segunda-feira, julho 02, 2007

Ódio musical passado... Intuition - Feist!

Havia sombras de distância
no teu olhar
e uma fatalidade doce
nos contornos da noite
que os dedos de estrelas
pontilhavam de poesia.
-Tu vais negar-me!
-Não te nego!
Assim reescrevemos
a história,
engolimos a vida
tementes do riso.
Rasgamos os outros
porque assim é preciso,
domamos a face, escondemos misérias,
enchemos de lama
as coisas mais serias,
para não ver um esgar,
um riso,
um afastar.
O eterno dilema de estar.
Construímos sonhos, magia
e vivemos, amordaçados,
numa eterna letargia!

M.Hate

13 comentários:

sem nexo nem sexo disse...

que bonito!!! gosto de pessoas que parecm uma coisa e depois são outra. Os contrastes são sempre mais interessantes...isto para dizer que é bom ver uma mulher com um blog de ódio escrever essas coisas...mas acho que ela ainda não sabe disso.....

Maria disse...

temos poetisa :)

PCS disse...

Boa música! Já passou a indignação:)

Me Hate disse...

Sem Nexo: essas... insinuações provocativas ainda serão o teu fim... ;) e a minha (óbvia) falta de ódio... parece-me, será a minha! :)

Me Hate disse...

Maria... teremos?
Um laivo (algo até banal) dificilmente se poderá chamar de poema e a pessoa que o concretiza só com muito boa vontace poderá ser apelidada de poetisa.

Ainda assim, e porque te reconheço como amiga (de facto), um muito obrigada!

Me Hate disse...

Pcs a indignação não chegou cá mas o rasgar e a letargia como tudo, vai passando... há que ir vivendo e sendo... algo!

PCS disse...

Pois a minha indignação veio "dai":). A Foto era a ida à vinda já nem deu para tirar;)

Me Hate disse...

Pcs como te compreendo... na ida naturalmente, tudo se tem sabor de renovação e ansiedade positiva do que está para vir... na vinda, nem sempre, não é?

Anónimo disse...

deixem-me rir mais uma vez p favor! pois é, as presunções! q belo poema, ó hate! Um destes dias ainda tenho o gosto de ver isto publicado em antologia "Aqueles que, coitados, gostavam de ser poetas, mas enfim..." Conselho: escreva para si e ñ mostre a ninguém

Me Hate disse...

Como nulidade que sou... receeio bem que está também no inerente ao meu comportamento essa coisa quase que egocentrica/pavão de me mostrar e depois... Acontecem estas coisas ainda MAIS tristes mas, o Anonimo poderá sempre escolher fazer uma de duas coisas:
1- Deixar de passar por cá e poupar-se a estas desgraças pseudo intelectuais;
2- Ou ir passando para nos brindar com a sua argúcia, inteligencia e comentários assaz certeiros!

Que tal?

Se entretanto também assim entender: identifique-se com qualquer coisa do género "O Génio não reconhecido"!

maria disse...

Adoro este poema ,muito bom.

Me Hate disse...

Obrigada Maria... já tomei a liberdade que também passara no seu Blog e deixar por lá um comentário...

somebody disse...

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