quarta-feira, janeiro 07, 2009

Ódio e Efemérides...


Quando o pessoal brinca com nomes Cátia Vanessa, Carlota Joaquina, e coisas "quejandas" está, muitas das vezes, longe de pensar que tal personagem já teve o seu momento na história e, neste caso, na história de diversos países...

Pois é, Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon, em castelhano Carlota Joaquina Teresa Cayetana de Borbón y Borbón, (Aranjuez, 25 de Abril de 1775 — Palácio de Queluz, 7 de Janeiro de 1830) foi infanta de Espanha, princesa do Brasil e rainha de Portugal por seu casamento com D. João VI.

Até aqui tudo muito bem... O João (Juanito por terras de Espanha) casou achando que ia ficar com uma rapariguita sossegada e que não lhe desse muitas dores de cabeça mas, na verdade, não foi bem isso que aconteceu... Aliás, não é por acaso que o povo diz que de Espanha nem bom vento, nem bom casamento e fazendo juz ao ditado, a amiga "Jaquina" ficou conhecida como A Megera de Queluz, não só pela sua personalidade forte mas porque, obviamente "escolheu" viver no Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa.

Miúda dada a intrometer-se onde não devia e, segundo rezam as más línguas de carácter ambicioso e até violento, desde cedo que procurou intrometer-se nos assuntos de Estado, procurando influenciar as decisões do marido, como este não lhe ligava peva, começou a desprezá-lo, recorrendo até à chantagem, à intriga e à pressão conjugal sempre que não conseguia os seus intentos... Boa rapariguita portanto. A situação proporcionou à casa real uma verdadeira situação de anomia, que eventualmente acabou por chegar aos ouvidos do povo.

O diz que disse foi tramado para João mas Joaquina não estava "nem aí"... E... vai daí, por ser descartada das decisões muitas das vezes, Carlota Joaquina organizou à sua volta um partido com o objectivo de tirar as rédeas do poder ao príncipe regente, prendendo-o e declarando-o incapaz de cuidar dos assuntos do Estado, tal como "su madrecita" espanhola fez com o seu marido na altura... Ora, e como quem sai aos seus não "regenera", Jaquina fez o que pode para retirar o poder ao seu João...

Não sabemos se João abriu os olhos (por fim) ou não mas, a verdade é que esse partido foi descoberto tendo o conde de Vila Verde (amigalhaço de João) proposto inclusive a abertura de um inquérito e a prisão dos implicados, a princesa só não pagou mais caro porque D. João, desejando evitar um escândalo público (grande tolo), opôs-se à sua prisão, preferindo confinar os movimentos da esposa ao Palácio de Queluz, enquanto ele mesmo ia morar para o Palácio de Mafra, separando-se dela. Separação à antiga era outra coisa...

No fim, Jaquina ainda teve de passar uns maus bocados mesmo enfiada em Palácio dado que, os seus inimigos afirmavam que somente cinco dos seus nove filhos (incluindo D. Miguel I) eram filhos de Dom João VI, já que Carlota Joaquina era uma notória ninfomaníaca. A história parecia não acabar e João já estava pelos cabelos com a mulher assim, decide dar-lhe umas "férias" para a Europa... De novo, má decisão porque será aí que vai buscar, entre primos, primas, condes e condessas apoio para os seus desvarios políticos...

Também com uma sorte danada acabou por ser descoberta de novo e D. João, desta feita achou por bem ter os inimigos perto mas, a mulher mais perto ainda, não fora dar-lhe a "floquecera"... Como não era mulher de muitas amizades, o mulherio da corte sempre que podia destilava veneno, e assim D. Carlota fica descrita na história como sendo feia, de cabelos sujos e revoltos, com lábios muito finos e arroxeados adornados por um buço espesso e de dentes "desiguais como a flauta de Pã". A mulher do embaixador francês, a duquesa de Abrantes, Laura Junot, vai mais longe afirmando, que: "Não podia convencer-me de que ela era uma mulher e, entretanto, sabia de fatos nessa época que provavam fartamente o contrário". Não sabemos porque não temos dados que comprovem, mas, aqui a Laurinha também podia era coser meias que sempre se punha mais útil...

Enfim, o Portugal de gentes dadas ao progresso, ao pouco falatório e ao "dolce faire niente"...

Terminando: quando o seu marido morre e D. Miguel sobe ao poder, ainda auxilia este na governação, mas por pouco tempo, pois vem a falecer em 7 de Janeiro de 1830, em Queluz, de resto, o próprio príncipe, ingrato, não a mandou chamar do desterro assim que subiu ao trono, pelo que faleceu só, esquecida triste e amargurada... e como povo é sempre povo e mesmo na morte gosta pouco do silêncio: dizia-se na altura, que Joaquina se suicidou. Verdade ou não, concreto é que jaz no Panteão dos Braganças, ao lado do seu desavindo marido, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

5 comentários:

Anónimo disse...

Doce e "linda" criatura!
Daí para cá já inventaram a cera depilatória...remédio para o resto é que não!

Maya

Me Hate disse...

Foi uma sorte para nos MILHERES... e ca por mim ja ia uma cera aqui... ali... acoli...

mor disse...

O Rei era Louco!
Penso que Carlota Joaquina não teve sorte nem foi feliz...

Me Hate disse...

Oh Mor...

O que não falta prá´í é "reis" loucos e Carlotas Jaquinas infelizes... contudo o interessante, é que esta Carlota, como muitas "fizeram" a sua própria infelicidade... enfim...

somebody disse...

酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店經紀,
酒店打工經紀,
制服酒店工作,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
酒店經紀,

,