quinta-feira, março 22, 2007

Ódio que este ano não há Experimenta!


É com algum desalento que venho comunicar-vos que este ano não se irá concretizar a ExperimentaDesign...
Conhecendo os organizadores e as pessoas envolvidas na sua concretização é lamentável que isto suceda sobretudo, dado o constante empenho dos mesmos...
Cara amiga Claudia, é de facto triste!
Seguem aqui as razões e o comunicado:
"A Experimenta decidiu cancelar a quinta edição da “ExperimentaDesign - Bienal de Lisboa” que deveria realizar-se entre 12 De Setembro e 4 de Novembro deste ano.
O cancelamento deve-se única e exclusivamente ao incumprimento pela parte da Câmara Municipal de Lisboa do compromisso assumido por esta autarquia a 22 de Junho de 2006 relativamente a este evento.
De forma inesperada a Experimenta recebeu a 12 de Dezembro de 2006 uma carta, datada de 4 de Dezembro, onde, laconicamente, nos foi transmitido que a Câmara Municipal de Lisboa não iria atribuir à ExperimentaDesign2007 – Bienal de Lisboa a verba de 500 mil euros com que se tinha comprometido a 22 de Junho desse mesmo ano ou “qualquer outra contribuição financeira à bienal por motivos de conveniência e de oportunidade – e num contexto de contenção orçamental.”
A alteração da decisão do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Professor António Pedro Carmona Rodrigues, foi tomada de forma unilateral ou seja, sem consultar o outro parceiro estratégico da bienal, o Estado Português, nomeadamente o Ministério da Cultura, com quem a Experimenta tinha já assinado no dia 3 de Novembro de 2006 um protocolo relativo à próxima edição da Bienal de Lisboa, facto que foi nessa data imediatamente comunicado ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e o Ministério da Economia, entidade com a qual a Experimenta estava também a negociar uma parceria estratégica como era igualmente do conhecimento da Câmara Municipal de Lisboa.
A montagem financeira da ExperimentaDesign – Bienal de Lisboa efectua-se através de um desenho que pressupõe uma parceria estratégica entre a sociedade civil, a Autarquia lisboeta e o Estado Português.A quinta edição da bienal foi distinguida a 14 de Junho de 2006 com o Alto Patrocínio do Presidente da República, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva.Não será demais voltar a dizer que a ExperimentaDesign – Bienal de Lisboa é:
• Um projecto único e inovador no contexto nacional e internacional, pensado e produzido por portugueses, cujo conceito não foi importado de nenhum outro local;
• Um caso de estudo de sucesso que tem sido, por esse motivo, apresentado como tal nas mais diversas cidades do mundo e objecto de estudo em diversos “think tank's” internacionais, que coloca Portugal e Lisboa no centro das diversas actividades da área do design mundial;
• O único evento com estas características na Península Ibérica, com um potencial extraordinário no que se refere ao desenvolvimento das relações com a América Latina, com a China e a Índia no contexto europeu;
• Uma bienal considerada pela critica e pelos diversos agentes da área como um dos melhores, mais bem organizados e mais importantes eventos de design internacionais;
• Uma bienal que provou ter a capacidade de atrair um público internacional de alto nível e que contribui de forma determinante para a qualificação da oferta turística e cultural lisboeta e que representa para a Câmara Municipal de Lisboa um investimento financeiro de apenas 250.000 euros anuais;
• Uma bienal que serve de plataforma de estímulo, promoção e divulgação da capacidade criativa e produtiva portuguesas na área do design, arquitectura e criatividade;
• Um caso de estudo de sucesso apresentado como tal no âmbito do balanço e perspectivas futuras do Programa Operacional da Cultura, a convite da unidade de gestão deste programa, que apoiou por duas vezes a Bienal;
• Uma alavanca para a economia portuguesa e lisboeta, investindo nos criadores portugueses, nomeadamente na área do design, arquitectura e criatividade, articulando o seu trabalho com o tecido industrial e empresarial;
• Uma bienal portuguesa que tem demonstrado ao longo dos anos conseguir atrair investimento estrangeiro para o nosso país sob a forma de uma rede de co-produções com os mais prestigiados interlocutores internacionais e com diversos organismos estatais dos mais importantes países do mundo;
• Uma bienal que é mais de 80% gratuita e que oferece à capital portuguesa e ao país um mês e meio de programação cultural continua e de elevada qualidade e com um serviço educativo que apoia toda a programação;
• Um evento que apresenta a mais valia de uma forte estratégia de comunicação internacional integrada no seu orçamento e uma rentabilização de alguns dos projectos apresentados na bienal após o fim de cada uma das edições;
• Um projecto que tem sido, até agora, sempre aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Lisboa e obtido o apoio do Estado Português, o Alto Patrocínio do Presidente da República e de um grupo altamente credenciado de mecenas, nacionais e internacionais.
É pois extraordinário que, no ano em que Portugal assume a Presidência do Conselho da União Europeia, a cidade que dá o nome a um dos mais importantes documentos estratégicos da União Europeia, a Agenda de Lisboa, onde é realçado o papel da criatividade e da cultura como vectores de coesão e desenvolvimento social, a Câmara Municipal de Lisboa, de uma forma unilateral, elimine deste modo um projecto desta importância e significado, criado por uma associação sem fins lucrativos e onde a autarquia investe apenas 20% do seu orçamento total, que é de 2.600.000 euros, montante esse dividido em dois anos.
É difícil acreditar que no momento em o design teve pela primeira vez lugar de destaque no “World Economic Forum” de Davos em 2006, sob o tema “Inovação, Criatividade e Design Estratégico” e em que se assiste a um crescente número de cidades que tentam criar eventos dedicados ao design como prova do seu dinamismo e competitividade e do reconhecimento da importância desta disciplina para o desenvolvimento sustentado da sociedade, o actual executivo camarário da capital portuguesa, sem qualquer diálogo e faltando ao compromisso anteriormente assumido, acabe deste modo com a ExperimentaDesign – Bienal de Lisboa.
As consequências do cancelamento de um projecto no qual foram já investidos ao longo de 4 edições, desde 1998 a 2006, mais de 8 milhões de euros, que posicionou a capital portuguesa e Portugal no circuito internacional dos grandes eventos culturais com um projecto pensado, concebido e produzido por portugueses, serão devastadoras.
Não será só o embaraço perante a comunidade internacional mas acima de tudo a perda de um evento que promovia de forma definitiva a criatividade e capacidade portuguesas, formava e informava o público português e atraía a Lisboa e a Portugal milhares de visitantes.
No momento em que recebeu a carta da Câmara Municipal de Lisboa, a 12 de Dezembro de 2006, e a cerca de 9 meses do evento, a Experimenta tinha pronto o programa da Bienal de Lisboa, as parcerias institucionais e internacionais estavam estabelecidas e o grupo de mecenas e marcas associadas da bienal estava definido.
A comunicação internacional estava há muito iniciada e já reflectida nos calendários internacionais dos eventos na área da cultura e do design e a comunicação nacional tinha o seu primeiro momento agendado para dia 28 de Fevereiro.
Tendo a Câmara Municipal de Lisboa assumido um compromisso com a Experimenta relativamente à quinta edição da ExperimentaDesign – Bienal de Lisboa e tendo por esse motivo a Experimenta desenvolvido todo o programa da Bienal de Lisboa para 2007 a Experimenta irá responsabilizar a Câmara Municipal de Lisboa por todos os danos causados por este cancelamento através dos meios disponíveis na Lei Portuguesa."
Há Ódio e ódio e depois há Portugal dos muito pequeninos!

13 comentários:

xá-das-5 disse...

Cada vez gosto mais deste país!

Mas, por outro lado, a Guta... mhhhh... nunca gostei muito da sujeita.

E agora.. QUINHENTOS MIL EUROS??????
Só de um parceiro?????
Ehláááááááá

Vou já preparar a ExperimentaIrAoBolsoDosOutros para 2007.

Acho muito bem que o Carmona tenha dito que não havia guito. Assim, e desta forma, muitos fornecedores não vão ficar a arder. Isso sim é que é grave.
Se a carta é datada de tão atrás, deu muito tempo aos meninos da ED para ir procurar apoio a outros lados. O que não falta aí, para um projecto destes, é empresas multinacionais a quererem fazer o bonito e, à conta do Mecenato, ficar bem na fotografia e poupar bastante nos impostos.

Isto, quanto a mim, só demonstra o amadorismo da equipa de produção da ED que, convém lembrar, teve umas primeiras edições miserabilistas e terceiro mundistas. Mas a memória é curta.

Me Hate disse...

Sim claro, dizer não para roubar para os seus proprios bolsos e de facto, um dever sivico... mais um portanto do Carmona!!!!!! Pois sim!

xá-das-5 disse...

Carmona 4ever!!!!

Lol, assim, daqui a uns anos, deixarei de ter desculpas para saír da cidade que me viu e ouviu nascer.

Mas olhando para o lado... Carrilho?????????
DASSSSSSSSSSSSS

O pan... ops, o outro gordo?

Repito a entusiástica exclamação anterior.

Mas tal como eu disse, há aqui duas questões fundamentais. A primeira é o próprio evento. Mas qual é o interesse de ver uma coisa amadora? Feito com e por amigos? Miserável, ultrapassada no conceito e na forma?

A segunda é a SôDona Guta.
Por amor de deus, nem vou perder tempo com esta coisa.

Me Hate disse...

Opiniões...
Que só acho desagradáveis quando relacionadass com orientações sexuais mas... enfim... de novo, opiniões...

Daniela Mann disse...

Ya! Excelente! ;)

Me Hate disse...

Pois... mas enquanto país livre (por enquanto) há que permitir toda a opinião e, de certa forma, compreendo a frustação/indignação do Xá, em muito do que diz está correcto, ainda assim, há coisitas que se podem evitar! ... ...

xá-das-5 disse...

Não se consegue evitar apontar e criticar o que os ditos tanto protegem com mentiras e casamentos para o boneco.
Só por isso.
Quanto aos gostos de cada um, é mesmo assim e ninguém tem nada a ver com isso.
Quando existe logro, e ainda por cima público, só tenho que me indignar.

Acho que me conheces um pouquito para saber como eu penso.

Me Hate disse...

Claro que, parte de não se querer falar/discutir/comentar a orientação sexual (sobretudo no sentido politico), parte de um espirito menor que caracteriza o obscurantismo português... Não se fala daquilo que não se assume mas, também quando se assume, a dor de cabeça é tão grande... ... Enfim...

E sim, sei que não és pessoa de obscurantismos e, como tal, também sei que não és das pessoas e desses pensamentos mas lá está eu conheço-te (um poquito) quem aqui vem é que pode não conhecer e ficar com ideia errada... ;)

xá-das-5 disse...

opá, quanto a esses, helá-se!
;)
Excepto a Formiga.
Não quero que a Formiga pense que sou um troglodita, cro-magnon ou, pior, um tuga.

Me Hate disse...

Que fique então desde já aqui patente: Não sois, senhor, troglodita de forma alguma!!!!!

Com isto estão todas as formigas arrumadas e o picnic salvo... Iuuupiiii... Vamos ter o que "comeri e o que beberi"!!!! Eh, eh, eh - devias ver o meu ar de feliz a pensar em comidinha e bebidinha... Hoje parece-me que haverá SUSHI!!!!!!

xá-das-5 disse...

bem bom, que saudades...

Qto à resposta, foi bonito dizeres que não sou troglodita. Mas fechaste-te em copas quanto ao cro-magon e ao tuga...
Terá sido intencional?

Me Hate disse...

Nop!
Mes Dames et Monsieurs: Cette homme c´ést pas um Cro-magnon et certamente não é um tuga! É sim, um Xá... branco... possivelmente um agulhas de prata!!!!!!

somebody disse...

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