terça-feira, abril 10, 2007

Ódio madeirense, desta feita, algo contido!



E, dado que hoje estamos numa "onda" de arquitectura deixo-vos ainda aqui as Piscinas do Atlântico com fotografia de Fernando Guerra.
Do arquitecto Paulo David, autor da Casa das Mudas, começa agora a ser divulgado o projecto das Piscinas do Atlântico.
Erigido num território de estratificação vulcânica, lugar costeiro de rocha negra, nele assenta a sua plataforma de betão de contorno rigoroso, contrastando com o delinear dos muros de pedra que lhe redefinem a topografia.
O resultado é tão carismático como o nome do local – Salinas – reminiscência da extracção do sal nas rochas esculpidas pelo mar.
O projecto é revelado no âmbito de uma recente entrevista à Arkinetia.

Esta exposição das Piscinas do Atlântico constrói um percurso de indiscutível qualidade visual e uma experiência intensa. Nas suas imagens, mais do que procurar a ilusão estética da obra, persegue-se o olhar do autor e a lógica por detrás dos gestos que lhe deram corpo. Somos assim seduzidos a uma prática estimulante de leitura da arquitectura, ensinando a ver a forma e os seus sentidos para lá de uma aparência mais palpável.

Ódio e santidade, a metade da metade.

8 comentários:

Anónimo disse...

Cara Me Hate, ainda que este não seja um post com essa finalidade deixo-lhe aqui algo que últimamente a sua poesia de segunda me "deu"...

"Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional."
Carlos Drummond de Andrade

Continue assim...

Me Hate disse...

Carissimo: Julgo que esse poema não terá sido colocado ao acaso... Por fim: benvindo ao meu blog Rui!

E sim, não esqueci que assim é relativamente à dor e ao sofrimento... E à vida!

Rita Inácio disse...

Cara Me Hate!
Um projecto pelo qual tenho muita simpatia.
É dos tais projectos que tem qualidade,... o percurso, a implantação, a envolvente, a distribuição espacial, a volumetria, e até mesmo os materiais usados!

Vou deixar aqui o que está no site da Ordem dos Arquitectos:
"Centro de Artes – Casa das Mudas, Calheta, Madeira, 2004;
Nomeado para o prémio Mies Van der Rohe 2005, conta com uma área coberta de construção de 12.000m2, tendo sido construído como expansão da já existente Casa da Cultura da Calheta.
Com um núcleo de construção completamente novo e autónomo, o novo Centro inclui área para exposições temporárias e permanentes, auditório, biblioteca, loja/livraria, cafetaria, restaurante, áreas de administração, uma ampla zona de animação cultural com ateliers e oficinas artísticas e um parque de estacionamento subterrâneo com capacidade para 92 lugares.
Abriu as portas com a “Grande Escala” da Colecção Berardo. "

Deixo também um site com fotos interessantes:
http://www.pbase.com/m_architecture/paulo_david

Me Hate disse...

Rita, por fim, uma concordância... que bom! ;)

Vou já ver!!!!!

Me Hate disse...

Ok... já vi, aliás, também já tinha consultado aquando da realização deste post... Hum...
Gosto das "piscinas" e de uma forma algo generalista também gosto deste arquitecto e dos seus projectos mas, este das Mudas nunca gostei particularmente... Mas, enfim, eu também não sou grande entendida na matéria...

Rita Inácio disse...

Talvez seja um dos projectos mais interessantes dos últimos tempos,... daí a nomeação para o prémio Mies Van der Rohe, e ter ganho um prémio internacional há umas semanitas!
Eu percebo que a Me Hate não goste, à primeira vista parece um lugar sombrio sem luz, e como gosta de luz, talvez seja dificil gostar!
Fico contente porque se trata de um Arquitecto pouco conhecido, reconhecido internacionalmente.

Me Hate disse...

O meu gosto, neste caso, é irrelevante até porque, recordo, não sou "expert"! Porém, também nasce em mim o tal orgulho (pseudo) português de "um de nós" que é reconhecido lá fora...

somebody disse...

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