sexta-feira, janeiro 30, 2009

Ódio Diabolico e em Dicionário...


Orelhas Vesgas:

Dizia um beto: "No Sábado, estava à porta do concerto da Mafalda Veiga a segurar as cervejas...".

Para os mais distraídos: Que culpa é que têm a cerveja???

E Mafalda Veiga, nem com Rohypnol e muito menos com álcool... Dois estragos!

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Ódio e Sugestões...


Hoje fiquei feliz... Um filme que fui adiando estupidamente foi colocado em cena de novo, falo de
"A Turma" de Laurent Cantet. Drama a não perder sobretudo porque segundo parece o Inverno e a chuva não nos vão deixar tão depressa sair de casa e "enjoy the time"...

Galardoado com a Palma de Ouro, no Festival de Cannes, A Turma é um filme baseado num livro de François Bégaudeau e segue um ano de um professor e da sua turma numa escola de um bairro problemático de Paris, microcosmos da multietnicidade da população francesa e espelho dos contrates multiculturais que existem nos grandes centros urbanos de todo o mundo. François, professor, e os seus colegas, preparam-se para um novo ano escolar.

Cheios de boas intenções, estão decididos a não deixarem que o desencorajamento os impeça de tentar dar a melhor educação aos seus alunos. Mas as diferenças culturais e comportamentais facilmente colidem numa sala de aula. François insiste numa atmosfera de respeito e empenho. Mas a ética da sua sala de aula é posta à prova quando os estudantes começam a desafiar os seus métodos.

Infelizmente, e como é reposição só está no malfadado:
UCI Cinemas El Corte Inglés - Sala 3
E a única sessão é às 14h (Seg a Sex)


A não perder porque desta vez fica só até: 04 de Fevereiro.

Endereço: Avenida António Augusto Aguiar, 31 (El Corte Inglés) 1069-413 Lisboa
Acessos: Metro: São Sebastião
Telefone: 707 232 221 (informações e venda de bilhetes).



Depois, havendo paciência e forma de deslocação visitem a minha exposição no: (clique aqui) Brilho e Centelha em Paço de Arcos (centro).

A Inauguração é hoje às 19:00 e podem visitá-la ao vivo e cores (e beber um copo gratuito comigo) ou podem ir on-line e fazê-lo daqui a uns dias com a explicação da exposição e ver todos os quadros, através do link que deixei no parágrafo de cima.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Ódio e Efemérides...


Neste dia em 1943, a Alemanha começa a recrutar todos os seus homens entre as idades dos 16 aos 65 anos. Sem excepção, todos se alistam. Começa então a II Guerra Mundial. Morreram logo nesse dia muitas pessoas... todas desconhecidas para o povo em geral mas, muito queridas para a sua família. Como felizmente é um dado que não me apetece falar, pelas razões óbvias, mudamos hoje o assunto...

Porque foi também neste dia mas, em 1912 que nasceu Jackson Pollock. Pintor que admiro e que, segundo uns copio, outros só faço "m..." e outros ainda, "olha pá, não sei se é bom ou mau mas gosto!" confesso, que são aqueles que não avaliam de quem eu gosto mais... Interessante será que mesmo antes de saber quem era o artista pintava como ele, no sentido em que nunca consegui usar um cavalete, nunca usei pincéis... Passemos contudo, ao importante:

Pollock foi um importante pintor dos Estados Unidos da América e referência no movimento do expressionismo abstracto.

Nasceu em Cody, no estado de Wyoming. Começou os seus estudos em Los Angeles e depois mudou-se para Nova Iorque. Desenvolveu uma técnica de pintura, criada por Max Ernst, o 'dripping' (gotejamento), na qual respingava a tinta sobre suas imensas telas; os pingos escorriam formando traços harmoniosos e pareciam entrelaçar-se na superfície da tela. O quadro "UM" é um exemplo dessa técnica. Pintava com a tela colocada no chão para sentir-se dentro do quadro. Pollock parte do zero, do pingo de tinta que deixa cair na tela elabora uma obra de arte.

Além de deixar de lado o cavalete, Pollock, a dada altura também deixa de usar pincéis.
A arte de Pollock combina a simplicidade com a pintura pura e suas obras de maiores dimensões possuem características monumentais. Com Pollock, há o auge da pintura de acção (action painting). A tensão ético-religiosa por ele vivida motiva os pintores da Revolução mexicana. A sua esfera da arte é o inconsciente: os seus signos são um prolongamento do seu interior.

Apesar de ter o seu trabalho reconhecido e com exposições por vários países do mundo, Pollock nunca saiu dos Estados Unidos.

Morreu num acidente de carro alcoolizado em Agosto de 1956.
Este rapaz, agora verifico... tem muita mais coisa em comum comigo do que eu alguma vez imaginei.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Ódio e Arquitectura...


Gente da Casa


Quando a arquitectura é pretexto para outras “artes”... ou para, pura e simplesmente, mudarmos de casa.


Um projecto artístico foi criado a pretexto de uma obra de arquitectura. A ideia é do arquitecto Carlos Gomes, co-autor do projecto de arquitectura (com Ana Paula Mendes – MGC Arquitectos) para uma habitação unifamiliar, projecto este que assume aqui a função de palco de diversos acontecimentos. Situada num terreno árido, perto de uma zona de vinhedo entre Pinhal Novo e Poceirão, no concelho de Palmela, a obra é de promoção particular com fins de comercialização e o objectivo primeiro do projecto artístico é promover, perante um público não especializado, os intervenientes de uma obra de arquitectura. Até porque, dado que de hoje para amanhã deixamos de poder circular por toda a Lisboa, o melhor é ir tudo para Palmela... tem castelo e bons restaurantes, as gentes são simpáticas e tem uma feira anual em que o "comeri e o buberi" é grátis... Buga?????


Mas enfim, como dizia: assim surgiu “Gente da Casa”, projecto que nasceu do apoio da Direcção Geral das Artes em 2007 (na altura Instituto das Artes), obtendo vários outros à medida da sua evolução e divulgação. Sendo na visão do cidadão comum (me, myself and I) a “obra” algo de “feio e visceral” com que não se quer ter contacto, este projecto vem exactamente fazer ver esse outro lado, dando relevo ao factor humano, social e cultural implicado.

Se ao longo dos tempos se foi perdendo a ideia de “mestria” destes operários na sua qualidade de artesãos, ganhou-se certamente em diversidade cultural. O projecto quer revelar o que é viver dias a fio numa obra, convivendo e trabalhando em equipa, seguindo a “receita” de arquitectos e engenheiros para erguer, neste caso, a “máquina de habitar”, afinal fruto do entendimento (bom ou mau!) e da colaboração dos vários profissionais das diferentes áreas.

Estava a precisar de um destes projectitos aqui para a "bossalhada" ser mais... colaborante...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Ódio Musical passado... Shout - Tears For Fears

A Proibição

Tem cuidado ao amar-me.
Pelo menos, lembra-te que to proibi.
Não que restaure o meu pródigo desperdício
De alento e sangue, com teus suspiros e lágrimas,
Tornando-me para ti o que foste para mim,
Mas tão grande prazer desgasta a nossa vida duma vez.
Para evitar que teu amor por minha morte seja frustrado,
Se me amas, tem cuidado ao amar-me.

Tem cuidado ao odiar-me,
E com os excessos do triunfo na vitória,
Ou tornar-me-ei o meu próprio executor,
E do ódio com igual ódio me vingarei.
Mas tu perderás a pose do conquistador,
Se eu, a tua conquista, perecer pelo teu ódio:
Então, para evitar que, reduzido a nada, eu te diminua,
Se tu me odeias, tem cuidado ao odiar-me.

Contudo, ama-me e odeia-me também.
Assim os extremos não farão o trabalho um do outro:
Ama-me, para que possa morrer do modo mais violento;
Odeia-me, pois teu amor é mínimo para mim;
Ou deixa que ambos, eles e não eu, se corrompam
Para que, vivo, eu seja teu palco e não teu triunfo.
Então, para que o teu amor, ódio, e a mim, não destruas,
Oh, deixa-me viver, mas ama-me e odeia-me também.

John Donne

sexta-feira, janeiro 23, 2009

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Ódio e Sugestões...


Hoje, não só pelo mau tempo que se avizinha por todo o fim-de-semana mas, também porque adoro poesia sugiro, a nova reedição, há muito esperada de "Canções e Outros Poemas" de António Botto... poeta que ainda fez parte da família do lado da avó... Fino hem?! Mas não vão por mim, leiam e depois critiquem...

Já agora, a nova reedição das Canções de António Botto (1897/1959) faz justiça à obra de um grande poeta esquecido e colocado à margem no seu tempo.

“Eu não gosto do amor disciplinado por leis; / Entrego-me à liberdade do meu sentir sem / Temer as responsabilidades… / Tenho direito às minhas ideias embora / Não tenha direito à minha vida.”

Com assinalável coragem literária e sentido de liberdade, assumiu a condição de homossexual nos seus versos, razão principal da sua marginalização. Sem se ter vinculado a qualquer movimento, criou uma obra singular que entrecruza aspectos da literatura tradicional portuguesa com elementos da geração vanguardista.

O amor é o mote principal da sua poética. Segundo José Régio, Botto canta “tanto os aspectos superiores do seu amor como também os perversos e os simplesmente naturais, os mesquinhos e os complexos, os ridículos, em suma os viciosos, viciados ou viciáveis”.

Tema que surge tratado à luz de uma estética plena de sensualidade e voluptuosidade assente na relação entre beleza e desejo. “A beleza - / Sempre foi / Um motivo secundário / No corpo que nós amamos; / A beleza não existe, / E quando existe não dura. / A Beleza - / Não é mais do que o desejo / Fremente que nos sacode… / - O resto é literatura”.

O poeta sabe apenas que deseja e que tudo o mais é literatura. Literatura que encerra em si todo o universo e todas as coisas. Desde logo, a imortalidade de António Botto.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Ódio e Efemérides...


Sandro Penna nasceu em Perugia em 1906, cidade onde frequentou a escola comercial. Em 1929 partiu para Roma e lá passou quase toda a sua vida.

Por decisão própria teve sempre ocupações transitórias e de pouca importância, tendo vivido modestamente. Pobre e só (a maioria dos seus amigos já tinham morrido, inclusive, Pasolini), morreu em Roma a 21 de Janeiro de 1977.

Publicou livros de poesia com uma certa regularidade (alguma da sua poesia foi-me dada a conhecer mais tarde), ao mesmo tempo que revia e antologiava as suas obras anteriores.

Em 1939, publica em Florença o seu primeiro livro de poemas, Poesie, e colabora com algumas revistas da época, como Letteratura e Il Frontispizio. Em 1950 edita-se o seu segundo livro, Appunti, e em 1956 Una strana gioia di vivere. No ano seguinte aparece a primeira compilação dos seus livros anteriores em Poesie, de que aparecerá uma segunda edição anos mais tarde.

Em 1973 publica também um livro de contos Un po’ di febbre, e no final da vida edita L’ombra e la luce (1975) e Il viaggiatore insonne (1977).

Deixo-vos um dos poemas de Penna que mais gosto...

As portas do mundo não sabem

As portas do mundo não sabem
que lá fora a chuva as procura.
As procura. As procura. Paciente
afasta-se, regressa. A luz
não sabe que há chuva. A chuva
não sabe que há luz. As portas,
as portas do mundo estão fechadas:
fechadas para a chuva,
fechadas para a luz.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Ódio e Arquitectura...


Protótipo de Habitação Individual

“One Square Meter House”, Paris, 2006
Didier Fiúza Faustino
Bureau des Mésarchitectures

Didier Fiúza Faustino nasce em França no mítico ano de 1968. Termina o curso em 1995 na Escola de Arquitectura de Paris-Villemin. Em 1996 surge como um dos fundadores do Laboratório de Arquitectura, Performance e Sabotagem (LAPS) e, no ano seguinte, do multidisciplinar atelier Fauteil Vert de Paris. De 1998 a 2001 integra a direcção da Número Magazine em conjunto com Dinis Guarda. Em 2001, ganha o Prémio de Arte Pública Tabaqueira, pelo seu trabalho "Stair Way to Heaven - Espaço Público para Uso Individual" a implantar no futuro Jardim dos Aromas da Praça Central de Castelo Branco, zona actualmente em reconstrução no âmbito do Programa Polis. No mesmo ano, forma com Pascal Mazoyer o atelier Bureau des Mésarchitectures; desde então, divide a sua actividade profissional e amigos entre Lisboa e Paris.

A “One Square Meter House” é uma crítica óbvia da nossa sociedade individual, narcisista e egoísta. A unidade mínima do terreno, 1,00 m2, é o que serve de base para construir uma casa. Pode ser construída em qualquer lugar, é sempre a mesma, o que muda é o preço do terreno.

Na opinião do arquitecto: "O corpo colectivo vive, hoje, uma espécie de ilusão: o fascínio pelo skyscraper que está a voltar à nossa sociedade é assumido colectivamente." No seu entender, já não se fala nos sonhos de uma pessoa, mas no colectivo e este, acaba sempre por ser conduzido por forças individuais, como o caso das multinacionais.

"Há sempre o dono de uma companhia que paga para ter o sexo maior da terra." - diz com humor que lhe conhecido Faustino. A arrogância impera. E como duplo crítico que o arquitecto é: "Denuncio a individualidade. Identifico uma pessoa por detrás deste colectivo. Mostro como toda a história da arquitectura dos skyscrapers é sempre uma história individual."

Gosto dele... é português (segundo as suas palavras) e a minha prima conheceu-o porque concorreram ao mesmo Prémio da Tabaqueira... ele ganhou. Mas gostaram tanto um do outro que um jantar de Macdonald´s transformou-se numa longa ceia na primeira casa da minha prima.

Creio que ainda este fim-de-semana estará por terras de Portugal e, talvez eu tenha a felicidade de almoçar com ele na casa da primita. Para quem ainda há pouco tempo falava em ter saudades da língua francesa... ... ... pode ser desta.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Ódio Musical presente...


Enjoy the Silence - Depeche Mode

As Gentes e o mundo

O mundo
Mostra
A cada segundo
O seu desequilíbrio,
O seu descontrole.
O mundo
Grita as suas acções
Desvairadas
Não se escuta
Os seus ouvidos
Estão cegos
Os olhos mudos
Tudo se perde
Escorre pelo ralo.
No banho
Pessoas perdidas
Sentimentos lavados
Prontos para outra entrada.
No lixo
Apenas sentimentos mortos
Promessas vãs
E regressos ao conhecido.
O mundo grita
O seu descontrole
O seu desequilíbrio.
Não importa!
Ninguém vê.
Ninguém ouve.
Ninguém muda!

Me Hate

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Ódio Diabolico e em Dicionário...


Barcos:

Havia um náufrago numa ilha deserta, que nunca foi salvo.
Por isso, ficou o resto da vida a ver passar navios.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Ódio e Sugestões...


Hoje aconselho cinema: Paris 36

De Christophe Barratier, com Kad Merad, Clovis Cornillac, Nora Arnezeder, Gérard Jugnot, Stéphane Debac. Drama / M16Duração: 120mData: ALE/FRA/República Checa, 2008

Christopher Barratier (Os Coristas) realiza um drama situado em 1936, quando três produtores franceses se juntam para reabrir um cabaré e produzir um musical. Mas a crise económica que atravessa a França e a ascensão do nazismo dificultam o projecto.
Internet:
www.faubourg36-lefilm.com/


Infelizmente só está no UCI Cinemas El Corte Inglés - Sala 10

Sessões: de 2009/01/15 até 2009/01/21 - 11h30 (Dom), 14h15, 17h45, 21h20
Endereço: Avenida António Augusto Aguiar, 31 (El Corte Inglés)1069-413 Lisboa
Acessos: Metro: São Sebastião
Telefone: 707 232 221 (informações e venda de bilhetes)
Fax: 213 800 405

Entretanto, tenho 2 bilhetes para vender para o "amazing" Nitin: Quem estiver interessado, sabe o meu numero e sabe também que vendo por menos 10€...

Nitin Sawhney

24 Fev: 22h

O músico inglês de origem indiana, Nitin Sawhney é um dos mais talentosos e criativos nomes do panorama da música actual, desenvolvendo trabalho como dj, produtor, músico, multi-instrumentista e orquestrador.

Com uma linguagem musical única, incorpora na sua sonoridade influências de todo o mundo e uma série de géneros musicais – sonoridades asiáticas, ritmos latinos, drum n’bass, jazz, hip-hop, club, chill-out e world music. Com sete álbuns editados, todos aclamados pela crítica, Sawhney trabalhou com artistas como Paul McCartney, Sinead O’Connor, Jeff Beck e Brian Eno. O espectáculo ao vivo, deste virtuoso músico, inclui vários convidados que proporcionam momentos musicais e visuais intensos.

Coliseu dos Recreios

Endereço: Rua das Portas de Sto. Antão, 94/98 1150-269 Lisboa
Telefone: 213 240 585
Fax: 213 420 434
Acessos: Autocarros: 1, 2, 9, 11, 21
Metro: Rossio (Linha Verde)

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Ódio e Efemérides...


Hoje a coisa foi difícil de escolher... entre Nin e Bogart... Me ficar dividida...
E porque divisão bem feita só a dos pães: falemos dos dois.

Começando por Bogart, que começou batizado Humphrey DeForest Bogart, ele era o filho mais velho de Belmont DeForest Bogart e Maud Humphrey. O seu pai era um médico cirurgião e a mãe artista gráfica de sucesso. Viveu confortavelmente no bairro de Upper West Side, em Nova York, estudou na prestigiada escola particular, Trinity School, e posteriormente na Escola preparatória Phillips Academy em Andover, Massachusetts. No inicio ainda pensou em estudar medicina na Universidade de Yale, mas seus planos não se concretizaram por ter sido expulso da escola preparatória por ter um comportamento rebelde... Já tinha portanto aquilo que faria dele se não um actor, um amigo de Brando.


Bogart mais tarde, alistou-se na Marinha para combater na Primeira Guerra Mundial. Em 1918, o barco que estava foi atacado por submarinos e um fragmento de madeira rasgou sua boca, afectando sua maneira de falar para o resto da vida... Já tinha portanto aquilo que faria dele, se não um Indiana Jones, pelo menos um amigo do Harrison.

Humphrey Bogart começou a sua carreira nos palcos do Brooklyn em 1921, sem nunca cursar aulas de teatro. Entre 1922 e 1925, ele apareceu em 21 produções da Broadway. Cansado da boa vida, casa, descasa, volta a casar, a descasar e a casar, até encontrar a tal da mulher da sua vida a conhecida e bem mais nova, Bacall.
Só em 1936 é que se torna actor de 7ª arte com o filme "A Floresta Petrificada" que contava com a participação de Bette Davis. Bogart recebeu, logo nesse filme, excelentes elogios. Mas é só em 1951 com o filme: "Uma Aventura na África" que recebe o tal do Oscar... wilde já sabíamos que era desde puto!

Bogart, nada dado aos excessos nem à tal da rebeldia, bebia e fumava muito, acabando por ter cancro no esófago. Em 1956, por insistência da mulher, que também não queria perder o tal homem da sua vida, ainda se submeteu a duas cirurgias mas, sem sucesso. Morre em coma no dia 14 de Janeiro de 1957.



Já sobre Anaïs Nin, o melhor será mesmo ler a sua obra porque, é daquelas autoras que depois de "lida", nada mais haverá a dizer acerca de si e da sua pessoa. Deixo-vos portanto, uma meia-dúzia de dados biográficos: (21 de Fevereiro de 1903, Neuilly, perto de Paris - 14 de Janeiro de 1977, Los Angeles) foi uma autora francesa que se tornou famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte do seu marido.
Resumindo e concluindo: os dois (Bogart e Nin) divertiram-se "à brava" mas só um soube o que era não estar só (e por só, entenda-se o todo humano) e partilha de toda uma vida em toda a sua grandeza... Ora agora descubram lá quem foi... ... ...

terça-feira, janeiro 13, 2009

Ódio e Arquitectura...


Sim, inevitavelmente, como na vida, na arquitectura também acabo por ter autores que pura e simplesmente, não me saem da cabeça... Não sei se por teimosia, se pela originalidade se, porque, pura e simplesmente: quando se gosta, gosta e pronto.

Eu gosto da Zaha Hadid (não que seja uma "belezura" de mulher, pois que não o é) mas, o tal do "personal touch" em todo o que seja arquitectura, ela, pura e simplesmente: dá cartas... tem jogo... tem mão e, vence qualquer tipo de poker. Aquitecta identificada com o desconstrutivismo, dentro da linha de Daniel Libeskind. Foi aluna de Koolhaas e foi a primeira mulher a receber o prémio Pritzker de arquitectura pelo conjunto da sua obra.

Portanto, não foi com grande espanto que vi a realização do Cinema Plaza de las Arts a ter esta "configuração. Este projecto está dentro da reconversão da Plaza de las Glories (Barcelona) que, até ao momento em que em 2001, se começou a pensar em devolver a zona aos seu habitantes, esta encontrava-se ao abandono, isolada e era vista como marginal.

Após a reconversão de toda a zona e a construção do cinema esta tornou-se frequentada e acima de tudo: mais um ponto de interesse que me leva a gostar ainda mais de Barcelona...

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Ódio Musical passado... This is the Life - Amy Macdonald

Feliz Só Será

Feliz só será
A alma que amar.

Estar alegre
E triste,
Perder-se a pensar,
Desejar
E recear
Suspensa em penar,
Saltar de prazer,
De aflição morrer —
Feliz só será
A alma que amar.

Johann Wolfgang von Goethe

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Ódio Diabolico e em dicionário...


Cozinha:

Pedi a receita ao cozinheiro, mas ele fechou-se em copas.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Ódio e Sugestões...


Para começarmos bem o ano e para a rapaziada sádica que por aí polula, aconselho o espectáculo: S de Sade ou Os Infortúnios da Libertinagem

A partir de textos do Marquês de Sade. Está em palco de 6 a 10 Jan: sempre às 22h. Portanto, se querem aprender alguma coisa diferente, é a despachar!!!!!

O espectáculo baseado na vida e obra obviamente, de Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido por Marquês de Sade (1740-1814) conta a passagem do escritor pelo manicómio de Charenton onde esteve internado nos últimos anos da sua vida. Aí, encenava espectáculos protagonizados por loucos e assistidos pelos elegantes parisienses da época. E ele é estava no manicómio????? Puzzle!!!!!!

Enfim, Ricardo Bargão encena a peça deste autor polémico e controverso que levou uma vida de excessos e sem regras, por isso desaconselhável a pessoas facilmente impressionáveis.... Porque será???????
Bilhetes: www.ticketline.sapo.pt
Informações Úteis: 210 994 142 ou geral@kabuki.pt
Preço dos bilhetes: 12€.
Bilhetes à venda no Kabuki, FNAC e IFP
Maiores 18 anos.

Espectáculo desaconselhável a pessoas facilmente impressionáveis.... De novo e repetindo-me: porque será?

Duração: 120 min (com intervalo).
Instituto Franco Português
Endereço: Avenida Luís Bívar, 91, 1050-143 Lisboa
Telefone: 213 111 400

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Ódio e Efemérides...


Quando o pessoal brinca com nomes Cátia Vanessa, Carlota Joaquina, e coisas "quejandas" está, muitas das vezes, longe de pensar que tal personagem já teve o seu momento na história e, neste caso, na história de diversos países...

Pois é, Carlota Joaquina Teresa Caetana de Bourbon e Bourbon, em castelhano Carlota Joaquina Teresa Cayetana de Borbón y Borbón, (Aranjuez, 25 de Abril de 1775 — Palácio de Queluz, 7 de Janeiro de 1830) foi infanta de Espanha, princesa do Brasil e rainha de Portugal por seu casamento com D. João VI.

Até aqui tudo muito bem... O João (Juanito por terras de Espanha) casou achando que ia ficar com uma rapariguita sossegada e que não lhe desse muitas dores de cabeça mas, na verdade, não foi bem isso que aconteceu... Aliás, não é por acaso que o povo diz que de Espanha nem bom vento, nem bom casamento e fazendo juz ao ditado, a amiga "Jaquina" ficou conhecida como A Megera de Queluz, não só pela sua personalidade forte mas porque, obviamente "escolheu" viver no Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa.

Miúda dada a intrometer-se onde não devia e, segundo rezam as más línguas de carácter ambicioso e até violento, desde cedo que procurou intrometer-se nos assuntos de Estado, procurando influenciar as decisões do marido, como este não lhe ligava peva, começou a desprezá-lo, recorrendo até à chantagem, à intriga e à pressão conjugal sempre que não conseguia os seus intentos... Boa rapariguita portanto. A situação proporcionou à casa real uma verdadeira situação de anomia, que eventualmente acabou por chegar aos ouvidos do povo.

O diz que disse foi tramado para João mas Joaquina não estava "nem aí"... E... vai daí, por ser descartada das decisões muitas das vezes, Carlota Joaquina organizou à sua volta um partido com o objectivo de tirar as rédeas do poder ao príncipe regente, prendendo-o e declarando-o incapaz de cuidar dos assuntos do Estado, tal como "su madrecita" espanhola fez com o seu marido na altura... Ora, e como quem sai aos seus não "regenera", Jaquina fez o que pode para retirar o poder ao seu João...

Não sabemos se João abriu os olhos (por fim) ou não mas, a verdade é que esse partido foi descoberto tendo o conde de Vila Verde (amigalhaço de João) proposto inclusive a abertura de um inquérito e a prisão dos implicados, a princesa só não pagou mais caro porque D. João, desejando evitar um escândalo público (grande tolo), opôs-se à sua prisão, preferindo confinar os movimentos da esposa ao Palácio de Queluz, enquanto ele mesmo ia morar para o Palácio de Mafra, separando-se dela. Separação à antiga era outra coisa...

No fim, Jaquina ainda teve de passar uns maus bocados mesmo enfiada em Palácio dado que, os seus inimigos afirmavam que somente cinco dos seus nove filhos (incluindo D. Miguel I) eram filhos de Dom João VI, já que Carlota Joaquina era uma notória ninfomaníaca. A história parecia não acabar e João já estava pelos cabelos com a mulher assim, decide dar-lhe umas "férias" para a Europa... De novo, má decisão porque será aí que vai buscar, entre primos, primas, condes e condessas apoio para os seus desvarios políticos...

Também com uma sorte danada acabou por ser descoberta de novo e D. João, desta feita achou por bem ter os inimigos perto mas, a mulher mais perto ainda, não fora dar-lhe a "floquecera"... Como não era mulher de muitas amizades, o mulherio da corte sempre que podia destilava veneno, e assim D. Carlota fica descrita na história como sendo feia, de cabelos sujos e revoltos, com lábios muito finos e arroxeados adornados por um buço espesso e de dentes "desiguais como a flauta de Pã". A mulher do embaixador francês, a duquesa de Abrantes, Laura Junot, vai mais longe afirmando, que: "Não podia convencer-me de que ela era uma mulher e, entretanto, sabia de fatos nessa época que provavam fartamente o contrário". Não sabemos porque não temos dados que comprovem, mas, aqui a Laurinha também podia era coser meias que sempre se punha mais útil...

Enfim, o Portugal de gentes dadas ao progresso, ao pouco falatório e ao "dolce faire niente"...

Terminando: quando o seu marido morre e D. Miguel sobe ao poder, ainda auxilia este na governação, mas por pouco tempo, pois vem a falecer em 7 de Janeiro de 1830, em Queluz, de resto, o próprio príncipe, ingrato, não a mandou chamar do desterro assim que subiu ao trono, pelo que faleceu só, esquecida triste e amargurada... e como povo é sempre povo e mesmo na morte gosta pouco do silêncio: dizia-se na altura, que Joaquina se suicidou. Verdade ou não, concreto é que jaz no Panteão dos Braganças, ao lado do seu desavindo marido, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ódio e Arquitectura...

Alturas houve em que era uma "moçoila" muito dada às artes marítimas, aos "nós" e às coisas emaranhadas... Depois, como tudo o que sofre mudança de humor desenvolvi outros interesses, mais emaranhados ainda... Porém, os restícios do passado, não deixam de me admirar e portanto, foi com prazer que descobri um museu que é a "minha cara", ao mesmo tempo: é uma obra arquitéctonica, por outro lado, aliou-se à marinha num daqueles sítios que se julga que por lá não se passa nada... Falo do projecto de ampliação e remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI), da autoria do gabinete de arquitectura ARX, Lda., dos irmãos Nuno e José Mateus.


Distinguido com o prémio AICA/MC 2002 da Associação Internacional dos Críticos de Arte do Ministério da Cultura, nomeado para o prémio SECIL 2002 e para o prémio da União Europeia para a Arquitectura Contemporânea 2003/Mies Van Der Rohe, o projecto da ARX Portugal, contemplou uma profunda remodelação da estrutura existente, numa obra total, que dignifica a importância social, económica e cultural da pesca na região, impulsionando uma necessária requalificação urbanística envolvente.

Para trás, ficaram, claro está outros interesses das pessoas que por lá vivem... Mas isso são outras conversas...

No entanto e, possivelmente por ser um projecto arquitectónico arrojado, a Câmara Municipal de Ílhavo não pode dizer que não. Assim, efectuou-se uma profunda remodelação do edifício existente, reformulando a sua estrutura, espaços, instalações e imagem em geral, amplificando a área bruta sensivelmente para o dobro da do edifício existente. A sua implementação, vá lá, respeitou na rua o alinhamento existente não tendo havido portanto, uma "Taveirada amalucada", criando-se inclusive, um engraçado e bem conseguido, jardim interior.

Ainda que compreenda a grandeza do projecto e até a sua "beleza arquitectonica" é inegável a uma austeridade e a constância do negro da sua volumetria. Explicam isto com um significado "pleno de maritimismos insinuados, como homenagem aos heróis (já celebrados ou ainda anónimos) das pescarias longínquas do bacalhau e demais fainas marítimas dos ilhavenses; como elo de comunicação com as novas gerações; como elo dinamizador da própria renovação do Museu enquanto instituição cultural capaz de atrair novos públicos."

No meu gosto (assaz duvidável) o MMI não é particularmente belo, ainda que não "fira" de facto, a vista como alguns "mamarrachos" que por aí proliferam em "voz grossa" por Lisboa "adentro". Contudo, para os conhecedores o MMI é um excelente exemplar de arquitectura moderna, já distinguido em Portugal e no estrangeiro. No estrangeiro é inclusive isto como "imponente e vigoroso na sua composição volumétrica, combinando de forma sábia linhas, volumes e luz. Interpelante e experimental", assim, o MMI permite apreciar e descobrir em cada visita um novo detalhe, um novo traço, uma nova perspectiva... Um pouco como a vida!

O meu conselho: visitem, verifiquem e dêem a vossa opinião.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Ódio Musical passado... Another way to die - Jack White&Alicia Keys

Euforia

cai neve no cérebro vivo do imaculado - dizem
que este milagres só são possíveis com rosas e
enganos - precisamente no segundo em que a insónia
transmuda os metais diurnos em estrume do coração

dizem também
que um duende dança na erecção do enforcado - o fulgor
dos sémenes venenosos alastra no brilho dos olhos e
um sussurro de tinta preta aflora os lábios
fere a mão de gelo que se aproxima da boca

o vómito da luz ergue-se
das palavras ditas em surdina

a seguir vem o sono
e o miraculado entra no voo dos cisnes
o dia cansa-se
na brutalidade com que a voz se atira contra as paredes
abrindo fendas
em toda a extensão das veias e dos tendões

quando desperta com o crepúsculo
o miraculado olha-nos fixamente e sorri
dá-nos uma rosa em forma de estilete - fechamos os olhos
sabendo que este é o maior engano
da eternidade


Al-Berto

Novidade do Ano I d.J.


EXPOSIÇÃO DE

Jack aka A.M.


TEMA: DEAD CAN DANCE

Quadros em Exposição:

1. I Can See Now

2. Nierika
3. Tristan
4. Sanvean
5. Rakim
6. Goridean
7. Don't Fade Away
8. Sambatiki
9. Indus

10. The Lotus Eaters


De 31 de Dezembro de 2008 a 20 de Janeiro de 2009


Galeria do Monumental - Saldanha

The Nightmare AFTER Christmas...


Depois da loucura do Natal e do desastre da Passagem de ano...

A única tomada de decisão "importante" do ano é que decidi voltar... Sem mala de cartão, é verdade mas, com muita vontde de voltar... a Paris de França.

Voltei exactamente no mesmo padrão a que vos habituei e... a que estou habituada... Para não dar muito trabalho...

Enjoy... or not!