quarta-feira, março 28, 2007

Ódio na 1ª pessoa...


Hoje partilho algo convosco rapaziada da "blogosfera"...
O Carlos, decidiu aos 24 anos sair de Portugal e ir "à procura" do mundo...
A curiosidade levou-o a trabalhar nos mais variados países e nas mais variadas profissões...
Passou pela Holanda, Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Itália, India, Angola, Amazonia...
Foi servente, empregado fabril, empregado de mesa, segurança...
Conheceu centenas de pessoas, viveu dezenas de experiências e viu milhares de pôr-do-sol...
O Carlos chegou a Portugal à 2 semanas por sofrer de uma doença comum a muitos portugueses: a saudade!
O Carlos está como sem abrigo à 3 anos...
Gosta disto, desta liberdade... e paga esse preço... Não se preocupa de facto...
O Carlos tem 35 anos e já viveu isto tudo...
Ontem a vida deu-lhe a possibilidade de "encaixar" no socialmente correcto...
Hoje o Carlos telefonou-nos a dizer "Desculpem estou no Algarve, vou para Marrocos... não consigo estar parado!"
Só tivemos tempo de lhe dizer: Boa sorte!
Hoje o Carlos partiu e eu, tu... nós, ficámos por cá!
Hoje gostava de estar num outro sitio, numa outra realidade...
Hoje, tive inveja daquela vida...
Amanhã espero que tudo tenha passado!
Guarda o Ódio de hoje que não precisas, que amanhã pode servir-te!

13 comentários:

Daniela Mann disse...

Pode ter sido um sem abrigo, mas tem uma vida muito rica...
Linda esta história.

Me Hate disse...

O Carlos é um dos muitos que por aqui passam... ...

xá-das-5 disse...

SORRYYYYYYYY???????
Bom, não vou sequer comentar.
Desculpem, mas ia saír asneirada.

Me Hate disse...

Pois... se calhar é melhor... Osilêncio muitas vezes (já alguém dizia e com razão) em algumas situações é uma benção!

xá-das-5 disse...

...

quandoasformigasatacamopicnicestácomprometido disse...

Um nome,meus amigos: Sebastião Alba. Poeta e vagabundo. Vivia na rua, mas foi editado pela Assírio e Alvim. Leiam, por favor, "A Noite Dividida" e experimentem a inquietação, a contradição entre o medo de perder todos os pequenos confortos e o desejo atávico de errância. Ele deixou tudo para trás: família, conforto, amigos, profissão. Ficou com a rua e com a sua (dizem) loucura. Quanto a mim, poucas coisas li tão sãs. Saibam o que é estar desencontrado do mundo. Sentir o abismo do desprendimento e, todas as noites, a morte como cobertor num vão de escada qualquer. Eis Sebastião:

"A vida está com os cornos desembolados; enquanto grandes toureiros a enfrentam, na arena, eu, na fasquia, observo como ela marra. Quero aprender, com eles, a voltear bem a capa, ou a colhida é certa."

Leiam.

Me Hate disse...

Formigas, antes do mais, bem aparecida seja!

Depois... somos todos contraditórios nos nossos "quereres" e "fazeres"... abandonar tudo seria bom, em certas alturas... em certas situações... não sempre!

A sanidade essa, deixo-a para quem gostar de avaliar coisas...

xá-das-5 disse...

ó Formiga, desculpa lá, mas problemas já eu tenho que cheguem.
E a fuga, por muito que pense nela, não é a solução.
É, muitas vezes, cobarde.
Outras em que demonstra muita coragem. ( a tal história do suicídio)

Mas, não conhecendo o sujeito e alimentado pelo pouco que deste a conhecer, é um mundo que não desejo.
Nem que encontrasse a paz.
É que seria uma paz maldita.
E mentirosa porque não a minha.

quandoasformigasatacamopicnicestácomprometido disse...

Que gente estranha, vocês! Parece que lêem o que querem ler e não o que foi realmente escrito por mim. Eu não defendi, em momento nenhum (olha, então eu!) o modo de vida de Sebastião Alba. Nem sequer é uma questão defensável ou indefensável. É o outro lado da vida, apenas. E o interesse e o fascínio que toda a escrita, seja ela a poesia ou outra, deste senhor, é precisamente esse. Mostrar-nos o que não conhecemos e, em última análise, que para se ser lúcido não é preciso ter uma vida regular e organizada. Que tanto se pode ser louco ou são debaixo da ponte ou no condomínio privado. Got it?

Me Hate disse...

Me got it!

O Alba gostava portanto do tal lado B da vida... deste lado de cá do sol (sem condominio e tal mas... com uns trocos...) o que possivelmente me atrai nesse tipo de vida é possivelmente o facto de não ser o meu... Se fosse, o mais certo era ser miseravelmente infeliz, necessito do meu conforto, da minha musica, dos meus livros... Contudo a necessidade de escape e a fuga (no sentido positivo e não no negativo...) é para mim uma necessidade que, não sendo diária nem (infelizmente) fora do rectangulo português, é, pelo menos, semanal... Gosto de sentir o silêncio e a solidão...

E depois, vamos lá ler o Alba que pode sempre trazer coisas novas à nossa vidinha... Acabei o Gao e necessito de algo para ler... A miuda tem de se manter é ocupada...

xá-das-5 disse...

gotcha

Me Hate disse...

Rip Curl! ;)

somebody disse...

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