO... Azul e branco que era para matar toda a piolhada!!!!!! ECA, NOJO!!!!

CARAMBA pessoal: o canadiano Leonard Cohen vem de novo actuar a 30 de Julho no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, cerca de um ano depois de um concerto ao ar livre em Algés, anunciou há 2 dias a promotora Everything is New. Claro que o Cohen não é propriamente NEW mas "who gives a fuck"???? I don´t!!!!!!

Os bilhetes serão colocados à venda a partir de quarta-feira (ONTEM) e custam entre trinta e 75 euros... ADIVINHA QUEM JÁ TEM IÓÓÓÓÓÓÓ!!!!!!

Cohen, rapazote de 74 anos, iniciou em 2008 uma digressão internacional ao fim de 15 anos de ausência dos palcos internacionais, uma viagem que se estende por 2009, com dezenas de concertos já marcados, incluindo uma passagem em Abril pelo festival Coachella, nos Estados Unidos... NOP, não me interessa! VOLTA CÁ... isso sim, é notícia!!!!!
O anúncio do novo concerto em Portugal, o primeiro no Pavilhão Atlântico, acontece numa altura em que Leonard Cohen edita o duplo álbum e DVD ao vivo "Live in London", gravado na sala O2 Arena a 17 de Julho do ano passado.

PAPI, desta vez quem vai SOU EU!!!!!!! ME! MYSELF! I! MOI! ICH! EUUUUUUUUUUUUUUU...

No more tickets for you que agora já sabes a tempo e ANDOR!!!!!
E mai nada, não há cá livros, nem cineminhas, nem teatro, nem coiso e mais não sei quê!!!!!

quarta-feira, março 25, 2009

Ódio e Efemérides...


Pois hoje falamos de gente portuguesa... Não batem em castelhanos, não dão porradinhas na mãe nem se aliam, por oportunismo, à nobreza mas, o sangue é todo o mesmo... Ele há coisas que não mudam e "prontos"!!!!

Falo, obviamente, do "Pronto", desse grande amigo da dona de casa, da mulher a dias e da senhora da limpeza que, para todos os efeitos se chama Maria... Mary para os amigos e "I go to hills with the sound of music..." quando se põe a "andar" de nossas casas deixando-as viradas do avesso... esperem enganei-me na história...

Nova oportunidade: falava sim, de D. Afonso II (cognominado O Gordo, O Crasso ou O Gafo, em virtude da doença que o teria afectado) - se fosse hoje em dia numa escola qualquer, os putos que o chamassem isso seriam, certamente, expulsos mas, naquela época a rapaziada era muito Cool.
Foi portanto, o terceiro rei de Portugal, tendo nascido em Coimbra em 12 de Abril de 1185 e, espantem-se, tendo morrido na mesma cidade a 25 de Março de 1223. O português a sério é tipo que investe no viajar, no conhecer novos povos e novas culturas para depois voltar ao reino e ser sepultado no Mosteiro de Alcobaça... e daí talvez não, vai a Badajoz (pimba de novo!) e volta com "caramilhos"... há uma grande "algazarra", porque "caramelos" por "caramelos" já cá temos os nossos e depois é um "vê se te avias" de lambada... desculpem, enganei-me novamente na história...

Nova tentativa: Afonso II era filho do rei Sancho I de Portugal - não era filho de D. Afonso Henriques como muito jovem maluco julga - e a sua mãe era Dulce de Berenguer, mais conhecida como Dulce de Barcelona, infanta de Aragão - daí a falta de porrada entre familiares... ou não... não não. Não obstante, querendo ou não, Afonso sucedeu ao seu pai em 1211.

O reinado de Afonso II caracterizou-se por um novo estilo de governação: ao contrário da tendência belicista dos seus antecessores, Afonso II não contestou as fronteiras com Galiza e Castela, nem procurou a expansão para Sul (não obstante de no seu reinado ter sido tomada aos Mouros a cidade de Alcácer do Sal, em 1217), preferiu sim consolidar a estrutura económica e social do país. O primeiro conjunto de leis portuguesas é de sua autoria e visam principalmente temas como a propriedade privada, direito civil e cunhagem de moeda.

Ah meu filho da... fosteis tu que inventasteis a desgraça portuguesa!!!!! Bem se me parecia que o Sócrates era uma fraca desculpa... a coisa vem de trás... muito de trás... por trás... antes do... BEM, vem do passado e não se fala mais nisso! Ca raio!

Última tentativa de voltar à nossa história (belo "trocadilhe"! E lá está... Cadilhe!!!!!). Em frente minha gente, em frente... Com vista à obtenção do reconhecimento da independência de Portugal, Afonso Henriques, seu avô, foi obrigado a legislar vários privilégios para a Igreja. Vendido! Comuna! Coiso e mais não sei o quê!!!!!!!

Última, MESMO: Anos depois, estas medidas começaram a ser um peso para Portugal, que via a Igreja desenvolver-se como um estado dentro do próprio estado... Olha que engraçado, julgava que isto só em Itália na zona Roma/Vaticínio... Papacínio... Patrocíonio... Suicídio... CARAMBA: não vale com o preservativo e pronto!!!!!

Beeemmm... Com a existência de Portugal firmemente estabelecida, Afonso II procurou minar o poder clerical dentro do país e aplicar parte das receitas das igrejas em propósitos de utilidade nacional... Quais? Quais?

Claro está que esta atitude deu origem a um conflito diplomático entre o Papado e Portugal. Depois de ter sido excomungado pelo Papa Honório III, Afonso II prometeu rectificar os seus erros contra a Igreja, mas morreu em 1223 excomungado, sem fazer nenhum esforço sério para mudar a sua política... Ora toma lá!!!

Pena não teres ido a Cabo-Verde nessa altura... Eh, e daí talvez não que aquilo era deserto... sem gente... sem sida... mas com bichos... vendo bem: podia ter ido e ficado! E ter levado mais uns bichos, e uns "caramilhos" e... uma bexiga de porco (um preservativo antigo mas lavável e cheiroso e...)

OK, tá decidido, vou-me embora!
Tava a ver que não.
Arre!

terça-feira, março 24, 2009

Ódio e Arquitectura...


Pepe Heykoop, tem aquela leveza do ser em tudo onde põe mão. E tal como o seu nome, a maioria daquilo que cria é, pouco ortodoxa, para dizer o mínimo... mas parece fazer design com quase tudo.

Comecemos pela peça (aqui em cima): a Restless Chairacter. Trata-se de uma cadeira (Uau!) , de várias cores, com uma estrutura e uma forma que em muito descrevem as antigas formas de cadeiras. A ideia surgiu a partir de uma cadeira antiga que, pelo uso, foi perdendo a resistência e a união das suas várias partes. A cadeira foi-se fragilizando, ao ponto de ficar desengonçada, desarticulada... mas, nada como um bom "recauchutamento à la Lili"! A desarticulação, neste caso, tornou-se bastante confortável.

Quem já não experimentou uma cadeira em que o espaldar quase se desprende do assento e em que, pelo uso e antiguidade, a sua estrutura quase permite descrevermos pequenos movimentos de rotação, para um lado e para o outro, quando permanecemos sentados? Uma cadeira versão "quase lambada"... Quase!

Sentar-mo-nos nela permite-nos descansar, mas ao mesmo tempo, pela estrutura, impõe-nos uma pose, uma posição e uma postura.... Mesmo para quem não a tem, adquire-a em certas cadeiras!

Quem não se lembra nos tempos de escola, de se inclinar para trás na cadeira, até ver quanto a mesma se aguentaria? E quem é que em certas alturas nesse exercício de equilíbrio não bateu fortemente com os "costados" no chão, magoando-se mas, deixando a cadeira impecável?

Quem não foi já recomendado a permanecer quieto, sem fazer barulho a arrastar uma? Ou até ficando envergonhado quando esse barulho a(o) apanha desprevenida(o)?

Pepe Heykoop procura subverter estas imposições do mobiliário, assim como os costumes que esses mesmos elementos nos determinam. Por esse motivo, vai Pepe procurar um certo tipo de articulação que lhe dê a flexibilidade e que permita "que a cadeira não colapse, nem com 130 kg sobre ela". O mais difícil, é que a cadeira volte ao estado em que se encontrava no início, depois de brincar com ela... Porém, ao contrario de certas coisas que mudam, a cadeira mantém também, de "pedra e cal"! Para mim, espantosamente!

Se consultarmos o site oficial de Pepe Heykoop podemos observar um vídeo onde o design testa até ao limite a resistência da cadeira. A cadeira é construída completamente de raíz, resultando numa combinação entre uma borracha fina de poliuretano e uma estrutura em alumínio, que a suporta.

A ver, a rir, pena, não ser: a experimentar!

segunda-feira, março 23, 2009

Ódio Musical passado... Going To A Town - Rufus Wainwright

Paciência, um Sofrimento Voluntário

Tu és, ó Paciência, um sofrimento
Voluntário, fiel, bem ordenado,
Da conhecida sem razão tirado,
De um constante varão nobre ornamento.

Tu, recolhendo n'alma o pensamento,
Suportas com valor o Tempo irado.
Tu sustentas, com ânimo esforçado,
Todo o peso do mal, no bem atento.

Magnânima tu és, tu és Constância,
Cedro que não derruba a tempestade,
Rocha, onde a fúria quebra o mar com ânsia.

Tu triunfas da mesma Adversidade.
Subjugando as paixões co'a Tolerância,
Tu vences os ardis da vil Maldade.

Francisco Joaquim Bingre

sexta-feira, março 20, 2009

Ódio Diabólico e em Dicionário...


Futuro:

Esse período de tempo no qual os nossos negócios prosperam, os nossos amigos são verdadeiros e a nossa felicidade está garantida... Depois segue-se a verdade mas, isso já serão outros "quinhentos"... ou então não!

quinta-feira, março 19, 2009

Ódio e Sugestões...


O tempo bom está a acabar (dizem eles...) por isso este fim-de-semana aconselho sinceramente, praia (em esplanada, não venha de lá um vento malandro), sardinhas e sangria (tinta ou de champanhe).



Se isso não vos convencer então que tal... ir a uma Feira original?????
A Feel Woman
20, 21 Mar: 14h-23h, 22 Mar: 14h-21h

Depois do êxito da 2ª edição da Feel Woman aí está mais uma vez a feira que é dedicada inteiramente ao universo das mulheres. Um evento que se caracteriza pela comemoração e festividade, e onde é possível encontrar uma área de exposição dividida por temas... a ir nem que seja para rir...
Internet: http://www.feelwoman.com/
Informações Úteis: 214 429 728 / info@feelwoman.com
Preço dos bilhetes: 5€ (público em geral) e entrada livre (até aos 12 anos e maiores 65 anos).
Cordoaria Nacional
Endereço: Avenida da Índia
Telefone: 213 642 909.


Por fim e para os góticos e amantes de Edgar Allan Poe por ocasião do bicentenário do seu nascimento, tem início hoje, pelas 15h00, o colóquio “Poe e a Criatividade Gótica”, organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL).

Até sexta-feira, vários oradores portugueses e estrangeiros, especializados em áreas como a literatura, o cinema e a ilustração, debatem temáticas associadas ao género gótico com base na obra do escritor norte-americano.

Vários serão os palcos deste colóquio, que se divide entre palestras na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, visualização de filmes na Cinemateca Portuguesa, e outras actividades paralelas na Casa Fernando Pessoa, na Biblioteca Nacional e no bar Incógnito, que acolhe a festa de encerramento na sexta-feira à noite... Ora aqui está uma óptima razão para voltar a esta discoteca/bar...
Para mais informações e para o programa completo das "festas" e do colóquio "Poe e Criatividade Gótica" podem ir ate à página oficial do certame em: http://www.fl.ul.pt/poe_gothic_creativity/

quarta-feira, março 18, 2009

Ódio e Efemérides...


No outro fizeram uma critica aqui às efemérides: "Ah e tal só falas de gente que ninguém conhece!" ao que, com um sorriso respondi: "Correcto e afirmativo! Porque se fosse de alguém do tipo Ágata ou Marco Paulo, falaria para quê????? Toda a gente conhece e... por vezes, conhecem até mais do que é aconselhável para um bom desenvolvimento das little brain cells, como diria o Poirot!", não contente com a minha resposta, retorquiu: "Eh, tá bem, mas de vez enquanto podiam ser pessoas mais actuais!".

Encolhi os ombros e pensei cá pra mim: "Olha que isto hem???? Mas alguém obriga a criatura a ir ao meu blog? E se quer uma coisa dessas faça um blog e escreva pra lá aquilo que bem entender! Além do mais... que caramba! Se forem pessoas actuais, Porra, ainda não morreram! Será que sabe o que é uma efeméride???? Devia mudar o nome do titulo para Ódio e morte ou melhor, Ódio de morte... Hahahahahah..."

Claro está que no meio deste emaranhado de pensamentos alguém comentou algo e eu fiquei com cara de parva (bem conhecida!) a olhar para a pessoa... Enfim...

Hoje então fá-lo-vos de uma personagem bem conhecida e "imensamente" actual: Jacques De Molay (Vitrey, 1243/1244 ou 1249/1250 - Paris, 18 de Março de 1314) nasceu no Condado de Borgonha e pertenceu a uma família da pequena nobreza francesa. Em 1265 foi recebido na Ordem do Templo, na pequena cidade de Beaune por Hubert de Pérraud. - Reparem... adoro estas coisas de quando falamos de gente muito antiga, normalmente dizem sempre: segundo a lenda, neste ano mais ou menos, julga-se que naquela cidade... Se uma pessoa não tiver humor nestas pequenas coisas, dificilmente o terá nas grandes mas...

Foi o 23º Grão-mestre dos cavaleiros templários e oficialmente o seu último, quando foi queimado vivo na Ile de la Cité, pequena ilha localizada no meio do Rio Sena, em Paris. - Claro está que para a média portuguesa tanto se lhe dá que tenha sido com o Ayrton ou sem ele, em Ile ou em Imola, o importante mesmo é que FOI QUEIMADO: Hiphip URRA!

Pouco ou nada se sabe da sua juventude, (que estranho, mais uma vez!) porque só ganhou alguma notoriedade após ter entrado na na ordem e, mais tarde no capítulo de emergência da batalha de Chipre, devido à morte de Guillaume de Beaujeu, caído heroicamente na defesa de Acre. - Duas coisas importantíssimas: primeira, agora compreendo porquê é que as pessoas se juntam a ordens disto e daquilo, DUH rapaziada é para ganharem notoriedade. Lembrem-se que na altura ainda não havia Hollywood e Beatles. Segunda, rei morto rei posto! Grande verdade no antigamente e hoje também. Grande verdade na nobreza e nos plebeus e... estranho, hoje também!!! Hum...

Enfim, à conta da morte do seu mentor Jacques assume o mestrado (então quando terá feito ele o doutoramento para mandar naquele pessoal todo???) da ordem em 1295, não se sabendo, no entanto, a data exacta da sua eleição (mais uma vez: o mistério). Será eleito em detrimento de outra figura de peso dentro da ordem, Hugues de Pérraud, o tal do Hubert de Pérraud. - aqui já não há mistério né????? Vai haver porrada e tá a andar!

No inicio do seu mestrado é conhecido pela sua acção a favor de uma nova cruzada, desenvolvendo uma campanha diplomática em França, Catalunha, Inglaterra e em Itália junto ao papado. Esta campanha visou não só resolver problemas internos que a ordem tinha, como também problemas locais, sendo resolvidas diversas disputas entre a ordem e bispos e também no sentido de pressionar as coroas (não, não falamos de cruzados, cruzeiros e reais... falamos de Reis e coisas quejandas!!!!) e a Igreja a uma nova cruzada.

Organiza a partir da ilha de Chipre (AH!) ataques contra as costas egípcias e síria para enfraquecer os mamelucos (que mais tarde vieram a emigrar certamente para Portugal, porque o que não falta cá são os seus primos: os malucos). Outro assunto que será discutido durante o seu mestrado na ordem será o da fusão entre as duas maiores ordens militares: a do Templo e a do Hospital que funde numa só.

Na sexta-feira de 13 de Outubro de 1307, - SÓ podia mesmo ser!!! - os templários no reino francês são presos em massa por ordem de Filipe, o Belo - Belo mas Torcido hem?!?!. O grão-mestre Jacques DeMolay é capturado em Paris. Imediatamente após a prisão, Guillaume de Nogaret proclama publicamente nos jardins do palácio real em Paris as acusações contra a ordem.

A prisão, as torturas, as confissões do grão-mestre, criam um conflito diplomático com a Santa Sé, sendo o Papa o único com autoridade para efectuar qualquer tipo de acção. Depois de uma guerra diplomática face ao processo instaurado contra a ordem entre Filipe, o Belo e Clemente V, ambos chegam a um impasse, pois por um lado estavam sob a custódia dos agentes do Rei, por outro, estavam protegidos pela imunidade sancionada pelo Papa e absolvidos não podendo por isso, serem considerados heréticos.

Ao ver que o processo estava a ficar fora do seu controle e dado que a paciência não era o forte de Filipe - lembrem-se ele era o Belo, logo o seu forte deveria ser o espelho - assim sendo, ordena o rapto de Jacques de Molay e de Geoffroy de Charnay, então sob a custódia da comissão de bispos, e ordena que sejam queimados. - Toma lá!

Apesar de tudo e mesmo antes de morrer, Jacques DeMolay passou a ser conhecido como um símbolo de lealdade e companheirismo, pois ao que se conta, preferiu morrer a entregar os seus companheiros ou a faltar ao seu juramento.

Por este motivo o Maçon Frank Sherman Land veio a fundar a Ordem DeMolay, usando o seu nome como mártir e exemplo a ser seguido.

Pena que hoje este tipo de amigos seja "peça" rara! Normalmente o que por aí há aos pontapés são de facto "peças" mas de xadrez, sempre prontas a agir pela calada e quando menos esperamos a dizerem num sussurro nojento: Xeque... Mate!

terça-feira, março 17, 2009

Ódio e Arquitectura...



Centro Comercial Vivaci, Guarda - Promontório

Pois é, hoje falo-vos de C. comerciais que não frequento (ponto.... ECA!). Os centros, à imagem e semelhança dos hotéis dão-me na maioria das vezes nauseá.. nada a fazer!

Este, desta feita será inserido (quando terminado) no coração da cidade, na transição entre o centro histórico e uma zona de expansão desqualificada dos anos 70, o edifício tem uma acessibilidade clara no encontro de duas avenidas estruturantes. Dispostas em socalcos ao longo das íngremes encostas, as ruas desenvolvem-se radialmente à muralha do castelo. Um à parte: não tenho nada contra a reabilitar zonas "desqualificadas" mas... então quando é que pensam em qualificar as pessoas com o mesmo tipo de classificação??? Acho mal!!!!!!

Seguindo... O sistema de fachada sugere uma abstracção da própria encosta, com a marcação dos pisos feita por bandas ziguezagueantes de painéis de betão branco estriado, em si mesmas evocando as diferentes camadas geológicas. Pontualmente, estas bandas são interrompidas por fissuras em vidro colorido que também marcam as entradas... menos mal, desde que o vidro não se torne noutro "mamarracho à la Taveira".

Na transição para o Centro Histórico, junto à muralha, o alçado assume uma escala de rua conferindo a esta um carácter de espaço canal regular confrontado com o cariz arqueológico das muralhas da cidade e com o espaço verde remanescente. Então e que tal enfatizar MESMO a parte arqueológica que já "por andava há bem mais tempo"?????

Com cinco pisos comerciais e três caves de estacionamento, o vazio interior das mezzanines culminando num grande lanternim hexagonal, é desenhado de forma caleidoscópica em combinação com as escadas rolantes e com a cor dominante no pavimento como forma de identificação de cada piso.

A única coisa a referir: mezzanine e coisas "afinses" só lá em casa e não se fala mais nisso!

segunda-feira, março 16, 2009

Ódio Musical passado... Air - All I need.

Felicidade, agarrei-te
Como um cão, pelo cachaço!
E, contigo, em mar de azeite
Afoguei-me, passo a passo...
Dei à minha alma a preguiça
Que o meu corpo não tivera.
E foi, assim, que, submissa,
Vi chegar a Primavera...
Quem a colher que a arrecade
(Há, nela, um segredo lento...)
Ó frágil felicidade!
— Palavra que leva o vento,
E, depois, como se a ideia
De, nos dedos, a ter tido
Bastasse, por fim, larguei-a,
Sem ficar arrependido...

Pedro Homem de Mello

sexta-feira, março 13, 2009

Ódio Diabólico e em Dicionário...


Fidelidade:
Virtude peculiar daqueles que vão ser atraiçoados... mas ainda não o sabem! Ai se a rapaziada soubesse... Ai... se...

quinta-feira, março 12, 2009

Ódio e Sugestões...


Um amigo falou-me deste livro...
Primeira reacção: HA HA HA...
Segunda reacção: O titulo não estará errado????
Terceira reacção: Hei!?!?!
Quarta reacção: Eh lá sou uma rapariga muito reactiva...
Quinta reacção: Se calhar o melhor é comprar um sobre química e as reacções químicas e mais não sei quê! hem?!?!

À parte das reacções, como todo o mundo que já cresceu, não tenho em mim todos os sonhos do mundo mas, posso dizer que para quem gosta do género, é uma boa leitura... Ah, e não está mal escrito!

"Ana, a Lúcida - Biografia de Ana Plácido"
Maria Amélia Campos
Editora: Parceria A. M. Pereira.

Ana Plácido, extraordinária figura feminina da segunda metade do século XIX, viveu numa época que sujeitava as mulheres ao poder masculino, sem autonomia económica, independência de espírito e liberdade intelectual.

Foi perseguida, obrigada a ingressar num convento e presa na Cadeia da Relação do Porto, apenas porque, com coragem e desassombro, ousou assumir o seu amor. Quase sempre na sombra do génio do homem que amou - o romancista Camilo Castelo Branco - é finalmente objecto, nesta magnifica biografia, de um retrato a corpo inteiro que não esquece a sua impressiva faceta literária.

É, e ainda dizem que isto foi no século passado... tché! Ainda há por aí tanta rapaziada a viver na sombra dos outros. E ainda por cima com o sol que tem feito... enfim!



E como o tempo está (e vai continuar bom) que tal dar um pulinho à Feira do Livro de Poesia????

De 16 a 22 Mar: das 10h às19h

A Feira do Livro da Poesia oferece mais uma vez livros com desconto, actividades infanto-juvenis e uma mostra de artesanato urbano. A feira é organizada pela Casa Fernando Pessoa, a Junta de Freguesia de Stº. Condestável e a Caminho Divulgação.

Buga lá????? É GRATIX!



Last but not least: Praças da Europa, Praças para a Europa

De 4 Mar a 30 Abr 09


A exposição exibe uma selecção de exemplos de boas práticas, design e preservação de diversas praças no contexto urbano. A iniciativa de cooperação entre cinco países europeus, apoiada pela Comissão Europeia, apresenta e divulga projectos bem sucedidos de renovação urbana.

Instituição:
Centro de Informação Urbana de Lisboa - CIUL
Endereço: Picoas Plaza - Rua Viriato, 13 E-1º1050-233 Lisboa
Horários: Seg. a Sex.: 10h-20h
Telefone: 213 301 920
Fax: 213 301 921

"Advirtam-se"!!!!!!!!

quarta-feira, março 11, 2009

Ódio e Efemérides...


E perguntam "ustedes" e quem foi Jinmu também conhecido por Kamuyamato Iwarebiko?

Ora bem, de acordo com a descrição lendária Jinmu, nasceu em Kojiki em 1 de Janeiro de 660 a.C., terá morrido, novamente de acordo com a lenda, a 11 de Março de 585 a.C. (ambas de acordo com o calendário tradicional japonês lunisolar) Foi o fundador místico do Japão e é o primeiro imperador nomeado na tradicional lista de imperadores. Na lista não tradicional, não faço a mínima ideia... se alguém souber faça o favor de partilhar!

O nome Jimmu, significa "força divina" ou "guerreiro deus"... Nesta altura não havia mãezinha nem paizinho, era tudo deuses, mais tarde passou a ser tudo Espírito santo (mais tarde ainda deu origem aos banqueiros... agora só restam mesmo o bancários!)...

Voltando ao J., e de novo, de acordo com a crença Shinto, Jinmu foi um dos descendente directos da Deusa do Sol, Amaterasu. Ora esta moçoila, num dia em que certamente não tinha nada para fazer, teve um filho chamado Ame no Oshihomimi - Mikoto e através dele, um neto chamado Ninigi-no-Mikoto. Ela enviou o seu neto a umas ilhas japonesas onde ele eventualmente se casou com Konohana-Sakuya-hime.

Entre os seus três filhos estava Hikohohodemi no Mikoto, também chamado Yamasachi-Hiko, que se casou com Toyotama-hime (mais tarde dando origem à Toyota - carros). Ela foi a filha de Ryuujin, o Deus Japonês do Mar. Eles, entretanto, apesar de se esforçarem, tiveram um único filho chamado Hikonagisa Takeugaya Fukiaezu também lá no Mikoto.

Como foi abandonado pelos seus pais no nascimento foi consequentemente criado por Tamayori-hime, a irmã mais nova de sua mãe. Eles eventualmente (adoro este ventualmente), casaram-se e tiveram um total de quatro filhos. O último deles tornou-se o Imperador Jinmu.

Wow, que família complicadita hem?!?!?! Perceberam tanto disto como eu né?!?!?!

O dia do ano novo no calendário japonês tradicional lunisolar era tradicionalmente celebrado como do dia do Imperador Jinmu.

terça-feira, março 10, 2009

Ódio e Arquitectura...


Depois da celeuma que deu falar em quartos e em hotéis passemos para "territórios" mais calmos e portanto, falemos de casas... Uma em particular que, de propósito ou não ficou conhecida por Casa da Boavista (sim é no Porto Carago!

A arquitecta Inês Lobo teve desta vez, ajuda do seu amigo de longa data, J. L. Carrilho da Graça.

A intervenção que propuseram passou fundamentalmente pela clarificação do volume da casa e do desenho do jardim, intervindo sobre as alterações, operadas em 1945, e tendo como objectivo repor tanto quanto possível o desenho original de 1918. Fizeram-se sobretudo alterações no jardim que infelizmente não consegui colocar aqui.

As alterações no jardim tiveram como objectivo qualificar o espaço verde dentro deste lote, mas também permitir a implementação de lugares de estacionamento para uso de funcionários e visitantes deste edifício.

O estacionamento, rebaixado em relação ao jardim, alinha de cota com a Rua Paulo Dias de Novais, que lhe dá acesso. Os acessos à cota do jardim e da casa a partir do estacionamento fazem-se por escada ou rampa, ao longo dos muros de limite do lote em ambos os extremos do parque de estacionamento, com uma latada a fazer a cobertura dos lugares de estacionamento que prolonga a mancha verde do jardim sobre o estacionamento. Alinhado com a escada de acesso ao estacionamento do lado nascente, um outro lance de escadas faz a ligação do jardim com o caminho da ervilha.

Nesta casa gostei sobretudo do facto de terem conseguido tão bem aliar o exterior antigo da casa com o pós-moderno interior da mesma.

segunda-feira, março 09, 2009

Ódio Musical passado... Wrong - Depeche Mode

Aviso à navegação: Sim é verdade! Tenho uma paixão de longa data pelos D.M. Mesmo quando a vida parece não fazer sentido e as coisas que nos acontecem parecem saídas de um filme do tipo série B... Eis que surge uma música composta por estes 4 em que, de alguma forma distorcida, tudo volta a fazer sentido... mesmo no meio do caos...

Daí que nada mais podia acompanhar esta música (e video) à excepção da própria letra... Desculpem a repetição.

Wrong!

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique.

Wrong!

There's something wrong with me chemically
Something wrong with me inherently
The wrong mix in the wrong genes
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong lies, on the wrong vibes
The wrong questions with the wrong replies.

Wrong!

I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
Made the wrong move, every wrong night
With the wrong tune played till it sounded right.

Wrong, wrong (Too long)!

sexta-feira, março 06, 2009

Ódio Diabólico e em Dicionário...


Cérebro:
Um aparelho com o qual pensamos que pensamos...

quinta-feira, março 05, 2009

Ódio e Sugestões...


Esta semana e, porque já não falo de livros há bastante tempo, sugiro a poesia de: "O Breve Sentimento do Eterno" de Nuno Júdice
Editora: Edições Nelson de Matos

"(...) Então, colhe as palavras que te enchem,antes que caiam como frutos podres, e oferece-as a quem passa, no cesto do poema."

O Breve Sentimento do Eterno inclui os manuscritos dos 41 poemas escritos na semana do Natal de 2004. Nele podemos apreciar a caligrafia do poeta e mesmo algumas emendas e correcções que fez quando escreveu os versos.

Para o autor é um “caderno póstumo que publica em vida”: “É um de muitos cadernos onde tenho escrito, ao longo do anos, poemas que, quase sempre, neles ficam. Este ganhou, no entanto, uma consistência de livro que decorre do tempo em que o escrevi – uma semana (…). E talvez o título se possa aplicar ao instante em que, do branco da página, o poema nasce”.



Depois e se em lugar abrigado de Lisboa porque o sol não está para ficar mas o vento veio para agitar as fartas cabeleiras, deixem o livro (que poesia não se lê de fio a pavio) e passem pela Galeria de arte António Prates...

E vejam a exposição de Noronha da CostaObra Recente: Pintura e Objectos
De 6 Mar. a 4 Abr. 2009

A exposição compreende um conjunto de 20 pinturas, 11 esculturas e uma instalação. O artista apresenta um elemento inovador com a criação de uma instalação que sugere uma tela “viva”. Neste trabalho e outros recentes, Noronha da Costa desenvolve a fusão mental do real e do virtual, do bidimensional e tridimensional, a dialéctica entre objecto, luz e matéria, tentando encontrar um método capaz de tratar a problemática do lugar da representação.

O próprio diz: “Estes globos dourados surgem na sequência das minhas duas exposições anteriores, onde procurava uma relação entre espaço e imagem".

Galeria de Arte António Prates
Endereço: Rua Alexandre Herculano, 39 A1250-009 Lisboa
Horários: Seg. a Sex.: 11h - 13h30/14h30 - 19h30 Sáb.: 15h30 - 20h
Telefone: 213 571 167
Fax: 213 571 168
Acessos: Autocarros:6, 9, 74

quarta-feira, março 04, 2009

Ódio e Efemérides...


Pois é... morreu num dia tal e tal... um tipinho de seu nome Saladino (em árabe Salah al-Din Yusuf bin Aiub; صلاه الدين يوسف ابن ايوب). Depois de tanto "filmeco" feito ao bom estilo de "Bollywood", desculpem, "Hollywood", eis que chega a altura de sabermos alguns factos históricos.

Foi reconhecido sultão do Egipto, Síria e Palestina e chefe militar que liderou os muçulmanos contra os cristãos durante as últimas cruzadas, acabou por reconquistar os territórios perdidos pelo Islão, tendo-se tornado uma lenda tanto entre os muçulmanos como nas bocas ocidentais. Saladino era de origem curda. Nasceu em Tikrit (hoje no território do Iraque) em 1138, e morreu em Damasco, hoje capital da Síria, em 1193. Foi o responsável por restaurar o sunismo no Egipto.

Saladino distinguiu-se pela primeira vez como Homem longe dos rapazinhos da sua idade nas campanhas do Egipto, sendo nomeado vizir... Naquela altura as coisas não se vaziam por menos.
Sultão do Egipto a partir de 1175, sucedeu a Atabeg de Mosul. Unificou o país (1164 -1174), a Síria (1174 -1187) e a Mesopotâmia, tornando-se um poderoso dirigente. Doutrinou zelosamente o seu povo a encarar a luta contra a cristandade como uma guerra santa e fundou colégios para o ensino da religião islâmica... De parvo pelo menos, já se vê que não tinha nada!!!!

Enquanto Saladino consolidava o seu poder na Síria, geralmente deixava em paz o reino Cruzado, embora saísse frequentemente vitorioso nas ocasiões em que batalhava com os cruzados... Gostava de uma palavra cruzada difícil e não tanto de Soduko!

De todas as batalhas protagonizadas por este líder talvez a mais interessante tenha sido a que travou com Ricardo... Hattin e a queda de Jerusalém foram uma desculpa - ainda que má - para a Terceira Cruzada, financiada na Inglaterra... Os ingleses, esses Cavalos de Trói dos Americanos...
A Cruzada, para variar retomou a cidade de Acre. Após Ricardo I de Inglaterra executar os prisioneiros muçulmanos em Acre, Saladino retaliou matando todos os francos capturados entre 28 de Agosto e 10 de Setembro... E não foram poucos que eles deixavam-se apanhar que nem moscas, tal era a sua "esperteza" já na época!!!!!!

Beha ad-Din descreve uma cena particularmente horrenda envolvendo dois francos capturados nesse período: "Enquanto estávamos lá eles trouxeram ao Sultão (Saladino) dois francos que haviam sido aprisionados pela guarda avançada. Ele decapitou-os ali mesmo."... coisa que certamente Ricardo não fazia aos muçulmanos que apanhou... POIS!
Os exércitos de Saladino engajaram-se em combate com os exércitos rivais do rei Ricardo I de Inglaterra na batalha de Apollonia, em 7 de Setembro de 1191, na qual Saladino foi derrotado... mesmo assim, a relação entre Saladino e Ricardo era uma de respeito cavalheiresco mútuo, assim como de rivalidade militar. Quando Ricardo foi ferido, Saladino ofereceu os serviços de seu médico pessoal. Em Apollonia, quando Ricardo perdeu o seu cavalo, Saladino enviou-lhe dois substitutos. Saladino também lhe enviou frutas frescas com neve, para manter as bebidas frias... visto isto e dada a época (ou não) Ricardo só viu uma "saída": sugeriu que a sua irmã poderia casar-se com o irmão de Saladino – e Jerusalém poderia ser seu presente de casamento... A ver, Ricardo era rei, o poderia dele era mais: deveria... ou melhor: Querida, tem de ser e "mai nada"!!!!!!

Os dois chegaram a um acordo sobre Jerusalém no Tratado de Ramla em 1192, pelo qual a cidade permaneceria em mãos muçulmanas, mas estaria aberta às peregrinações cristãs; o tratado reduzia o reino latino a uma estreita faixa costeira desde Tiro até Jafa.
Saladino morreu no dia 4 de Março de 1193, em Damasco, pouco depois da partida de Ricardo. Quando o tesouro de Saladino foi aberto não havia dinheiro suficiente para pagar por seu funeral; ele havia dado a maior parte de seu dinheiro para caridade... Olha oh tipo hem?!?!

Considerado o campeão da guerra santa, Saladino tornou-se o herói de um ciclo de lendas, que percorreram todo o Médio Oriente e a Europa, e os seus feitos são lembrados e admirados até aos dias de hoje pelos povos muçulmanos.

Forte protector da cultura islâmica, não era apenas um líder militar, mas também um excelente administrador dos seus domínios (tipo senhor Condomínio). Mandou reconstruir a mesquita de Al-Aksa na cidade de Jerusalém, e ordenou também a construção da cidadela do Cairo.
Éramos, já na altura um bando de atrasados! Enfim...

terça-feira, março 03, 2009

Ódio e Arquitectura...



Nunca gostei de quartos de hotel e, como tal, também não gosto de hoteis. Parecem-me sempre impessoais, desprovidos de um toque mais humano e acima de tudo, dá-me sempre a sensação de que são bons quando apenas queremos fugir de algo ou, pior, queremos esconder-nos de alguém...


Já uma casa desde o nosso cheiro, ao do visitante mais rápido mantém-se sempre, mesmo, quando não há outra hipotese senão estar-se só. Porém, o só em casa na nossa, ou na de outra pessoa surge-me sempre como uma revelação: na nossa casa de quem somos e de quem por lá passou. Na casa do outro: de quem é e de quem pode por lá passar.


A casa mesmo desprovida de qualquer elemento mais excêntrico de decoração faz sempre com que nos recolhamos a um estado de silêncio, a uma quietude que não dá lugar a qualquer palavra e som, a um momento de pausa, evasão e introspecção.


No entanto, a CJ Hotelaria, inserida no Grupo CJ é uma excepção(zinha), porque aposta na apresentação das mais vastas soluções no campo da decoração e do mobiliário, quase que trona o hotel pessoal. A empresa, que produz mobiliário maciço, mobiliário em placa e estofos, tem um gabinete de decoração de interiores o que lhe permite uma economia de escala e a garantia de maior qualidade. Uma produção tecnologicamente avançada, com recursos humanos de elevada qualificação, além de uma optimização de custos controlados, enquadra a CJ Hotelaria como parceiro ideal no ramo hoteleiro. Na área design, a empresa conta com a parceria do gabinete de design XIS 77, apresentando, assim, projectos diferenciadores, antes de desenvolver todo o seu programa de produção/implantação da obra.

Talvez seja este a convencer-me que devo viver num quarto de hotel que nem Beatriz... Costa!

segunda-feira, março 02, 2009

Ódio Musical passado... Love is Noise - The Verve

Com a Fortuna não Perde o Ser de Besta

Na carreira veloz, a deusa cega
Lança às vezes a mão a um feio mono
E o sobe, num instante, a um coche, a um trono,
Onde a Virtude com trabalho chega.

Porém se, louca, num jumento pega,
Por mais que o erga não lhe dá abono:
Bem se vê que foi sonho de seu sono,
Quando a vara ou bastão ela lhe entrega.

Pouco importa adornar asno casmurro
Com jaezes reais, mantas de festa,
Se a conhecer se dá no rouco zurro.

Quem, no berço, por vil se manifesta,
Quem nele baixo foi, quem nace burro,
Co'a Fortuna não perde o ser de besta.

Francisco Joaquim Bingre