terça-feira, fevereiro 10, 2009

Ódio e Arquitectura...


Uma Poesia Visual a Céu Aberto
Demakersvan

Qualquer vedação, pela sua razão de ser, demarca a paisagem e fractura o espaço urbano. Por vezes temos "vedações" interiores e outras exteriores impostas por outros.

Vista, por mim como elemento impositivo nos locais onde é instalada, cria lugares de acesso condicionado e é uma fronteira que inibe a circulação, quer seja quando delimita pólos industriais, zonas degradadas, espaços de desporto ou a própria humanidade.

Mas quando falamos das vedações desenhadas pelos holandeses Jeroen Verhoeven, Joep Verhoeven e Judith de Graauw (conhecidos pelo colectivo Demakersvan), o seu significado é completamente diferente. Construídas em fio de cobre revestido de plástico, mais maleável do que o habitual PVC revestido a aço, afirmam-se como esculturas ou instalações urbanas.

Tecendo manualmente esta malha industrial como se de um gigante tricô se tratasse, estes três designers sediados em Roterdão criam intrincados padrões de folhagens e flores, inspirados no imaginário visual das rendas holandesas tradicionais.

Exemplo desta aparente manualidade, do gosto pelo antigo e do interesse pelas novas possibilidades tecnológicas é a mesa Cinderela (2005), peça absolutamente singular que integra hoje o espólio de design do MoMA. Com a ajuda de um software próprio, manipulam desenhos de mobiliário do século XVII e o resultado é um corpo orgânico em (aparente) constante metamorfose, que só poderia existir digitalmente.

Se pudéssemos todos por vezes, estar tão ilimitados na nossa interioridade como no caso destas vedações, talvez... talvez, pudéssemos alcançar um horizonte maior do que aquele que por vezes o nosso limitado espírito nos "obriga" a ver.

5 comentários:

pensamentosametro disse...

Aprendo ávidamente o que tens para ensinar.

Não tenho limites nem barreiras interiores, era o que faltava não poder ser quem sou, sem barreiras, livre.

Não entendo quem as tem, embora perceba sem compreender porque as têm.


Bjos


Tita

Anónimo disse...

Concordo com o que se diz acima acerca das barreiras. Então tornaste-nos a todas mais livres, e com menos barreiras com a tua passagem por cá. Sinto (sentimos) a tua falta.

Me Hate disse...

Nao creio que nesta fase da vida ensine nada a ninguem. O pouco que julgava ter para partilhar (ensinar, nao) nunca chegou a bom porto.

Contudo, que bom saber ter alguem, algures, com quem partilhar essa falata de limites... acima de tudo naquilo que nos define na humanidade... o tal, do amor!

Me Hate disse...

Ja quebramos algumas barreiras... deixemos que as outras, por si, quebrem porque assim tem de ser.

Tambem tenho saudades...

somebody disse...

酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店經紀,
酒店打工經紀,
制服酒店工作,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
酒店經紀,

,