quarta-feira, janeiro 28, 2009

Ódio e Efemérides...


Neste dia em 1943, a Alemanha começa a recrutar todos os seus homens entre as idades dos 16 aos 65 anos. Sem excepção, todos se alistam. Começa então a II Guerra Mundial. Morreram logo nesse dia muitas pessoas... todas desconhecidas para o povo em geral mas, muito queridas para a sua família. Como felizmente é um dado que não me apetece falar, pelas razões óbvias, mudamos hoje o assunto...

Porque foi também neste dia mas, em 1912 que nasceu Jackson Pollock. Pintor que admiro e que, segundo uns copio, outros só faço "m..." e outros ainda, "olha pá, não sei se é bom ou mau mas gosto!" confesso, que são aqueles que não avaliam de quem eu gosto mais... Interessante será que mesmo antes de saber quem era o artista pintava como ele, no sentido em que nunca consegui usar um cavalete, nunca usei pincéis... Passemos contudo, ao importante:

Pollock foi um importante pintor dos Estados Unidos da América e referência no movimento do expressionismo abstracto.

Nasceu em Cody, no estado de Wyoming. Começou os seus estudos em Los Angeles e depois mudou-se para Nova Iorque. Desenvolveu uma técnica de pintura, criada por Max Ernst, o 'dripping' (gotejamento), na qual respingava a tinta sobre suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. O quadro "UM" é um exemplo dessa técnica. Pintava com a tela colocada no chão para sentir-se dentro do quadro. Pollock parte do zero, do pingo de tinta que deixa cair na tela elabora uma obra de arte.

Além de deixar de lado o cavalete, Pollock, a dada altura também deixa de usar pincéis.
A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais. Com Pollock, há o auge da pintura de acção (action painting). A tensão ético-religiosa por ele vivida motiva os pintores da Revolução mexicana. A sua esfera da arte é o inconsciente: os seus signos são um prolongamento do seu interior.

Apesar de ter o seu trabalho reconhecido e com exposições por vários países do mundo, Pollock nunca saiu dos Estados Unidos.

Morreu num acidente de carro alcoolizado em Agosto de 1956.
Este rapaz, agora verifico... tem muita mais coisa em comum comigo do que eu alguma vez imaginei.