quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Ódio e Efemérides...


Morreu hoje, "long, long time a go" - em 1294 - um dos mais emblemáticos imperadores, falo-vos de Kublai Khan, neto de Genghis Khan e filho de Tolui (o quarto filho de Genghis), foi o conquistador mongol responsável pela dominação total e reunificação da China, fundando a Dinastia Yuan, daí, claro a sua importância.

Criado por um tutor confucionista (mas nada confuso), Kublai mostrou-se um administrador capaz para os padrões mongóis, mas ineficiente para os padrões chineses. Tentou invadir o Japão, mas foi repelido pela frota japonesa e por um tufão, conhecido mais tarde pelos japoneses como Kamikaze, ou "Vento Divino".

Kublai nasceu durante a campanha de Genghis Khan à China, em 1215, na época dividida entre as dinastias Jin ao norte, e Song ao sul. O seu pai, Tolui, continuou a seguir Genghis nas suas campanhas no Oriente Médio e na Ásia Central.

Desde a juventude, fora treinado nas artes da guerra, como era usual entre os mongóis, mas também cresceu assessorado por conselheiros chineses, em especial um intelectual confucionista chamado Yao Ji. Kublai cresceu adquirindo modos e gostos tipicamente chineses. Ao contrário dos tradicionais líderes tribais mongóis, Kublai era culto, alfabetizado, e moldava-se com facilidade aos métodos estrangeiros, o que o tornou um político tão hábil quanto guerreiro.

Kublai obteve o seu poder sobre a China primeiramente graças às suas conquistas à frente do exército mongol. Os seus hábitos e sua apreciação pela cultura chinesa inicialmente facilitaram o controle sobre o povo conquistado, embora os Song (que se auto-denominavam como os "verdadeiros chineses") considerassem o seu domínio um desastre para sua civilização.

Kublai, no entanto, destacava-se de todos os outros líderes mongóis por gostar da administração. Aliás, diz-se que enquanto coordenava exércitos em campanhas ao sul, reorganizava a burocracia chinesa, importando burocratas turcos e persas para cargos públicos, extinguindo os tradicionais concursos que seleccionavam jovens chineses para tais cargos. Além disso, isentava os mongóis de impostos e conferia-lhes propriedades e direitos sobre rotas comerciais, o que criava uma elite numerosa e que pouco ou nada acrescentava à sociedade e aos cofres públicos.

Apesar da rejeição popular, Kublai via-se como um legítimo chinês. O seu palácio em Dadu era opulento, com paredes folheadas a ouro e prata, e numerosos adornos na forma de tradicionais leões e dragões. Kublai considerava-se como um "filho do céu", legítimo governante do "Reino do Meio" designado pelos deuses.

A opulência de Kublai Khan e da sua corte impressionou o jovem em particular: o italiano Marco Polo, que foi contratado por Kublai por 17 anos como embaixador do Império e relatou tudo o que vira. As histórias de Marco Polo trouxeram à Europa os relatos mais ricos da nação mais avançada do mundo na época, e são até hoje uma das principais fontes de informação sobre Kublai Khan... Hoje talvez já não ficasse lá tanto tempo.

Entretanto, a pressão interna na China, provocada pelo descontentamento dos chineses conquistados, forçou Kublai a procurar nas novas conquistas um artifício para desviar a sua atenção dos problemas económicos e expandir a sua esfera de influência.

Kublai Khan morreu aos 79 anos. Falhou em unir os mongóis sob seu reinado como Grande Cã, mas estabeleceu o padrão socio-político da China por quase um século.

Apesar das suas desventuras japonesas, Kublai ficaria conhecido por feitos notáveis, como a reabertura e a reforma das rotas comerciais em direcção à China e das vias de comunicação internas (um eficiente sistema de correios, no modelo do antigo Império Persa, com estalagens posicionadas a um dia de cavalgada umas das outras, e milhares de cavalos descansados à disposição dos mensageiros), além da própria reunificação do Império, dividido entre os Jin e os Song havia mais de 3 séculos.

5 comentários:

pensamentosametro disse...

Adorei, simplesmente.


Bjos



Tita

Me Hate disse...

Obrigada Tita... por vezes o grande trabalho está em condensar toda a informação por forma a torná-la interessante e ao mesmo tempo não ser enfadonha...

Mas começo a achar que blog´s deste género têm pouca "saída". ;)

Anónimo disse...

Isso não é verdade, nem sempre tenho é tempo para vir aqui. Mas mesmo quem não goste de história sempre aprende algo.

E não me chammes de Vannete que não é o meu nome!

Me Hate disse...

Vannete Cátia, pronto assim tá melhorzito?????

Gosto que gostes. Que é para poupar palavras, até porque passamos a vida a vermo-nos néi? Mato Grosso?????

somebody disse...

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