segunda-feira, maio 28, 2007

Ódio musical passado... Craig Armstrong - This love.

ASSOMBROS


Às vezes, pequenos grandes terremotos

ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos.

Entre a aorta e a omoplata rolam

alquebrados sentimentos.

Entre as vértebras e as costelas

há vários esmagamentos.

Os mais íntimos

já me viram remexendo escombros.

Em mim há algo imóvel e soterrado em permanente assombro.


A. de Sant'Anna

17 comentários:

sem nexo nem sexo disse...

com um poema destes, não havias de fazer um refresh do banho?

fogo!!!

Me Hate disse...

Neste caso, neste sentimento... é com um certo orgulho/vergonha que digo: o refresh é constante e intenso!!!!

A letra da musica é apenas o continuar do poema...

quandoasformigasatacamopicnicestácomprometido disse...

Música lindíssima, Me Hate. Parabéns pela sua escolha. Far-me-á revolver hoje em casa as pilhas de CD´s em busca do álbum "The Space Between Us" de Craig Armstrong. Nele, para além desta faixa, encontrará uma outra - não menos bonita - intitulada "Take me Out Tonight" que, aliás, integrou há algum tempo a OST da (não menos magnífica) série "Six Feet Under". Enfim, tudo coisas boas. O poema é igualmente muito bonito. Voltei,como pode verificar. Espero que tenha sentido a minha falta. E por agora, despeço-me com o pensamento do meu dia: "Entregamo-nos uns aos outros porque os desuses nos esqueceram". É nisto que vou matutar durantes as horas que me sobram. Despeço-me, com energia renovada.

quandoasformigasatacamopicnicestácomprometido disse...

No post anterior, quis, naturalmente, escrever deuses :)

Me Hate disse...

Formigas: que prazer lê-la de novo e estar consigo mais uma vez, ainda que à distância... Fui frequentemente acometida duma inexplicável saudade sua aquando do seu afastamento deste blog... Saudade então agora, sanada!

Quanto a Craig, confesso que estive indecisa entre colocar esta, o Kiss of the Dragon (porque há algo de sensual entre a musica e as palavras em frances ditas daquela forma...), a musica Escape (que remetendo à sua ultima frase acerca dos deuses, está adequadissima) e o não menos belo Portuguese Love Theme que confesso, desadequadamente me fez verter uma breve lágrima...

Quanto ao SFU...sem comentários, é a serie fora de serie!

Agora permita-me discordar consigo no seguinte: não acredito que nos entreguemos de facto uns aos outros, apenas porque os deuses negam (?) a sua tarefa... Assumo mais a vertente existencialista que considera o homem como um ser único que é mestre dos seus actos e do seu destino...e que assim sendo, também dono de toda uma maravilhosa parafernália de sentimentos que são seus, para dar a quem mais merecedor for...

Julgo que foi Jean-Paul Sartre que disse: A existência precede a essência. Acreditando nessa definição delimita-se não só a liberdade mas sobretudo a responsabilidade do homem para tudo o que concretiza, inclusivé: amar-se e dar-se...

Na esfera privada, não me dou porque me sinto abandonada... a fazê-lo dessa forma tão infeliz, será certamente, porque me sinto abandonada por outros como eu. deus não tem essa importância na minha vida e acima de tudo, nas minhas decisões...

E voçê Formigas, mal que lhe pergunte: Entrega-se porquê?????

quandoasformigasatacamopicnicestácomprometido disse...

Obrigada pelo entusiasmo quanto ao meu regresso. Nem sempre somos recebidos tão calorosamente.

O Craig Armstrong, sim, é capaz de emocionar-nos muito.

Quanto à questão de nos entregarmos, de nos darmos uns aos outros porque os deuses se esqueceram de nós: não é que eles se tenham negado à tarefa,como a Me Hate diz, mas porque deixaram de ter importância nas nossas vidas.
A frase é poética, naturalmente, e significa o contrário do que afirma: significa sobretudo o nosso abandono das coisas transcendentais, não a descrença num Deus no qual acreditámos e com o qual nos decepcionámos. Não é o meu caso, não acredito em deus nenhum. E também não é esse o sentido de "deuses" na frase. Abandono do Ideal, redução à nossa condição de humanos, sim. E é na nossa condição de humanos que sentimos,amamos, sofremos e, eventualmente, tomamos nas mãos o nosso destino. É a nossa condição de humanos que nos torna origem e depósito de afectos. E eu sou humana, se isto responde à sua pergunta final...

De existencialistas não gosto. São todos feios, baixinhos e caixa-de-óculos como o Sartre. E Amor e existencialismo não se misturam na mesma frase. E, por favor, Me Hate! Não me venha com a treta do amor até à morte entre o Sartre e a Beauvoir! Já era.
Espero que a Me Hate não seja verdadeiramente existencialista e não se pareça com um ratinho.
Despeço-me afectuosamente.

Me Hate disse...

Ainda não parei de rir com a provocação...

Vou recompor-me um pouco e já volto "à carga"!!!!!

Thunderlady disse...

Hum.. isso geologicamemte falando pode ser interessante (geologia aplicada ao sentimento). Justamente o meu ramo... geologia aplicada.

Me Hate disse...

Hoje por sinal... geologicamente falando, a insustentável forma de ser está incontornavelmente "pesada"...

Me Hate disse...

Formigas: agora que recuperei...

Conheço pelo menos um existencialista belo... ainda que um pouco mais teológico do que o Sartre: o Søren Kierkegaard...
E quanto a esse par S.B. bom, tanto haverá para dizer mas... uma vez que já era... eu é que sou atrasada... ... ...

Antes do mais uma desculpa, por não ter entendido a sua questão inicial quanto à entrega... Mas relativamente ao tal Abandono do Ideal, então devo dizer que ainda bem o abandonámos porque isso torna-nos infinitamente mais generosos e também mais responsáveis pelo o que damos e a quem o damos... e sim, somos grandemente responsáveis pelo nosso destino, pelas nossas acções... e isso também nos eleva...

Para "terminar" a única resposta que posso dar à bela frase " a nossa condição de humanos que nos torna origem e depósito de afectos":
"Tem o amor a arte de tornar eterno
aquele que por amor tem de morrer
e até de morrer jovem amiúde pois os deuses amam
aquele que perece em plena juventude
e assim se fixa petrifica e permanece"

De um autor seu muito conhecido!!!!

princesinha urbana disse...

O poema é lindo e a música do melhor que já ouvi! Parabéns pelo blog! Sou completamente fã!

Me Hate disse...

Carissima Princesa, um imenso obrigado por este elogio amplamente rasgado...

Vá passando!

mor disse...

Gosto da selecção musical...
Também adorei o site do http://www.ochatearoom.com/. não percebi onde ficava mas fiquei cheia de curiosidade... Muito obrigada pela recomendação.
Um dos sítios onde gostei mais de estar na ásia foram as plantações de chá em Nuwara Eliya. Recomendo...
Até breve!

Me Hate disse...

Mor: bem aparecida antes do mais...
Quanto à localização da O-cha fica em Alvalade... o resto está prometido a seu tempo e com o seu regresso a terras lusas... ;)
Por uma questão de curiosidade aqui há uns tempos (e até para construir aqui o blog) andei à procura de plantações e andei a infrormar-me um pouco mais acerca do chá, das plantações, do ritual e já conhecia a referida plantação que, não estando em erro, se situa no Sri Lanka, correcto?

Até uma próxima oportunidade!

mor disse...

Tem toda a razão Me Hate, é mesmo no Sri Lanka!!!Foi uma alegre surpresa e estou sempre tentada a voltar lá.

Para mim o melhor chá é sem dúvida o Orange Pekoe plantado precisamente em Nuwara Eliya.

Se resolver dar um pulo a esse espectacular país dou-lhe umas dicas... É só pedir!

Até breve!

Me Hate disse...

Não me tente que ainda sou capaz de cometer o delirio... ;)

somebody disse...

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