terça-feira, julho 31, 2007

Ódio e Arte...

(Auto-retrato)

(Icarus Esso)

Jean-Michel Basquiat começou fazer graffitis aos 16 anos, nos metros e muros de Manhattan, e acabou tornando-se num dos maiores artista internacional de vanguarda da década de 80.


Na infância sofreu um acidente e por forma a entrete-lo durante a recuperação, a sua mãe deu- lhe um livro de anatomia. Isso acabou, de alguma forma por influenciar a sua arte, pois é sabido que muitas das suas obras tinham muitos detalhes anatómicos.

Os seus primeiros graffitis nas ruas eram assinados como SAMO (abreviação de "same old shit"), pseudónimo que Basquiat e do seu colega Al Diaz criaram. Em 1980 parou de grafitar e começou a pintar telas. Nesta época escreveu pelas paredes de toda Nova York: Samo morreu.

Basquiat era um tipo reconhecidamente alucinado no bom e no mau sentido da palavra mas achava que as pessoas são muito ligadas ao material e advogava que devíamos estar mais voltados para o espiritual, não estava errado de todo...
Dizia que a classe média se preocupava muito em mostrar o que não tem, com roupas caras, e que só faltava andar com etiquetas expostas para se exibirem ainda mais.

Foi um amigo pessoal de Andy Warhol, não sendo isso de admirar para quem conheça o seu trabalho e daí que tenha compartilhado técnica e inspiração.
O que tal vez me tenha impressionado/comovido mais ao ver o seu trabalho (depois de alguma pesquisa) foi a representação infantil da grande cidade de Nova Iorque, que na sua perspectiva dá vontade de conhecer... e eu, como é sabido abomino tudo o que tenha a ver com "amuricanos".
Espantei-me, em alguns casos, com a fúria sombria, a revolta e a indisciplina, que transparecia nas suas telas. Telas essas ao mesmo tempo uma forma de escrita, como se fossem um jogo de palavras.

Basquiat, foi, segundo reza a historia, uma aparição deslumbrante mas efémera do mundo das artes plásticas.

A sua obra agrada-me talvez pelo estado de espírito característico da minha pessoa, pelas representações que ilustram um desprezo total por qualquer tipo de unidade visual tradicional. A indiferença em relação à perspectiva e a posição infantil em relação ao estilo são características suas. Algum desprezo pela humanidade, sobressai também em algumas das suas obras... O Icarus Esso é de alguma forma prova do atrás enunciado.

Autodidacta, Basquiat, era um artista com conhecimento das técnicas e formas de arte. Frequentador de museus, desde criança estava a par das criações estéticas do século.

Para não fugir ao mito e ao esperado, faleceu em 1988, vítima de overdose de heroína, em seu estúdio, um ano depois de Warhol.
O Ódio é de prata e o silêncio é de ouro.

20 comentários:

O Carmo e a Trindade disse...

Depois das mortes que houve de dois grandes cineastas em 2 dias, falar de morte nesta altura, parece tétrico.

Me Hate disse...

Mas qual é parte que está a escapar a toda a gente que esse pessoal está POR FIM liberto e que só nós é que ainda vivemos com as putas das grilhetas da vida??????

Larguem-me com essa comiseração falsa como se conhecessem os tipos! Enoja-me francamente a compaixão pelas desgraças alheias, como se daí renascesse em nós um certo brilhozinho nos olhos porque ainda estamos vivos: "Ai ca bom!"

Ao menos aqui as efemérides é só para dar conhecimento e informaçao, não é para a "ondinha fingida" do: "Ai tadinho, nã se faz!" Ainda por cia, viveram a vida, eram velhos, tiveram o mundo a seus pés, um deles teve aquela "desgraça de pecado de mulher" que se chamava Ingrid...

PORRA!!!!!

Irra!!!!!!!

Nota à navegação: LARGUEM-ME DA MÃO que hoje não estou para paneleirices!!!!! Tché!!!!!

Thunderlady disse...

E... não me digas! Morreu aos 27?

Me Hate disse...

Nop! Por acaso foi aos 28...

Carpe Diem disse...

Qual e a questao da Morte? Não pode ser tambem uma celebraçao de Vida? A falta de medo na Morte (pq e a unica coisa concreta q temos) apenas da vontade de viver!!

Eu juntaria a Basquiat outro grande nome do grafitti e seu contemporaneo, Keith Harring, mt boa gente anda com desenhos deste autor sem saber quem ele é ou foi.

Por outro lado, e respondendo a tua provocação, concordo com a tua amiga mas e sp mais facil dizer q fazer e sim, eu entrego-me por inteiro e ai reside o problema...

Beijos e para quem tem medo da Morte veja um destes (ou os 2) filmes: "O Sétimo Selo" do Bergman ou "A Prairie Home Companion" do Altman ou cantem com os Python "on the bright side of life" :)

Carpe Diem disse...

Qual e a questao da Morte? Não pode ser tambem uma celebraçao de Vida? A falta de medo na Morte (pq e a unica coisa concreta q temos) apenas da vontade de viver!!

Eu juntaria a Basquiat outro grande nome do grafitti e seu contemporaneo, Keith Harring, mt boa gente anda com desenhos deste autor sem saber quem ele é ou foi.

Por outro lado, e respondendo a tua provocação, concordo com a tua amiga mas e sp mais facil dizer q fazer e sim, eu entrego-me por inteiro e ai reside o problema...

Beijos e para quem tem medo da Morte veja um destes (ou os 2) filmes: "O Sétimo Selo" do Bergman ou "A Prairie Home Companion" do Altman ou cantem com os Python "on the bright side of life" :)

contradicoes disse...

Com o anúncio de férias
venho-lhe pois desejar
descanse e deixe estes lérias
que aqui vêm visitar

PCS disse...

É uma boa sugestão o Basquiat! Quanto a este.(não à obra) Mantenho o mesmo critério!
A P... da vida deplorável que “consumia” influenciou de tal maneira a sua arte que até deu um filme. Basquiat antes do filme. Basquiat depois do filme!
No depois foi divinizado como um Osíris da arte final do século XX!! Parece-me e aplico o mesmo (ao ab) que este artista é em demasia “fantasiado” por uma classe artística "mais fora".
É tudo uma questão de critério egocêntrico!!!
p.s.(C) já não chateio mais;)

purita disse...

os ânimos estão exaltados por aqui!
quanto a mim, não me importava nadinha de ter alguns dos quadros de baquiat, que enquanto samo tb tinhas os seus momentos de inspiração!fossem os grafitis actuais todos como os dele!:D

Daniela Mann disse...

Fico sempre com uma sensação estranha quando um jovem morre! É pena!

xá-das-5 disse...

O BAsquiat, desculpa Lat, não era nada de extraordinário. Só ficou conhecido pelo Andrew e pela doença.
Mas essa é só a minha opinião.

múltiplo comum disse...

"Mas qual é parte que está a escapar a toda a gente que esse pessoal está POR FIM liberto e que só nós é que ainda vivemos com as putas das grilhetas da vida??????"

Is this what you really mean? Ou é um desabafo blogueiro de circunstância?

Me Hate disse...

Carpe: andas gago rapaz... ;)

Quanto às tuas "provocações" não tenho de facto medo medo da morte e ao dizê-lo, em viva voz não é por ter algum desprezo pela própria mas porque considero que tenho feito muitas coisas que me têm muito prazer... Podia ser melhor, mais dinheiro, mais amor, mais isto e aquilo mas, poder ser melhor: podia sempre. O que de facto, se passa é que pesando tudo, é boa e se "dela me apartasse" não me arrependeria de nada... eventualmente faria uma ou outra coisa diferente, nada mais...

Que engraçado tenho um Harring lá em casa mas... sempre soube que era um Harring... Mas tive a imensa sorte de ter uma prima que tem 9 anos de diferença de mim e que, sendo mais velha e estando ligada às artes, me ensinou muita coisa... e me "acordou" para muita outra... e me levou a muito museu... das melhores recordações que tenho é de uma exposição na Gulbenkian (deveria ter uns 10 anos) sobre a Paula Rego (de quem até nem gosto muito... apesar de lhe reconhecer um trabalho fabuloso na área da arte projectiva) em que a minha prima me sentou ao seu colo e me explicou um quadro dela pormenor por pormenor... e recordo o carinho com que me abraçou depois de lhe ter dito: "Oh Paula pá, tu sabes imensas coisas!"

Lamechices adiante: então parece-me que temos o mesmo problema de entrega... damos tudo! Conselho de "palhaço que está sempre no circo e em pleno arame sem protecção": É um erro carissimo! Raramente as pessoas são dignas desse entrega total... Uma infelicidade, normalmente para esses outros e uma dor, usualmente, para nós!

Quanto aos filmes: "O Sétimo Selo" do Bergman já vi mas, faz tanto tempo que possivelmente irei ver de novo, em breve... com disponibilidade mental... ou então, talvez escolha "A Prairie Home Companion" do Altman que não conheço.

Um imenso beijo!

Me Hate disse...

Contradições: há por aí uns lérias sim senhor, mas no bom nome democracia há que também ouvi-los... raramente não de se apreende/aprende algo de uma conversa... e há sempre a possibilidade de uma boa surpresa... Digo eu!

Me Hate disse...

Pcs: não gosto particularmente dos quadros do Basquiat, mas gosto do homem que foi, daquilo que pensava e sobretudo, no que diz respeito à sua arte, gosto daquilo que transmite porque, neste momento sinto esse mesmo desprezo pulsar-me nas veias... amanhã acordarei certamente com um novo olhar sobre o undo e talvez neda do que aqui escrevi se verifique... até lá, e até esse "acordar": o desprezo é partilhado e a loucura (boa, má...????) também...

Me Hate disse...

Purita: os "grafiteiros" desta época não tem de facto, as pulsões ventrais que moviam Basquiat... como tal nada poderá ter qualidade... Não são nada, porque não transmitem nada...

Quando aos animos... é BOM! A arte supostamente faz isto: exalta-os! E é na discussão que podemos crescer e ser mais... ou pelo menos aprender mais...

Me Hate disse...

Dani: é mas... supera-se! Lamento, ando de facto, com cabeça para falsas choradeiras... ele morreu em ultima análise porque assim o desejou como tal... ... ...

Me Hate disse...

Xá, julgo que já expliquei nos comentarios atrás o que se passa, não é pela arte ou sequer pelo estilo, é o que transmite...

Me Hate disse...

Multiplo: at this point: this what i really mean!

somebody disse...

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