sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Ódio Diabólico e em Dicionário...


Mentiroso(a):
Viciado(a) em retórica... e "mai nada"!

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Ódio e Sugestões...


Para quem gosta de filmes de animação ou apenas para quem gosta de correr riscos, esta semana:

"A Valsa com Bashir"
De Ari Folman, com Ron Ben-Yishai, Ronny Dayag, Ari Folman.
Animação / M12
Duração: 90m
Data: 2008

Ari Folman, realizador libanês, narra a sua experiência de vida de uma forma muito pessoal. O documentário expõe a guerra entre Israel e o Líbano, em 1982, através de imagens animadas que alternam com depoimentos dos protagonistas reais do conflito.

E para gáudio da minha pessoa, está apenas num dos melhores cinemas da cidade:

Cinema King - Sala 2
Sessões: de 2009/02/19 até 2009/02/25
14h, 16h30, 21h30
Endereço: Avenida Frei Miguel Contreiras, 52 A
Acessos: Metro: Roma
Telefone: 218 480 808

Depois para variar, podem tomar um café no teatro ao lado que, desde que ficou com o "new look" está muito mais agradável e com "vistas" bem mais giras.


E depois para quem queira ir apanhar sol numa esplanada qualquer de Lisboa (ou fora dela) aconselho seriamente:

"A Educação Sentimental" de Gustave Flaubert Romance
Editora: Relógio D’Água
Data: 2008
Título Original: L' Education Sentimentale
Tradução de João Costa; Posfácio de Marcel Proust; 370 páginas.

Dividido entre uma profunda necessidade de lirismo e o desejo de restituir “quase materialmente” o que via, Flaubert (1821-1880) encontrou no trabalho sobre a escrita, em busca da perfeição formal do estilo, a sua unidade enquanto artista, fascinado pelo verdadeiro e pelo belo. O escritor logra, com a personagem de Frederic Moreau, protagonista de A Educação Sentimental, uma das suas criações máximas a par de Ema Bovary.

A obra descreve a geração idealista que preparou a Revolução de 1848. Frederic, levando na bagagem sonhos de destinos longínquos e de glória literária, dirige-se a Paris. Dividido entre duas mulheres - um amor impossível e uma relação calculista - desperdiça a vida na vacuidade dos salões burgueses, artísticos e literários, das salas de redacção dos jornais e dos debates políticos. Sem alcançar a felicidade ou o sentido da existência, regressa à aldeia natal... Dualidade que vai estando "em voga" nos dias e nas pessoas de hoje.

Marcel Proust escreve em A Propósito do Estilo de Flaubert: “Em A Educação Sentimental a revolução está acabada; o que até então em Flaubert era acção torna-se impressão. As coisas têm tanta vida como os homens”. E mais não se diz se não perde a piada!

Mas lembrem-se rapaziada, Março é mais um mês de concertos: Sister`s of Mercy... Blue Man Group... há que poupar!

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Ódio e Efemérides...


Morreu num dia como o de hoje mas, certamente bem mais quente, o brasileiro Mário Raul de Morais Andrade. Poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, professor universitário e ensaísta, considerado unanimidade nacional e reconhecido por críticos como o mais importante intelectual brasileiro do século XX. Notável polímata, Mário de Andrade liderou o movimento modernista Maylsonanico no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país.

Durante o seu tempo de vida, Mário criou vínculos fortes com outros nomes do seu país, correspondendo-se frequentemente com grandes artistas brasileiros, dentre os quais se destacam Manuel Bandeira, o grande Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Fernando Sabino e Augusto Meyer, e veio a falecer em 1945 na mesma cidade em que nasceu - São Paulo.

Considerado o escritor mais nacionalista e múltiplo dos brasileiros, Mário construiu um carácter revolucionário na literatura brasileira, que se iniciou com "Paulicéia Desvairada"... mais tarde em Espanha - "Dulcinéia Desvairada" e em Portugal "Maria Desvairada"... Just kidding pessoal, just kidding...

Em 1922, ao mesmo tempo que preparava a publicação de "Paulicéia Desvairada", Andrade trabalhou com Malfatti e Oswald de Andrade para organizar um evento que se destinava a divulgar as criações do grupo modernista de São Paulo para uma audiência mais vasta: a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre 11 e 18 de Fevereiro. Além de uma exposição de pinturas de Malfatti e de outros artistas associados ao modernismo, durante esses dias foram realizadas leituras literárias e palestras sobre arte, música e literatura... Bons velhos tempos, em que as gentes ainda queriam cultura e a procuravam.

Andrade foi o principal organizador e um dos mais activos participantes do evento, que, apesar de inicialmente ter sido recebida com cepticismo, atraiu uma grande audiência. Andrade, na ocasião, apresentou o esboço do ensaio que viria a publicar em 1925, "A Escrava que não é Isaura".

Os membros do Grupo dos Cinco continuaram a trabalhar juntos durante a
década de 20, período durante o qual a sua reputação cresceu e a hostilidade pelas suas inovações foi gradualmente diminuindo. Mário de Andrade trabalhou, por exemplo, na "Revista de Antropofagia", fundada por Oswald de Andrade, em 1928. Mario e Oswald de Andrade foram os principais impulsionadores do movimento modernista brasileiro.

Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores do Serviço do Património Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigo de Melo Franco de Andrade. Limitações de ordem política e financeira impediram a realização desse projecto, restringindo as atribuições do Instituto, fundado em 1937, à preservação de sítios e objectos históricos relacionados a factos políticos históricos e ao legado religioso no país.

Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de Fevereiro de 1945, quando tinha 52 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reacção oficial significativa antes de sua morte. Os regimes desta natureza... género o nosso actual...

Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido o ditador Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Que aconselho a lerem vivamente... se puderem, com a crise, comprar...

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Ódio e Arquitectura Carnavalesca...


Espero sinceramente que o vosso Carnaval tenha sido... Carnavalesco!

Ou pelo menos, burlesco!

Para os pobres: no Rio de Janeiro!

Para os ricos: em Veneza!

Para os indecisos: no sítio de sempre... como fiz!

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Ódio Musical passado... Sunset - Nitin Sawhney

Poema Quotidiano

É tão depressa noite neste bairro
Nenhum outro porém senhor administrador
goza de tão eficiente serviço de sol
Ainda não há muito ele parecia
domiciliado e residente ao fim da rua
O senhor não calcula todo o dia
que festa de luz proporcionou a todos
Nunca vi e já tenho os meus anos
lavar a gente as mãos no sol como hoje
Donas de casa vieram encher de sol
cântaros alguidares e mais vasos domésticos
Nunca em tantos pés
assim humildemente brilhou
Orientou diz-se até os olhos das crianças
para a escola e pôs reflexos novos
nas míseras vidraças lá do fundo

Há quem diga que o sol foi longe demais
Algum dos pobres desta freguesia
apanhou-o na faca misturou-o no pão
Chegaram a tratá-lo por vizinho
Por este andar... Foi uma autêntica loucura
O astro-rei tornado acessível a todos
ele que ninguém habitualmente saudava
Sempre o mesmo indiferente
espectáculo de luz sobre os nossos cuidados
Íamos vínhamos entrávamos não víamos
aquela persistência rubra. Ousaria
alguém deixar um só daqueles raios
atravessar-lhe a vida iluminar-lhe as penas?

Mas hoje o sol
morreu como qualquer de nós
Ficou tão triste a gente destes sítios
Nunca foi tão depressa noite neste bairro

Ruy Belo

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Ódio Diabólico e em Dicionário...


Hipócrita:

Indivíduo que, ao professar virtudes que não respeita, assegura as vantagens de parecer ser aquilo que despreza.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Ódio e Sugestões...


O Museu Colecção Berardo tem uma nova colecção (de novo gratuita) de Raúl Perez – Desenho e Pintura [ 16 fev 12 abr ]

A nova exposição temporária do Museu, realizada em colaboração com a Fundação Cupertino de Miranda, apresenta o trabalho do autor português Raúl Perez.

As cerca de noventa obras realizadas entre a década de 1960 e 2008 possibilitam uma visão única do universo plástico e estético deste artista, cujo trabalho manifesta traços do surrealismo tardio, da arte mágica e da pintura metafísica. A não perder... eu pelo menos, este fim-de-semana tou lá "caída"... há que aproveitar! Agora só faltava mesmo era os livros serem gratuitos também.

Endereço: Praça do Império1449-003 Lisboa
Telefone: 213 612 400
Fax: 213 612 570
Acessos: Autocarros: 28, 714, 727, 729, 751 Eléctrico: 15 Comboio: Linha Cais do Sodré-Cascais * Estação de Belém Ligações fluviais: Belém Estacionamento público: todos os dias: 8h30-21h45



Depois desta, e como as coisas devem ser aos pares, mais exposições... hoje estou nesta onda!!!!

A minha em Paço de Arcos termina hoje mas, em compensação levaram-na logo para uma nova a começar dia 21... e a entreda também é gratuita... BOA!

Colectiva de 27 Artistas Plásticos, 14 Designers de Joias de Autor em Prata, 70 quadros em Exposição…. No âmbito dos 250 anos da Câmara Municipal de Oeiras, a Brilho & Centelha com o apoio da Junta de Freguesia de Paço de Arcos, apresentam um Exposição carregada de simbolismo onde se conjuga o saber e a sensibilidade artística dum grupo de amigos, sobretudo isso, que se junta a nós para divulgar a Arte.

Evento a decorrer de 21 a 24 de Fevereiro de 2009, entre as 12 e as 20H.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Ódio e Efemérides...


Morreu hoje, "long, long time a go" - em 1294 - um dos mais emblemáticos imperadores, falo-vos de Kublai Khan, neto de Genghis Khan e filho de Tolui (o quarto filho de Genghis), foi o conquistador mongol responsável pela dominação total e reunificação da China, fundando a Dinastia Yuan, daí, claro a sua importância.

Criado por um tutor confucionista (mas nada confuso), Kublai mostrou-se um administrador capaz para os padrões mongóis, mas ineficiente para os padrões chineses. Tentou invadir o Japão, mas foi repelido pela frota japonesa e por um tufão, conhecido mais tarde pelos japoneses como Kamikaze, ou "Vento Divino".

Kublai nasceu durante a campanha de Genghis Khan à China, em 1215, na época dividida entre as dinastias Jin ao norte, e Song ao sul. O seu pai, Tolui, continuou a seguir Genghis nas suas campanhas no Oriente Médio e na Ásia Central.

Desde a juventude, fora treinado nas artes da guerra, como era usual entre os mongóis, mas também cresceu assessorado por conselheiros chineses, em especial um intelectual confucionista chamado Yao Ji. Kublai cresceu adquirindo modos e gostos tipicamente chineses. Ao contrário dos tradicionais líderes tribais mongóis, Kublai era culto, alfabetizado, e moldava-se com facilidade aos métodos estrangeiros, o que o tornou um político tão hábil quanto guerreiro.

Kublai obteve o seu poder sobre a China primeiramente graças às suas conquistas à frente do exército mongol. Os seus hábitos e sua apreciação pela cultura chinesa inicialmente facilitaram o controle sobre o povo conquistado, embora os Song (que se auto-denominavam como os "verdadeiros chineses") considerassem o seu domínio um desastre para sua civilização.

Kublai, no entanto, destacava-se de todos os outros líderes mongóis por gostar da administração. Aliás, diz-se que enquanto coordenava exércitos em campanhas ao sul, reorganizava a burocracia chinesa, importando burocratas turcos e persas para cargos públicos, extinguindo os tradicionais concursos que seleccionavam jovens chineses para tais cargos. Além disso, isentava os mongóis de impostos e conferia-lhes propriedades e direitos sobre rotas comerciais, o que criava uma elite numerosa e que pouco ou nada acrescentava à sociedade e aos cofres públicos.

Apesar da rejeição popular, Kublai via-se como um legítimo chinês. O seu palácio em Dadu era opulento, com paredes folheadas a ouro e prata, e numerosos adornos na forma de tradicionais leões e dragões. Kublai considerava-se como um "filho do céu", legítimo governante do "Reino do Meio" designado pelos deuses.

A opulência de Kublai Khan e da sua corte impressionou o jovem em particular: o italiano Marco Polo, que foi contratado por Kublai por 17 anos como embaixador do Império e relatou tudo o que vira. As histórias de Marco Polo trouxeram à Europa os relatos mais ricos da nação mais avançada do mundo na época, e são até hoje uma das principais fontes de informação sobre Kublai Khan... Hoje talvez já não ficasse lá tanto tempo.

Entretanto, a pressão interna na China, provocada pelo descontentamento dos chineses conquistados, forçou Kublai a procurar nas novas conquistas um artifício para desviar a sua atenção dos problemas económicos e expandir a sua esfera de influência.

Kublai Khan morreu aos 79 anos. Falhou em unir os mongóis sob seu reinado como Grande Cã, mas estabeleceu o padrão socio-político da China por quase um século.

Apesar das suas desventuras japonesas, Kublai ficaria conhecido por feitos notáveis, como a reabertura e a reforma das rotas comerciais em direcção à China e das vias de comunicação internas (um eficiente sistema de correios, no modelo do antigo Império Persa, com estalagens posicionadas a um dia de cavalgada umas das outras, e milhares de cavalos descansados à disposição dos mensageiros), além da própria reunificação do Império, dividido entre os Jin e os Song havia mais de 3 séculos.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Ódio e Arquitectura...


Durante anos Évora foi paragem escolhida e quase obrigatória para mim e alguns amigos sempre que queríamos passar um dia diferente no fim-de-semana. Mantenho as idas até lá ainda que, agora, seja cada vez mais esporádico. Tenho boas recordações desse tempo mas, espero, criar novas.

Foi talvez por isso que este projecto da Inês Lobo de transformar o departamento de Arquitectura e Artes Visuais (Universidade de Évora - Antiga Fábrica dos Leões) me intrigou.

Vai daí andei a ver o que iria ser uma vez que, recordo ainda bem, o que era... Na verdade a vista distante desde o centro histórico e a sequência de aproximação ao conjunto construído da antiga fábrica dos Leões permite perceber que o seu principal valor consiste, estranhamente, na excessiva volumetria imposta de forma abrupta sobre a planura. Dir-se-ia quase uma inesperada e insólita nova topografia - melhor que umas Amoreiras - mas, ainda assim faz de alguma forma lembrar um acidente no relevo da paisagem alongada, distendida, do Alentejo.

A implantação, vertical, na paisagem plana em redor de Évora lembra outros conjuntos edificados, no entanto de sentido inverso, contemplativo, introspectos, conjuntos monásticos como nos lembra a Cartuxa, bem próximo, ou Flor da Rosa, no Crato, e outros. Aqui, porém, há um sentido funcional que se sobrepõe a qualquer outro valor procurado à partida. O grande pátio, ou a vocação específica e pragmática que originou cada parte do conjunto dos Leões, é sempre função, objectivo, eficácia.

Apesar de não ser fã do projecto, este propõe-se devolver à estrutura existente o carácter austero e essencial que define o conjunto fabril, subtraindo divisórias e adornos sobrepostos ao longo do tempo. Retomando a simplicidade original como valor intrínseco da estrutura. Acima de tudo quer devolver uma utilização escolar de algo que já foi palco para outras aprendizagens... O que já não é mau!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Ódio Musical passado... Leonard Cohen - Dance me

A morte absoluta

Morrer.
Morrer de corpo e alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão — felizes! — num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante…
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança duma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento.
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: “Quem foi?...”
Morrer mais completamente ainda,
— Sem deixar sequer esse nome.

Manuel Bandeira

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Ódio Diabólico e em Dicionário...


Azareco:

Mas sabes quem é Antony, certo?
Sim, o Marc Antony o que é casado com a J.LO!
Ok! Esquece lá isso. Vamos aos Tinder!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Ódio e Sugestões...


Conselho sério da semana até porque só vai estar em cena até domingo (este) e foi a minha última marcação cultural para o grupo de jovens que acompanhava... espero que eles (que vão amanhã) e vocês gostem:

"A Mulher que Parou"

Grupo de Teatro Nu Kre Bai Na Bu Onda.

Tiago Rodrigues, autoria; Cláudia Gaiolas e Pedro Carraca, encenação; Bela Medina, Diana Varela, Djena Baldé, Edna Varela, Elisa Varela, Lena Amaral, Miguel Paz, Paula Silva e Tozé Barros, interpretação.

De 5 a 8, e de12 a 15 Fev: sempre às 21h30.

Tiago Rodrigues escreveu "A Mulher que Parou" para o grupo de teatro Nu Kre Bai Na Bu Onda do bairro da Cova da Moura.

A historia centra-se numa mulher decide parar. Deixa de trabalhar no café do bairro, de correr no grupo de atletismo, de cozinhar, de dormir com o marido, de conversar com as amigas. O que acontece quando alguém decide parar? Como podem reagir a família, os amigos, a comunidade a alguém que simplesmente parou? Quem diz “não” e recusa qualquer compromisso com a sociedade torna-se um marginal ou um herói?

Informações Úteis: 966 583 820


Preço dos bilhetes: 5€ (público em geral) e 3€ (com desconto)

Alkantara
Endereço: Rua do Forno do Tijolo, 54-5º esq. 1170-138 Lisboa
Telefone: 213 152 267
Fax: 213 151 368



E sim, se a chuva der uma de "Ah e tal vou aparecer no pedaço!", o conselho é sem sombra de dúvida o muito falado e muito bom, "Quem quer ser Bilionário".

De Danny Boyle, Loveleen Tandan, com Dev Patel, Anil Kapoor, Freida Pinto, Saurabh Shukla, Rajendranath, Zutshi.Drama / M12Duração: 120m

Adaptação livre de Q&A: A Novel, do escritor indiano Vikas Swarup.

Conta a história de Jamal, um jovem da rua prestes a tornar-se vencedor do concurso "Quem quer ser Bilionário". Quando falta uma pergunta para o final do jogo, Jamal é preso por suspeita de dolo. Obrigado a justificar os seus conhecimentos, o jovem conta a história da sua vida: a relação com o irmão, o assassinato de um traficante de droga e a clausura de Latika, a jovem amada que o proíbem ver.

De novo, as minhas escolhas de salas são sempre as "less pipoca, better movie":

Cinema Monumental - Sala 4
Sessões: de 2009/02/05 até 2009/02/11
14h30, 17h, 19h30, 22h, 00h30
Endereço: Avenida Praia da Vitória (Edifício Monumental) 1050-120 Lisboa
Acessos: Autocarros: 1, 21, 31, 36, 38, 41, 44, 45, 46, 49 Metro: Saldanha
Telefone: 213 142 223 (informações e reservas)
Fax: 213 534 532

Lusomundo Amoreiras
Sessões: de 2009/02/05 até 2009/02/11
13h40, 16h10, 18h50, 21h40, 00h30
Endereço: Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, Centro Comercial Amoreiras 1070 Lisboa
Acessos: Autocarros: 11, 23
Telefone: 213 831 275
Fax: 213 855 418
Have fun people... God knows I don´t!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Ódio e Efemérides...

Soldo mostrando Heráclio e seus filhos Heráclio Constantino e Heraclonas (weird name!).

Flávio Heráclio Augusto (c. 575 - 11 de Fevereiro de 641) reinou como imperador bizantino até ao ano de 641.

Heráclio ascendeu à dignidade imperial após rebelar-se, juntamente com o seu pai e homónimo, contra o Imperador Focas. Foi aclamado imperador após tomar Constantinopla (com o auxílio da aristocracia local) e executar pessoalmente Focas. Foi coroado novamente naquela cidade em 5 de Outubro de 610.

Primeira ideia a retirar: o tipo era um rebelde, 10 pontos. Limpou "o sebo" a um tipo com um nome de Focas????????? 90 pontos. Já somos da mesma equipa.

Entretanto, como novo imperador enfrentou sérios problemas nas fronteiras, com os avaros ao longo do Danúbio e a Pérsia a leste. O exército persa tomou Damasco, Jerusalém e o Egipto e chegou até Calcedónia, à margem do Bósforo... anos difíceis mas que, depois de Focas... foram "peanuts".

Heráclio dedicou-se então a reorganizar o exército bizantino. Desenvolveu o conceito de outorgar terras a indivíduos em troca de serviço militar hereditário.... nada parvo hem?! As terras concedidas foram organizadas em themata (thema, no singular), palavra grega aplicada a unidades de terra agrícola pertencentes ao Estado, entregues a soldados, administradas por governadores militares (strategos) e fornecedoras de recrutas por meio do serviço militar hereditário. Este sistema garantiu a sobrevivência do Império Bizantino por séculos e permitiu a Heráclio reconquistar o território tomado pelos persas...

Persas: esta rapaziada era levada "da breca" nesta altura... depois... foram-se...

Heráclio abandonou o uso do vetusto título de "Augusto", adoptando o de "Rei dos Reis" (estranho!) à moda persa... não gostava deles mas, gostava dos seus costumes, bem!

Mais tarde, passou a empregar o título de Basileus, termo grego que significa "rei" e que foi aplicado aos imperadores bizantinos por 800 anos... E assim, se lança a moda!

No final de seu reinado, as províncias da Síria, Palestina e Egipto foram perdidas para os árabes, unificados por Maomé e professando o islamismo...

Foi por volta desta altura que a coisa começou a dar pró torto e que nasceram os primeiros Bin... só mais tarde é que veio o Bean!

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Ódio e Arquitectura...


Uma Poesia Visual a Céu Aberto
Demakersvan

Qualquer vedação, pela sua razão de ser, demarca a paisagem e fractura o espaço urbano. Por vezes temos "vedações" interiores e outras exteriores impostas por outros.

Vista, por mim como elemento impositivo nos locais onde é instalada, cria lugares de acesso condicionado e é uma fronteira que inibe a circulação, quer seja quando delimita pólos industriais, zonas degradadas, espaços de desporto ou a própria humanidade.

Mas quando falamos das vedações desenhadas pelos holandeses Jeroen Verhoeven, Joep Verhoeven e Judith de Graauw (conhecidos pelo colectivo Demakersvan), o seu significado é completamente diferente. Construídas em fio de cobre revestido de plástico, mais maleável do que o habitual PVC revestido a aço, afirmam-se como esculturas ou instalações urbanas.

Tecendo manualmente esta malha industrial como se de um gigante tricô se tratasse, estes três designers sediados em Roterdão criam intrincados padrões de folhagens e flores, inspirados no imaginário visual das rendas holandesas tradicionais.

Exemplo desta aparente manualidade, do gosto pelo antigo e do interesse pelas novas possibilidades tecnológicas é a mesa Cinderela (2005), peça absolutamente singular que integra hoje o espólio de design do MoMA. Com a ajuda de um software próprio, manipulam desenhos de mobiliário do século XVII e o resultado é um corpo orgânico em (aparente) constante metamorfose, que só poderia existir digitalmente.

Se pudéssemos todos por vezes, estar tão ilimitados na nossa interioridade como no caso destas vedações, talvez... talvez, pudéssemos alcançar um horizonte maior do que aquele que por vezes o nosso limitado espírito nos "obriga" a ver.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Ódio Musical passado... Seven Nation Army - White Stripes

Tabacaria

(...) Come chocolates, pequena,
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come! (...)

Álvaro de Campos (AKA Fernando Pessoa)

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Ódio Diabólico em Dicionário...


Ingratidão:

Uma forma de amor-próprio e egoísta ao mesmos tempo que, não é inconsistente com a prática de aceitar favores. Há quem lhe chame prostituição mas isso é outra coisa.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Ódio e Sugestões...


Hoje, aconselho este excelente filme "Milk", nem que seja pelo Sean Penn, que possivelmente, é dos melhores actores que por aí andam e não tem o devido reconhecimento.

A história é um drama biográfico sobre Harvey Milk, o primeiro candidato gay assumido e eleito oficialmente para um cargo público, no estado da Califórnia . Acabou por ser assassinado por Dan White, deputado da cidade de San Francisco que mata também o presidente da câmara, George Moscone.
Internet: www.milkmovie.co.uk/

Para além disso, consegue ver-se em 2 salas de cinema que não são más de todo e sem a gente da pipoca para chatear:

Cinema Monumental - Sala 1
Sessões: de 2009/02/05 até 2009/02/1114h10, 16h40, 19h10, 21h40, 00h10
Endereço: Avenida Praia da Vitória (Edifício Monumental)1050-120 Lisboa
Acessos: Autocarros: 1, 21, 31, 36, 38, 41, 44, 45, 46, 49 Metro: Saldanha
Telefone: 213 142 223 (informações e reservas)Fax: 213 534 532
Lusomundo Amoreiras - sala VIP 2
Sessões: de 2009/02/05 até 2009/02/1112h50, 15h30, 18h10, 21h10, 00h05

Endereço: Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, Centro Comercial Amoreiras1070 Lisboa
Acessos: Autocarros: 11, 23
Telefone: 213 831 275
Fax: 213 855 418



Além disso e, se o tempo permitir, vejam a exposição "O Surrealismo" na Fundação Cupertino de Miranda... a não perder para os amantes do surrealismo e, a não perder para os mais interessados...

De 24 Jan a 29 Mar

A Fundação Cupertino de Miranda, com sede em Vila Nova de Famalicão, nasce como instituição cultural e social, em 1964, por iniciativa de Arthur Cupertino de Miranda e de sua esposa.

Um importante coleccionador e mecenas da região, o engenheiro João Meireles, doa à Fundação a sua notável colecção de pinturas, esculturas e objectos dos surrealistas portugueses (grande parte adquirida por Cruzeiro Seixas ou por sua indicação), exposta pela primeira vez em 1994. Posteriormente, a Fundação assume, em colaboração com a Câmara Municipal local, o projecto do Centro de Estudos do Surrealismo com vista à preservação, catalogação e divulgação das actividades, obras e autores ligados ao Surrealismo português.

A colecção é, entretanto, enriquecida por aquisições e doações de autores e coleccionadores. A exposição apresenta obras dos nomes fundamentais do movimento no domínio das artes plásticas: pintura de António Pedro, Dacosta, Vespeira, Cesariny, Cruzeiro Seixas, Eurico Gonçalves; escultura de Isabel Meyrelles e Jorge Vieira; fotografia de Fernando Lemos e Carlos Calvet.

Também de pintores não directamente associados ao surrealismo - Júlio ou Paula Rego - e de figuras ligadas ao movimento mas mais conhecidas pela sua produção literária - Alexandre O’Neil, António Maria Lisboa, Pedro Oom, Mário Henrique Leiria. A presença de trabalhos de nomes de referência internacional - Max Ernst, Victor Brauner ou Hans Bellmer - ao lado de artistas nacionais, responde à necessidade de entender o Surrealismo português no contexto geral da história da arte do século XX.
Horários: Ter a Sex: 10h-19h, Sáb e Dom: 14h-19h
Telefone: 213 642 909

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Ódio e Efemérides...


Hoje vou falar-vos um pouco do Carl. Tipinho que, nos tempos de faculdade me colocou muitas questões... bom ele e alguns dos professores.

Carl Ransom Rogers (nasceu em 8 de Janeiro de 1902, Oak Park, Illinois, EUA e morreu a 4 de Fevereiro de 1987, La Jolla, Califórnia, EUA), foi um psicopedagogo e importante pensador americano, foi, acima de tudo, precursor da psicologia humanista e criador da linha teórica conhecida como Abordagem Centrada na Pessoa... Que às vezes funciona e outras... pois: não!

Rapaz estudioso, ao contrário de muita boa gente com curso, não centrou o seu estudo na ideia de que todo ser humano possuía uma neurose básica. Rogers (que nem o Buck) quis ir mais à frente e rejeitou essa visão, defendendo que, na verdade, o núcleo básico da personalidade humana era tendente à saúde, ao bem-estar. De novo, em alguns casos, ele teve razão, noutros... pois: não!

Na sua teoria havia três condições básicas e simultâneas como facilitadoras, no relacionamento entre psicoterapeuta e cliente, são elas: a consideração positiva incondicional; a empatia e a congruência. Repetindo, em alguns casos a coisa tinha resultados positivos e a pessoa saía de lá melhorzita mas, noutros casos... pois: não!

Há muitos nomes para, o que hoje se denomina de Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), e não, não vêem buscar o nosso carro em caso de avaria.

Enfim, a sua acção ao longo deste século, foi de um contínuo empenho no caminho da liberdade e da libertação das forças interiores (Self) do ser humano, na sua capacidade de enfrentar os seus medos e o outro, acima de tudo desenvolver uma tendência e uma atitude de respeito consigo e com o outro e evolvido, no seu crescimento.

Essas forças internas do ser humano mostram-se na sua forma de ser – ser em si e ser no mundo - se for sempre receptivo ao desenvolvimento e aprendizagem positivos, tendo dentro de si algo que o impulsiona: a tendência actual, modos de auto-actualização das suas potencialidades, de fazer, sentir, agir e ser "dono" do seu auto-desenvolvimento.

Termino e para não vos dar uma grande "séca" com uma citação do Carl para pensarmos um pouco... POUCO ok!

"A Questão é saber se podemos permitir que o conhecimento se organize no e pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo."

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ódio e Arquitectura...


Hoje gostaria de vos falar de Olafur Eliasson e de uma obra recente sua, o "Silenciados pelo sentir".

A experiência, ou o sentir, de uma obra de arte tem sido matéria para as mais díspares interpretações sobre o seu próprio valor, impregnadas que estão, invariavelmente, da mais pura e idiossincrática subjectividade. Experimentar, neste contexto, continua a ser uma lógica essencialmente individual que requer grande capacidade de comunicação para que se torne partilhável com o outro. O sentir não é necessariamente o sentido.

Deste modo, e sobretudo pela sua tendente objectividade, o diálogo ou a intelectualização sobre a experiência de receptividade das obras de arte mantém-se quase sempre aquém do valor da experiência dita sensorial. E esta mesma dimensão remete-nos para a exploração da experiência do belo e do sublime que a teoria estética dos finais do século XVIII e princípios do de XIX desenvolveu de um modo bastante apaixonado e intenso, convertendo a sua interpretação num valor de cultura praticamente inalienável.

Ainda hoje, por entre as brumas de um conceptualismo dominante, buscamos de um modo mais ou menos consciente essa emoção que não tem palavra, a experiência global que une o sentir (sensorial) ao sentido (intelectual) das obras de arte. Apesar de todas as declarações vanguardistas, a arte contemporânea não dispensa, na verdade, o investimento na dimensão experiencial da sua manifestação.

Um dos casos mais paradigmáticos que, na prática artística contemporânea, recupera a globalidade sem palavra da experiência da arte é o dinamarquês de origem islandesa Olafur Eliasson.

Deixo-vos portanto, como um único "investimento" para o dia de hoje: O que sentimos, o que não sentimos e o que, de facto, gostaríamos de sentir.

Vá, sejam arrojados!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Ódio Musical passado... Broken Strings - James Morrison ft. Nelly Furtado

Reduzir a Dependência das Coisas

Tudo consiste em reduzir a dependência das coisas.
Partes amanhã. Não mais nos veremos. Um pouco o
desertor a cada passagem da nossa alma ou
quem espera para morrer.

A aquisição de todos estes bens
as espécies de tristeza são o que
acompanha quem espera — quais as pretendidas
vantagens? a juventude ou o mar?

Que te importa o que posso ou não fazer? Se
estamos tão perto quando nas ruas cruzamos e dizemos
o herói de toda a circunstância — a tua vida
precede a minha a tua morte ao abrigo das paixões
mas nada disto é dito
animal que repousa sob o erro.

Pela última vez
põe os teus sapatos novos
tão contrários à fonte dos actos e à moral
e vem, mesmo que tenhas andado para lá do som,
lavadinho, para que eu possa passar a minha mão
pelo pêlo
pelo pêlo lugar também do saber e de toda a possessão.

João Miguel Fernandes Jorge