sábado, setembro 29, 2007

Ódio Final!


Este blog vai "sair de cena"... Com alguma pena mas...
Não tendo eu o dom da ubiquidade nem da omnipresença, está na hora de me dedicar a coisas mais importantes... e deixar outras para trás!
Todos os que aqui conheci certamente compreenderão isso...
"I WONT BE BACK!"
Mais vale acabar com um Bom Ódio do que acabar com ele já moribundo!

sexta-feira, setembro 28, 2007

Ódio Diabolico e em dicionário...


Ubiquidade:
n. O dom ou poder de estar em todos os sítios ao mesmo tempo - mas não em todos os sitios e sempre, que é portanto a omnipresença, um atributo exclusivamente dado a um tipinho que se chama Deus e ao tal do éter luminoso. Esta importante distinção não era clara para a Igreja medieval, tendo isso dado origem a muita porrada e sangue entre Luteranos e Cristãos. Mais recentemente, a ubiquidade continua a não ser bem compreendida mas... isso agora também não interesa mesmo nada...
Mais vale Ódio, que remediar.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Ódio e Sugestões...


Este fim de semana namorem!
Façam surf...
Ou outra coisa ao ar livre...
Libertem-se do stress da semana dentro ou fora da cidade e sejam mais!
Mais vale Ódio, que remediar.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Ódio e Efemérides...


Foi num dia como o de hoje que morreu Raúl Juliá.

Excelente actor, diversas vezes mal aproveitado pela indústria fantoche de Hollywood, talvez sendo vivo hoje, com as produções independentes que por aí há, tivesse tido uma carreira mais merecedora do seu talento!

O êxito nos negócios da família Júlia fez com que Raul e seus irmãos tivessem uma excelente educação.

Estudou no Colégio Espíritu Santo de Hato Rey terminou seus estudos no Colégio San Ignacio de Loyola de Rio Piedras, dirigido pelos Jesuítas. Começou seus estudos académicos na Universidade de Fordham, porém, com a morte do seu irmão num acidente de carro, resolveu terminar seus estudos na Universidade de Puerto Rico licenciando-se em Arte.

A descoberta do seu talento foi feita por mero acaso, na troca de breves palavras e de meia dúzia de copos pelo actor Orson Bean enquanto Raúl se apresentava em num bar em San Juan. Com o incentivo, Raúl mudou para Manhattan em 1964 e imediatamente conseguiu trabalhos em pequenas actuações.

Em 1966, ele passou a atuar em peças de Shakepeare, como "Rei Lear" em 1973 e "Otelo" em 1979. Raúl também participou de musicais como Dois Cavalheiros de Verona em 1971, e Príncipe dos Mendigos em 1976 (gerando mais tarde um filme) e, o premiado Nine em 1982.

O seu sucesso no teatro fez com que fosse chamado para trabalhar no cinema, onde ficou mais conhecido como o "Beijo da Mulher Aranha" (1985) e o filme de maior reconhecimento do seu trabalho que foi a "Família Addams" (1992) em que de facto, é magnifico e a "Família Addams II" (1993) .

A sua saúde fragilizou-se em 1993 na recorrência de um cancro que inicialmente foi mal diagnosticado, porém, ele continuou actuando como se nada fosse e de facto, não era, a vida ainda não tinha parado.

No dia 16 de Outubro de 1994, Raul Júlia sofreu um sério derrame cerebral, caindo num profundo coma e vindo a falecer no dia 24 de Outubro desse mesmo ano. O seu corpo foi levado à Porto Rico, onde foi enterrado.

Como lhe disse a amiga Sónia Braga na altura do seu enterro: "Estarás sempre connosco e nesse sentido, nunca morrerás!"

Mais vale Ódio, que remediar.

terça-feira, setembro 25, 2007

Ódio e Arquitectura...

Esta é a Casa de Chá “Ponte” em Pequim, imaginada e levada a cabo por LAR/Fernando Romero.
Tem uma área de 250 m2 e o custo por m2 foi de $1,000.
Fernando Romero nasceu na Cidade do México em 1971 e obteve o grau de arquitecto pela Universidad Iberoamericana. Trabalhou na OMA de Rem Koolhaas em Roterdao de 1997 a 2000. Fez parte da equipa para o projecto da Casa da Música no Porto.Em 1999 começou a sua prática independente com LCM [Laboratório Ciudad de Mexico] e em 2005 criou LAR [Laboratory of Architecture] - um atelier com "the ambition of addressing contemporary society through a process of architectural translation".
Como em todos os intervenientes ligados à produção arquitectónica, [e neste caso ao campo experimental], no trabalho de Romero cruzam-se várias referências conceptuais. Das óbvias de Koolhaas e Aero Saarinen mas também Oscar Niemeyer ou Lars Spuybroek. Tem ainda no seu currículo um conjunto de publicações dedicadas à investigação de carácter territorial/social.
Um arquitecto a não perder de vista e se estiverem desempregados, candidatem-se ao escritório já aqui: LAR / FERNANDO ROMERO
Mais vale Ódio, que remediar.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Ódio Musical passado... Jacques Brel - Ne me quittes pas.

Saudade

Sinto um aperto no peito,
Uma vontade de ir de encontro ao vento,
Querer ver-te,
Querer tocar-te,
Querer sentir-te,
Querer explorar-te,
A pele,
A fala,
O olhar,
Mas não posso, estás longe...
Sempre ausente,
Ou simplesmente,
Noutros braços,
E tudo isto
Forma uma tempestade
De sentidos,
E de vontades,
Que magoa,
Que fere,
Que arde,
Que dói,
É mais ou menos assim
A dor da Saudade!

M. Hate

sexta-feira, setembro 21, 2007

Ódio Diabolico e em dicionário...


Álcool:
n. (do árabe al kohl, uma tinta para os olhos). Principio essencial de todos os líquidos que fazem o homem ficar com um olho negro...
Ou então, com um sorriso "à Joker"...
Enfim... uma banda desenhada!
Mais vale Ódio vivo do que Ódio morto.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Ódio e sugestões...




Para uma proposta diferente num fim-de-semana, que pelo menos para mim vai ser diferente, porque passarem pelo Atelier da Ana Oliveira e Costa e aprenderem uma forma diferente de estar na vida e acima de tudo, se exprimirem na vida... a surpresa está quando lá se chega... quem for adepto de novidades, passe por lá, será sempre bem recebido!


A transcendência encontra-se na seguinte morada: Rua José Pedro da Silva, nº 16 A, Paço de Arcos... Não é fácil dar com a morada mas... conhecem alguma coisa agradável que seja fácil?????



E, para os amantes de cinema a não perder " A minha vida sem Mim", um drama (como não podia deixar de ser) que aborda a vida de uma jovem de 23 anos com uma existência deprimente, toma conhecimento de que têm apenas dois meses de vida. Mantendo a sua condição secreta vai utilizar o tempo que lhe resta para completar uma série de tarefas, com uma coragem que desconhecia possuir.
Quantos de nós não haveríamos de pensar nisso se de facto, essa fosse a nossa realidade?
Em exibição no: Cinema Quarteto - Sala 2
Sessões: de 2007/09/20 até 2007/09/2619h. Endereço: Rua Flores do Lima, 16, 1700-196 Lisboa
Mais vale Ódio vivo do que Ódio morto.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Ódio e Efemérides...


Foi num dia como o de hoje que morreu Etienne Gilson, recordo de termos dado na secundário as algumas das suas obras, da infinita discussão acerca de Deus, do Homem e das suas (ambos) funções...


O o eminente filósofo católico tem talvez no seu livro "Deus e a filosofia" a sua melhor obra em que espantosos problemas metafísicos são abordados de forma excelente. No livro fala-nos acerca da forma como nos livraria a relação entre a nossa noção Deus e a Filosofia de Deus e as demonstrações da sua existência.


Gilson, além disso, examina a filosofia Grega, Cristã entretanto e moderna.


Ainda que sendo confessa admiradora de Kierkegaar, Étienne foi premiado pelo seu pensamento que brotou a partir sucesso da nossa era da ciência dentro do conceito de Deus e da Filosofia em que há análise fundamental do problema de Deus.


Para arrematar: Deus morreu faz tempo! Não acredito, nunca acreditei e não me crê que na velhice decrépita venha a acreditar... Acredito nos outros... vezes demais! Acredito em mim... vezes de menos! Acima de tudo, acredito que melhores dias virão... Caramba! Vêem sempre!


Mais vale Ódio vivo do que Ódio morto.

terça-feira, setembro 18, 2007

Ódio e Cultura...


O Projecto Livre Circulação/Toll Free representa o território da mobilidade, uma geografia nascida da viagem e do encontro. A iniciativa partiu do Ministério da Economia e da Inovação que, em conjunto com o Turismo de Portugal, a Fundação de Serralves e o CAV (Centro de Artes Visuais de Coimbra) promove um programa de viagem pela costa algarvia, levando a cultura contemporânea a cidades como Faro, Lagos e Loulé.
“Arquitectos Europeus em Trânsito” é a exposição de arquitectura integrada no evento que se encontra, até final de Setembro, em Faro, na Antiga Fábrica da Cerveja. Comissariada por Luís Tavares Pereira, a exposição explora o território europeu através de 36 projectos que reflectem um espaço de partilha no campo da arquitectura em que as referências locais se cruzam e acumulam num contexto de ‘livre circulação’.
A visitar!
Mais vale Ódio vivo do que Ódio morto.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Ódio Musical passado... Massive Attack - Angel

Digam que é mentira...

Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum

R. Belo

sexta-feira, setembro 14, 2007

Ódio diabolico e em dicionário...


Admitir:
v.t. Confessar. Admitirmos os erros uns dos outros é o mais alto dever imposto pelo nosso amor à verdade.
Ainda que nem sempre seja garantido que, o fazendo o outro nos compreenda e... Perdoe!
O Ódio privado será publico ainda esta semana... e daí, talvez não!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Ódio e Sugestões...



Para este fim de semana proponho uma "olhadela" (mas só mesmo isso) na exposição de Sérgio Pombo.


Não gosto particularmente dos seus trabalhos mas, supostamente o mundo da arte e os "conhecedores" da mesma dizem que o rapaz é um verdadeiro artista (da rádio, tv, disco e cassete pirata... faltou isso)... e ainda falam dos quadros que eu faço... ai "mê deus"!


A sua obra, dizem, é representada em diversas colecções públicas e privadas, situa-se na, por vezes ténue, fronteira entre o desenho e a pintura e entre o figurativo e o abstracto.


Pode ser visto já no Convento das Mónicas, que fica (estranho!) na Travessa das Mónicas... O Convento contudo é mais interessante
E... a outra proposta para dia 17 (que estarei de férias) os AMAZING Massive Attack!!!!!
Terei de tecer mais comentários?
Estou lá e certamente que, no fim da noite só irei ter pena da mesma ter acabado...
Para saberem mais sobre a banda: www.massiveattack.co.uk.
O Ódio privado será publico ainda esta semana... e daí, talvez não!

quarta-feira, setembro 12, 2007

Ódio e Efemérides...

Andronikos I Komnenos foi um imperador Bizantino que já no século XVII percebia muito de poder e sobretudo dos ditos, "jogos de poder"... Errou ao querer exterminar a aristocracia, que segundo o próprio corroíam as estruturas ético morais de toda a Bizancio, as coisas não correram conforme o planeado de tal forma que teve de se refugiar em Hagia Sophia.
A dita "sabedoria" do imperador levou a que fosse enforcado Hipódromo de Constantinopla.
Antes do fim algo trágico, no seu curto reinado ainda conseguiu banir o feudalismo e limitar o poder dos nobres. O seu maior problema foi talvez, depois, levar todas as suas leis a um limite que só poderia terminar em revolta... Endoidou e acabou por matar umas centenas de pessoas e, incitar de vez, à revolta de diversas pessoas e grupos.
Enfim... será caso para dizer Androkinos: cá se fazem, amigo, cá se pagam!
O Ódio privado será publico ainda esta semana... e daí, talvez não!

terça-feira, setembro 11, 2007

Ódio e Arquitectura...


Este é o projectado Terminal Marítimo de Yokohama.
Realizado pela FOA – Foreign Office Architects que neste caso incluem Farshid Moussavi e Alejandro Zaera Polo.
Não é só um terminal, é ao mesmo tempo um local onde se realizam exposições, onde há várias salas de teatro, restaurantes... e até, alfandegas. O terminal é um mundo por si só.
Custou 23 milhões de Ienes ao Japão mas, a reorganização da zona valeu a pena: é uma construção que tem capacidade para 53.000 de pessoas.
Completado em 2002, as gentes de Yokohama, parecem agradecer.
Se puderem vejam outros projectos já aqui: http://www.f-o-a.net/
O Ódio privado será publico ainda esta semana... E daí, talvez não!

segunda-feira, setembro 10, 2007

Ódio musical passado... Sarah MacLachlan - Afterglow

Quando tu vens ao meu encontro
sorrindo

Rosa precipitada
antigo Mar Vermelho
meu coração
abre-se

A. Hatherly

sexta-feira, setembro 07, 2007

Ódio Diabólico e em dicionário...


Adorável:
adj. Aquele que deveria ser digno de adoração e encantador mas que... nem sempre o é por causa de coisas tão estranhas como a junção dos astros, o azar e... a pura estupidez!
O Ódio que agora parece privado será publico em breve de novo!

quinta-feira, setembro 06, 2007

Ódio e Sugestões...


Para quem gosta e, uma vez que estes não vou MESMO querer ouvir... Proponho uma ida ao Chapitô. É gratuito mas já sei que nos dias 7, 8, 14, 15, 21, 22, 28, 29 Setembro por volta das 22h, não me apanham lá... Eu gosto sobretudo do silêncio que por vezes lá passa e esta-me a parecer que isso vai ser um pouco impossível nestes dias...
Quem lá vá, às sextas e Sábados pode sempre contar, todas as noites com o fadista Hélder Moutinho que actua neste espaço e convida colegas e amigos para o acompanhar.
Certo: Vemo-nos no DOMINGO!



Para este fim-de-semana que se aproxima com um calor por vezes chato... proponho poesia à beira mar ou na serra...




Han-Shan foi um poeta chinês que viveu provavelmente no séc VII. São-lhe atribuídos 311 poemas, estando o seu nome associado ao budismo Chan (Zen em japonês).


Frequentemente representado andrajoso, foi de certo modo um “hippie” do seu tempo, personificando uma outra maneira de viver e marcando profundamente a “geração beat” dos anos 50, nomeadamente Kerouac.A presente edição contém, para cada poema, uma caligrafia e uma versão em caracteres chineses modernos, bem como uma tradução literal e uma versão poética de Ana Hatherly.


O conjunto, de extraordinária beleza visual, revela uma poesia de extrema depuração, sabedoria e profundidade que contempla temas eternos: o significado da existência, a relação do homem com a natureza, a morte e a inelutável passagem do tempo.


O Ódio que agora parece privado será publico em breve de novo!

quarta-feira, setembro 05, 2007

Ódio e Efemérides...


Foi num dia como este que morreu a Madre Teresa de Calcutá.
Nascida Agnes Gonxha Bojaxhiu (compreende-se que Madre seja mais fácil de dizer), tornou-se missionária muito jovem e deixa logo na Albânia (onde nasce) algum trabalho feito mas, foi ao ir para Calcutá e ao fundar em 1946 as "Missionaries of Charity" é que se o seu trabalho se torna conhecido.
Em 1979 ganha o Nobel da Paz por todo um trabalho relacionado com missões à volta do Mundo, ajudou em Chernobyl aquando do desastre, na Etiópia, na Arménia, na Palestina, tendo-se estabelecido inclusive uma missão no Bronx (EUA).
Mas talvez o mais interessante acerca da Madre Teresa só hoje seja conhecido... A Madre Teresa teve duvidas acerca da sua fé pelo menos durante 50 anos dos seus 87 anos de vida...
E se até ela teve... o que dizer de nós?????
O Ódio que agora parece privado será publico em breve de novo!

terça-feira, setembro 04, 2007

Ódio e Arte...


Terá sido Hiroshi Sugimoto que terá dito: "O conceito de tempo é uma ideia muito abstracta. Acho que, nos seres humanos, o sentido do tempo se desenvolveu ao mesmo tempo que a linguagem e aprisionou-os quando a memória se formou no cérebro humano."
É um pouco desse conceito que Susana Anágua quer transmitir quando faz e nos apresenta os seus trabalhos...
Isso será talvez mais visível ainda nos seus últimos trabalhos que intitulou de "Leveza do movimento" as suas obras artísticas podem usar diferentes materiais e técnicas para criar objectos e instalações que exploram mecanismos, fenómenos e questões do campo da física, do mundo natural, da ciência e da indústria.
Licenciada em Artes Plásticas (ESAD, Caldas da Rainha) e tendo frequentado o Centro de Arte e Comunicação Visual – Ar.Co, em Lisboa. Tem em 2005 na iniciativa “Sete artistas ao décimo mês” a sua segunda experiência na Fundação Calouste Gulbenkian e, até ao momento, realizou três exposições individuais. A primeira, em 2004, intitulava-se “Esferas” e as seguintes, ambas realizadas na galeria Presença, chamaram-se “Natureza Mecânica, Episódio 2: A Desorientação”.
A sua apresentação desenvolveu-se em duas partes, no Porto e em Lisboa, estando esta patente até 9 de Setembro. A mais recente série de trabalhos de Susana Anágua fazem igualmente parte integrante da exposição colectiva “Sines Local” no Centro Cultural Emmerico Nunes. Esta mostra que se realiza no âmbito da 10.ª edição de Verão Arte Contemporânea Sines 2007, estará aberta até 15 de Setembro. Se poderem e por lá estiverem a passar férias: não percam.
O Ódio que agora parece privado será publico em breve de novo!

segunda-feira, setembro 03, 2007

Ódio musical passado... Live with me - Massive Attack

O mundo é grande

O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.


C. Drummond de Andrade

quinta-feira, agosto 23, 2007

Ódio on hold... parte III


Sim... tinhas razão!
Os dias vão começar a ser assim!
Sem ódio, sem perseguições, sem telefonemas, sem mails, sem cartas ou mensagens... assim apenas: com risos e boa disposição.
Com descanso numa tal sombra de uma tal beira de uma árvore, assim, simplesmente contigo encostada a mim: eu a ler e tu a dormitares... A ouvirmos (se conseguirmos) esta musica do Ruffus...

A paz está a chegar e com ela os dias assim: Obrigada!

segunda-feira, agosto 20, 2007

Ódio on hold... parte II


Ao contrário do que seria de esperar estarei mais uma semana de férias... parto hoje e aproveito para fazer algo que na semana passada sinto, não tive tempo de fazer: reflectir!
Vou aproveitar para cogitar um pouco acerca desta coisa a que, comicamente apelidam de vida e para raciocionar um ou dois minutos acerca deste blog e: se valerá a pena continuá-lo...
Este espaço começou com duas pessoas, hoje só tem uma, tinha como intuito brincarmos com os "nossos" pequenos ódios que íamos tendo daquilo que nos ia sucedendo no local de trabalho e depois, como a "acabou" abruptamente, tornou-se uma especie de "gadget foolish" e agora nestes ultimos tempos transformou-se num "5 dias: deixa lá ver o que se pode fazer"! Houve uma altura em que me ria sempre que fazia um novo post, e hoje começa a ser uma quase obrigação e já não riu assim tanto, é verdade que no inicio os comentadores eram verdadeiramente menos interessantes mas, na verdade também outros que se foram perdendo... ou decidiram que não valeria a pena por aqui "pairarem"...
A semana passada foi "rica" em acontecimentos... em qualquer um dos campos sinto que perdi ou que me perdi... "either way, the hollow just get´s bigger every day, and that would be quite ok, if only i wasn´t so human, and a little bit more gay"!
Enfim, já sabemos: que nem tudo faz sentido na vida... Muitas vezes, aliás, não faz!
Agosto há muito que deixou de ser aquilo que era e já nada se recorda com prazer...
A todos que estão de férias, um bom continuar das mesmas, a todos os que não estão e vão, que elas sejam prazenteiras e, aos que já as tiveram... Um bom continuar de trabalho.
Um: até já, ou até um dia destes...

sábado, agosto 11, 2007

Ódio on hold...



Decidi há ultima da hora tirar esta próxima semana de férias... Parto segunda, de mochila às costas, à boleia, porque quero quebrar com um maldição que tem daqui a pouco 1 ano em que me lixam sempre as férias de Agosto... eu fico sempre sem planos e, normalmente quem marca coisas comigo "deixa-me pendurada" mas acaba por estar com quem quer e fazer o que lhe apetece...
Portanto: Maldição cortada!!!!!!
Portanto, next week I´m:



Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra... E já agora do Ódio calado.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Ódio Diabolico e em dicionário...


Adorar:
v.t. Venerar com expectativas.
  1. A quem já demos esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas?????
  2. E a quem nos falta dar tudo isso??????
Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra... E já agora do Ódio calado.

quinta-feira, agosto 09, 2007

Ódio e Sugestões...



Ontem jantou-se inesperadamente sushi... e para este fim de semana também proponho algo de imprevisto, lamento, mas não irei sugerir livros, teatros, exposições e outros...


Este fim-de-semana recomendo fortemente o sol na Adraga, almoço na Ericeira e descanso na relva de um jardim qualquer para sábado... regresso a Lisboa apenas no dia seguinte para se poder beber um copo sem pressas no Ericeira Surf Club e podermos dissertar à vontade acerca das coisas mais sérias e as mais tolas, no alpendre de uma qualquer casa de pescadores da zona... E aproveitar ainda um pouco do cheiro da maresia para ter uma ultima inspiração de paz...


E no domingo, poder-se-ia chamar-lhe "Nectar des Dieux" mas na verdade não é assim que o Bistrôt se chama... vamos fazer então a despedida de um dos sítios mais cool para se estar a ler um livro, a beber um copo de vinho e a aprender algo, que quase já tinha olvidado: a beleza da língua francesa... Ça va, trés bien!
Voltamos em breve...
Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra... E já agora do Ódio calado.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Ódio e Efemérides...


Morreu num dia como o de hoje Monica Sjöö.
Escritora e pintora sueca que se tornou numa das principais influências do Goddess movement.
Foi activista em muitas situações como foi o caso da Guerra do Vietname e ícone em muitos dos movimentos anarquistas suecos. Viveu, assim, uma vida plena até à altura em assistiu à infelicidade de ver os seus dois filhos morrerem: um de 15 anos vitima de atropelamento à saída de sua casa e o outro mais velho de cancro, em seus braços...
Estes dois factores, obviamente, vieram a influenciar tremendamente o seu trabalho que acaba por seu pautado de uma constante e extrema dor e solidão... Não torna porém, a sua obra sombria, denota-se-lhe uma crença diferente naquilo que depois começa a sentir como Mundo e do que está para lá de si e, em alguns desses quadros essa abrangência invade-nos entre a tal dor e o espanto. Claro que, maioria das suas obras o mais está explicito é o movimento hippie da época que havia notamos referências à mulher, ao cosmos, à natureza e à paz espiritual...
Monica acabaria por morrer em 2005 de cancro, referindo dias antes que isso
"É apenas uma forma de se fechar o circulo!"
Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra... E já agora do Ódio calado.

terça-feira, agosto 07, 2007

Ódio e arquitectura...

(Volkswagen/GTI )


(Tea Set)


(Wallpaper)


(HairWood Project)
A equipa constituida por Mark Eley and Wakako Kishimoto mais conhecidos por Eley Kishimoto enquanto equipa, fizeram um longo percurso desde o seu tempo em que faziam design de têxteis.
Começaram então nos fins da década de 90, a evoluir para a criação de outros objectos, desde os acima descritos bules e chavenas de chá, a papel de parede e até VolKswagen´s que mais parecem Smart´s ForFour, acabando nos projectos de arquitectura em que destaco este magnifico Hairwood Project.
O Hairwood Project tem a colaboração de 6 arquitectos que têm como objectivo o de criarem em conjunto com a Eley Kishimoto lugares onde a vivência calma se confunde com a cidade, sendo disso exemplo a Torre de 6 metros e meio que aqui apresento na última foto. Foi essa mesma torre que fez com que ganhassem no fim do ano passado a "Outstanding Achievement in Environmental Design" nos Premios D and AD Global.
É de facto, uma delicia surreal para uma arquitectura que se quer real...
Par mais informações: http://www.eleykishimoto.com/
Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra... E já agora do Ódio calado.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Ódio musical passado... Rufus Wainwright

...

Quis-te tanto que gostei de mim!
Tu eras a que não serás sem mim!
Vivias de eu viver em ti
e mataste a vida que te dei
por não seres como eu te queria.
Eu vivia em ti o que eu em ti eu via.
E aquela que não será sem mim
tu viste-a como eu
e talvez para ti também
a única mulher que eu vi!

A. Negreiros

sexta-feira, agosto 03, 2007

Ódio em versão de Diabolica e em dicionário...


Admitir:


v.t. Confessar. Admitirmos os nossos erros uns dos outros é o mais alto dever imposto pelo nosso amor à verdade.


Então... porque mentimos por coisas tão pequenas????

Hum... ... ...


O Ódio é de prata e o silêncio é de ouro.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Ódio e Sugestões...

Não sei se os leitores, são fãs de Jazz, eu não fui durante anos, até ao dia que conheci o Luis Vilas-Boas no Hot Club e ele me explicou tudo "tim-tim por tim-tim"... estava com uns amigos que o conheciam de longa data (eram mais velhos do que eu) e de facto a experiência daquela noite e toda a agradável conversa quase que se desvanecia da minha memoria não fosse ter sido convidada para este sábado ouvir por volta das 21:30 no Anfiteatro ao Ar Livre da Gulbenkian os Nik.
Dizem eles ("my so called friends") que o quinteto suiço NIK BÄRTSCH’S RONIN produz um género de agitação quase insustentável de tão bom que é. Tecem mais uns elogios eruditos dizendo que as suas músicas mais subversivas são também as mais aprazíveis... Ora dito isto, não poderia faltar...
Lá para Setembro (dia 20) proponho outro tipo de musica com L´Orpheu no Mosteiro dos Jerónimos. Esta poderosa opera está incluída no Festival Rota dos Monumentos no sentido de celebrar os 400 anos da primeira ópera da história. Mas nessa altura teremos mais tempo para falarmos disso...




Porém, se para os leitores, jazz não é coisa que se oiça mesmo quando os elogios são rasgados, então proponho este fantástico "Odor de Sangue" que irá dar também dia 04, apenas no Nimas às 14h, 16h30, 19h e 21h30.
Reconhecido e assumido que está o meu platónico amor por Fanny Ardant este filme vale pela sua interpretação mas é meritório também, pelo enredo, julgo. A ver então:
"Carlo partilha um apartamento em Roma com Silvia no bairro fino de Parioli sem esconder a sua relação com Lu, que alberga na sua casa de campo. Carlo aceita que Silvia possa ser cortejada por outros homens, mas o aparecimento de um jovem misterioso e violento que seduz Silvia complica o que parecia simples. Carlo fica obcecado em descobrir mais sobre esta nova relação e acaba por descarregar a sua angústia em Lu, transtornando a relação entre os dois."
  • REPTO: Agora sim, depois de tantos pedidos directos e indirectos que alguns de vós foram fazendo nos comments para se falar acerca do assunto, eis a oportunidade que, com esta introdução a TODOS poderá facilitar (ou não) uma dissertação acerca do amor, da fidelidade, do que é estar numa relação... Vamos lá minha gente, quero ouvir essas opiniões... sustentadas em argumentos dignos se fazem o favor!

O Ódio é de prata e o silêncio é de ouro.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Ódio e Efemérides...



Por sinal, a pedido de muitas famílias que tanto gostam de mortes e de ter pena de quem morre, fica aqui a efeméride de hoje... que até aconteceu há relativamente pouco tempo...
Bob Thaves, morreu num dia como o de hoje exactamente há 1 ano.
Para quem como eu, gosta de cartoons, mangas ou comics, esta eventualmente foi uma perda nesse âmbito (e para os familiares também... julgo...).
Adiante. Bob começou a desenvolver o seu gosto pelo cartoon desde criança, de tal forma, que em vez de estudar as (bem chatas) matérias do ciclo, muitas vezes estuda sim, mas os cartoons de outros autores. Entre o que copiava e o que acrescentava, criou um estilo próprio.
Os pais que, certamente não queriam que o pobre Bob passasse fome, a dada altura ter-lhe-ão dito: "Filho, desenhas bem mas, isso não te põe comida na boca!". Certamente também ele, preocupado com o tal dito "comeri", optou por tirar uma licenciatura em Psicologia... Erro crasso! Começou então, a fazer psicologia organizacional numa empresa mais tarde mas, desde cedo o "bichinho" do desenho o impeliu para manter a arte e a criatividade no seu dia-a-dia.
Os cartoons "Frank and Ernest" foram os primeiros a surgir no inicio dos anos 60. E tiveram um sucesso tal que acaba por abandonar psicologia (como eu o compreendo) e inclusive o seu filho Tom, começa a colaborar com ele em 1997, fazendo disso também, profissão única.
Bob verifica entretanto que o filho herdou o seu jeito mas mais, conseguiu ultrapassa-lo em alguns níveis e decide, passar-lhe o testemunho pouco antes de morrer com 81 anos.
Tom mantém ainda hoje, vivo o espírito do pai mas, mais importante, deu "às tiras" de "Frank and Ernest" algo que o seu pai nunca deu: um sentido único de humor que vai para lá, do banalmente cómico!
O Ódio é de prata e o silêncio é de ouro.

terça-feira, julho 31, 2007

Ódio e Arte...

(Auto-retrato)

(Icarus Esso)

Jean-Michel Basquiat começou fazer graffitis aos 16 anos, nos metros e muros de Manhattan, e acabou tornando-se num dos maiores artista internacional de vanguarda da década de 80.


Na infância sofreu um acidente e por forma a entrete-lo durante a recuperação, a sua mãe deu- lhe um livro de anatomia. Isso acabou, de alguma forma por influenciar a sua arte, pois é sabido que muitas das suas obras tinham muitos detalhes anatómicos.

Os seus primeiros graffitis nas ruas eram assinados como SAMO (abreviação de "same old shit"), pseudónimo que Basquiat e do seu colega Al Diaz criaram. Em 1980 parou de grafitar e começou a pintar telas. Nesta época escreveu pelas paredes de toda Nova York: Samo morreu.

Basquiat era um tipo reconhecidamente alucinado no bom e no mau sentido da palavra mas achava que as pessoas são muito ligadas ao material e advogava que devíamos estar mais voltados para o espiritual, não estava errado de todo...
Dizia que a classe média se preocupava muito em mostrar o que não tem, com roupas caras, e que só faltava andar com etiquetas expostas para se exibirem ainda mais.

Foi um amigo pessoal de Andy Warhol, não sendo isso de admirar para quem conheça o seu trabalho e daí que tenha compartilhado técnica e inspiração.
O que tal vez me tenha impressionado/comovido mais ao ver o seu trabalho (depois de alguma pesquisa) foi a representação infantil da grande cidade de Nova Iorque, que na sua perspectiva dá vontade de conhecer... e eu, como é sabido abomino tudo o que tenha a ver com "amuricanos".
Espantei-me, em alguns casos, com a fúria sombria, a revolta e a indisciplina, que transparecia nas suas telas. Telas essas ao mesmo tempo uma forma de escrita, como se fossem um jogo de palavras.

Basquiat, foi, segundo reza a historia, uma aparição deslumbrante mas efémera do mundo das artes plásticas.

A sua obra agrada-me talvez pelo estado de espírito característico da minha pessoa, pelas representações que ilustram um desprezo total por qualquer tipo de unidade visual tradicional. A indiferença em relação à perspectiva e a posição infantil em relação ao estilo são características suas. Algum desprezo pela humanidade, sobressai também em algumas das suas obras... O Icarus Esso é de alguma forma prova do atrás enunciado.

Autodidacta, Basquiat, era um artista com conhecimento das técnicas e formas de arte. Frequentador de museus, desde criança estava a par das criações estéticas do século.

Para não fugir ao mito e ao esperado, faleceu em 1988, vítima de overdose de heroína, em seu estúdio, um ano depois de Warhol.
O Ódio é de prata e o silêncio é de ouro.

segunda-feira, julho 30, 2007

Ódio musical passado... How do you feel - Vanessa Daou

Oficio de Amar

Já não necessito de ti
Tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
Tenho o grão doente das cidades erguidas no principio de outras galáxias, e o remorso

Um dia pressenti a musica estelar das pedras, abandonei-me ao silêncio
É lentíssimo esse amor progredindo com o bater do coração
Não, não preciso mais de MIM
Possuo a doença dos espaços incomensuráveis
e os secretos poços dos nómadas

Ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
Deixei de estar disponível, perdoa-me
Se cultivo regularmente a saudade do meu próprio corpo.

A. Berto

sexta-feira, julho 27, 2007

Odio em versão Diabolica e em dicionário...


Administração:
n. Em política, uma engenhosa abstracção, concebida para receber os pontapés e as lambadas que o Primeiro-Ministro e o Presidente deviam levar.

Isto faz-me, dissertar, infelizmente, acerca do nosso governo, país... ... ...
Na minha modesta opinião, em termos políticos isto no nosso País só poderia ser resolvido da seguinte forma:
  • Em termos de Poder: só se for o Judiciário.
  • Em termos de Forma de Governo: só concebo uma Anarquia.
  • Em termos de Regime e Sistema: só lá vai com um Absolutismo.
  • Em termos de tipos de Poder: creio que o mais adequado seja Oclocracia.
  • Em termos de Classes de Estado: seria bom se fossemos um Protetorado.
  • Em termos de Conceitos: haveríamos de ser uma Tirania.
  • Em termos de Processo: o melhor seria a coisa mais radical e portanto, o Golpe.
  • Em termos de Divisões Administrativas: acho que o melhor era ser tudo Condados.
  • Em termos de Cargos e Postos: o mais adequado é, sem duvida o Intendente (refiro-me à zona mesmo e portanto, a toda a gente que por lá pulula).
  • Em termos de Disciplinas: antevejo uma brilhante Metapolítica, sobretudo se o que foi atrás dito for realizado...
  • Em termos de Ideologia: julgo que seria positivo um Fascismo para contrabalançar com a Anarquia já enunciada.
  • Por fim, em termos de, Atitudes: poderá ser um Pluri, Bi e Unipartidarismo que porra, cada um tem o direito de ser e estar com quem lhe apetece...

E se é para dar cabo desta coisa a que pomposamente chamam de Portugal: Siga pra BINGO!

Ódio parado, não faz viagem.

quinta-feira, julho 26, 2007

Ódio e Sugestão...


Na continuação daquilo que foi a minha noite de ontem, aconselho-vos hoje um menu teatral com este titulo esfíngico e com um enredo que ainda mais misterioso mas, que podem consultar aqui: http://www.casaconveniente.pt/


De seguida, se ainda tiverem "tempo" dêem a hipótese ao magnifico "A Herança do Vazio" de Kiran Desai (vencedora do Booker Prize 2006)... Acabei de o ler ontem depois de por fim, ter uma noite de insónia produtiva... fiz ainda a "conselho de amigo" o meu mais horrífico quadro em pasteis e acrílicos, bem visto que antes do banho o mesmo já estava à guarda do caixote do lixo!
"Apenas uma semana ou duas depois, eles já eram pedintes descarados, implorando mais.
- Nariz? - Ele beijo-o.
- Olhos? - Olhos.
Orelhas? - Orelhas.
- Dedos. - Um, dois, três, quatro, cinco.
- A outra mão por favor. Dez beijos.
- Dedos dos pés?
Eles associavam palavras, objectos e afecto numa recuperação da infância, numa confirmação da plenitude, como no principio...
Braços, pernas, coração...
Eles tranquilizavam-se mutuamente, garantido que todas as partes dos seus corpos estavam onde deviam estar."
Apenas para quem gosta de se perder em si...
Ódio parado, não faz viagem.

quarta-feira, julho 25, 2007

Ódio e Efemérides...












Confesso que hoje, estive indecisa entre falar-vos de Samuel Taylor Coleridge e de Albert Mangelsdorff, ambos morreram no mesmo dia claro está mas com alguns anos de diferença (171 anos para se mais precisa)...

O segundo foi um trompetista de renome que em muitos sentidos modernizou e inovou a forma de se tocar jazz, foi sobretrudo brilhante na execução da prática daquilo que os americanos apelidam de multiphonics technique.
O primeiro, por seu lado foi um poeta, crítico e ensaísta inglês. Considerado, juntamente com o seu colega William Wordsworth, um dos fundadores do Romantismo na Inglaterra. Tendo influenciado de forma inequívoca autores tão reconhecidos como Quincey, Byron e Shelley.
Não irei desta feita, alongar-me em descrições acerca da vida que qualquer um deles levou porque creio que isso, hoje a terem interesse, podem vocês fazê-lo e, na maioria dos casos, espero, até com mais sucesso do que eu.
Bastará então dizer que Coleridge era considerado um espirituoso conversador e que, segundo os seus amigos, dizia-se que vivia entre metáforas e sonhos. Stopford Brooke assim o definiu: “Tudo o que merece ficar de Coleridge poderia ser reunido em vinte páginas e estas vinte páginas deveriam ser encadernadas em ouro!” e se na altura se tivesse cruzado com Mangelsdorff, certamente teria fumado o seu ópio e Mangelsdorff o seu brandy, teriam dissertado acerca das mulheres que foram tendo, dos amigos que foram perdendo e das banalidade da vida e... numa qualquer madrugada, certamente comporiam uma música qualquer que ficaria para a história...
Ódio parado, não faz viagem.

terça-feira, julho 24, 2007

Ódio e Design...


É sabido por alguns desconhecido para a maioria, que eu tenho um conceito de Casa um tanto ou quanto particular... Casa não é conceito físico de estar ou de viver, ou sequer de ter tecto, isso no meu, ironicamente, limitado campo de visão será, na melhor das hipóteses: um sitio, que poderá ser mais ou menos habitável...


Assim, fará sentido, pelo menos para mim, o conceito que Andreas Angelidakis, tem de design e reciclagem das coisas que se fazem com um propósito de, exactamente, não serem permanentes.

Andreas tem assim, trabalhado em torno do conceito de habitáculo, provisório. E as suas estruturas assumem, quase sempre, as proporções próprias que são exigidas para a manipulação de um objecto.

Ou seja, na verdade, as construções de ngelidakis mais parecem objectos. O arquitecto criou um habitáculo, a que deu o nome de Philosophy, que se assemelha àqueles jogos para crianças, feitos em lego, ou às primeiras experiências que nos revelam as variações das peças Meccano.



Já algures se falou do actual desejo de “cunhar” os objectos que adquirimos com as nossas referências e a urgência em personalizá-los cada vez mais. Fazendo com que nos distingam dos demais com os quais nos relacionamos.

A poderosa ânsia de personalização, o kit, o “do it your self” (DIY) ocorre e é fruto de uma reacção a um período de “castração”, que foi e ainda o é o da industrialização, e a globalização. Lembremo-nos, por exemplo, do ninho Tak, de Frank Tjepkema. Exibido em Milão, em 2004. Servia para nos refastelarmos demoradamente, ou descansar, tal qual um poof, mas formado antes por pequenas peças amontoadas, feitas em borracha, e que mimetizam os ramos que se vão acumulando nos ninhos. Num processo do actual bricoleur o utilizador da peça vai aglomerando os ramos até atingirem as proporções desejadas.


Talvez tenha chegado então, por fim, um conceito de tecto que me agrade mais dado que, o de Casa, nos dias que correm parece estar cada vez mais mutável...


Ódio parado, não faz viagem.

segunda-feira, julho 23, 2007

Ódio musical passado... Madredeus - Vem!

O Amor Em Visita

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite. Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.
Cantar? Longamente cantar,
Uma mulher com quem beber e morrer.
Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave
o atravessar trespassada por um grito marítimo
e o pão for invadido pelas ondas,
seu corpo arderá mansamente sob os meus olhos palpitantes
ele – imagem inacessível e casta de um certo pensamento
de alegria e de impudor.
Seu corpo arderá para mim
sobre um lençol mordido por flores com água.
Ah! em cada mulher existe uma morte silenciosa;
e enquanto o dorso imagina, sob nossos dedos,
os bordões da melodia,
a morte sobe pelos dedos, navega o sangue,
desfaz-se em embriaguez dentro do coração faminto.
– Ó cabra no vento e na urze, mulher nua sob
as mãos, mulher de ventre escarlate onde o sal põe o espírito,
mulher de pés no branco, transportadora
da morte e da alegria.
Dai-me uma mulher tão nova como a resina
e o cheiro da terra.
Com uma flecha em meu flanco, cantarei.
E enquanto manar de minha carne uma videira de sangue,
cantarei seu sorriso ardendo,
suas mamas de pura substância,
a curva quente dos cabelos.
Beberei sua boca, para depois cantar a morte
e a alegria da morte.
Dai-me um torso dobrado pela música, um ligeiro
pescoço de planta,
onde uma chama comece a florir o espírito.
À tona da sua face se moverão as águas,
dentro da sua face estará a pedra da noite.
– Então cantarei a exaltante alegria da morte.
Nem sempre me incendeiam o acordar das ervas e a estrela
despenhada de sua órbita viva.
– Porém, tu sempre me incendeias.
Esqueço o arbusto impregnado de silêncio diurno, a noite
imagem pungente
com seu deus esmagado e ascendido.
- Porém, não te esquecem meus corações de sal e de brandura.
Entontece meu hálito com a sombra,
tua boca penetra a minha voz como a espada
se perde no arco.
E quando gela a mãe em sua distância amarga, a lua
estiola, a paisagem regressa ao ventre, o tempo
se desfibra – invento para ti a música, a loucura
e o mar.
Toco o peso da tua vida: a carne que fulge, o sorriso,
a inspiração.
E eu sei que cercaste os pensamentos com mesa e harpa.
Vou para ti com a beleza oculta,
o corpo iluminado pelas luzes longas.
Digo: eu sou a beleza, seu rosto e seu durar. Teus olhos
transfiguram-se, tuas mãos descobrem
a sombra da minha face. Agarro tua cabeça
áspera e luminosa, e digo: ouves, meu amor?, eu sou
aquilo que se espera para as coisas, para o tempo -
eu sou a beleza.
Inteira, tua vida o deseja. Para mim se erguem
teus olhos de longe. Tu própria me duras em minha velada beleza.
Então sento-me à tua mesa. Porque é de ti
que me vem o fogo.
Não há gesto ou verdade onde não dormissem
tua noite e loucura,
não há vindima ou água
em que não estivesses pousando o silêncio criador.
Digo: olha, é o mar e a ilha dos mitos
originais.
Tu dás-me a tua mesa, descerras na vastidão da terra
a carne transcendente. E em ti
principiam o mar e o mundo.
Minha memória perde em sua espuma
o sinal e a vinha.
Plantas, bichos, águas cresceram como religião
sobre a vida – e eu nisso demorei
meu frágil instante. Porém
teu silêncio de fogo e leite repõe
a força maternal, e tudo circula entre teu sopro
e teu amor. As coisas nascem de ti
como as luas nascem dos campos fecundos,
os instantes começam da tua oferenda
como as guitarras tiram seu início da música nocturna.
Mais inocente que as árvores, mais vasta
que a pedra e a morte,
a carne cresce em seu espírito cego e abstracto,
tinge a aurora pobre,
insiste de violência a imobilidade aquática.
E os astros quebram-se em luz sobre
as casas, a cidade arrebata-se,
os bichos erguem seus olhos dementes,
arde a madeira – para que tudo cante
pelo teu poder fechado.
Com minha face cheia de teu espanto e beleza,
eu sei quanto és o íntimo pudor
e a água inicial de outros sentidos.
Começa o tempo onde a mulher começa,
é sua carne que do minuto obscuro e morto
se devolve à luz.
Na morte referve o vinho, e a promessa tinge as pálpebras
com uma imagem.
Espero o tempo com a face espantada junto ao teu peito
de sal e de silêncio, concebo para minha serenidade
uma ideia de pedra e de brancura.
És tu que me aceitas em teu sorriso, que ouves,
que te alimentas de desejos puros.
E une-se ao vento o espírito, rarefaz-se a auréola,
a sombra canta baixo.
Começa o tempo onde a boca se desfaz na lua,
onde a beleza que transportas como um peso árduo
se quebra em glória junto ao meu flanco
martirizado e vivo.
– Para consagração da noite erguerei um violino,
beijarei tuas mãos fecundas, e à madrugada
darei minha voz confundida com a tua.
Oh teoria de instintos, dom de inocência,
taça para beber junto à perturbada intimidade
em que me acolhes.
Começa o tempo na insuportável ternura
com que te adivinho, o tempo onde
a vária dor envolve o barro e a estrela, onde
o encanto liga a ave ao trevo. E em sua medida
ingénua e cara, o que pressente o coração
engasta seu contorno de lume ao longe.
Bom será o tempo, bom será o espírito,
boa será nossa carne presa e morosa.
– Começa o tempo onde se une a vida
à nossa vida breve.
Estás profundamente na pedra e a pedra em mim, ó urna
salina, imagem fechada em sua força e pungência.
E o que se perde de ti, como espírito de música estiolado
em torno das violas, a morte que não beijo,
a erva incendiada que se derrama na íntima noite
– o que se perde de ti, minha voz o renova
num estilo de prata viva.
Quando o fruto empolga um instante a eternidade
inteira, eu estou no fruto como sol
e desfeita pedra, e tu és o silêncio, a cerrada
matriz de sumo e vivo gosto.
– E as aves morrem para nós, os luminosos cálices
das nuvens florescem, a resina tinge
a estrela, o aroma distancia o barro vermelho da manhã.
E estás em mim como a flor na ideia
e o livro no espaço triste.
Se te apreendessem minhas mãos, forma do vento
na cevada pura, de ti viriam cheias
minhas mãos sem nada. Se uma vida dormisses
em minha espuma,
que frescura indecisa ficaria no meu sorriso?
– No entanto és tu que te moverás na matéria
da minha boca, e serás uma árvore
dormindo e acordando onde existe o meu sangue.
Beijar teus olhos será morrer pela esperança.
Ver no aro de fogo de uma entrega
tua carne de vinho roçada pelo espírito de Deus
será criar-te para luz dos meus pulsos e instante
do meu perpétuo instante.
– Eu devo rasgar minha face para que a tua face
se encha de um minuto sobrenatural,
devo murmurar cada coisa do mundo
até que sejas o incêndio da minha voz.
As águas que um dia nasceram onde marcaste o peso
jovem da carne aspiram longamente
a nossa vida. As sombras que rodeiam
o êxtase, os bichos que levam ao fim do instinto
seu bárbaro fulgor, o rosto divino
impresso no lodo, a casa morta, a montanha
inspirada, o mar, os centauros do crepúsculo
– aspiram longamente a nossa vida.
Por isso é que estamos morrendo na boca
um do outro. Por isso é que
nos desfazemos no arco do verão, no pensamento
da brisa, no sorriso, no peixe,
no cubo, no linho, no mosto aberto
– no amor mais terrível do que a vida.
Beijo o degrau e o espaço. O meu desejo traz
o perfume da tua noite.
Murmuro os teus cabelos e o teu ventre, ó mais nua
e branca das mulheres. Correm em mim o lacre
e a cânfora, descubro tuas mãos, ergue-se tua boca
ao círculo de meu ardente pensamento.
Onde está o mar? Aves bêbedas e puras que voam
sobre o teu sorriso imenso.
Em cada espasmo eu morrerei contigo.
E peço ao vento: traz do espaço a luz inocente
das urzes, um silêncio, uma palavra;
traz da montanha um pássaro de resina, uma lua
vermelha.
Oh amados cavalos com flor de giesta nos olhos novos,
casa de madeira do planalto,
rios imaginados,
espadas, danças, superstições, cânticos, coisas
maravilhosas da noite. Ó meu amor,
em cada espasmo eu morrerei contigo.
De meu recente coração a vida inteira sobe,
o povo renasce,
o tempo ganha a alma. Meu desejo devora
a flor do vinho, envolve tuas ancas com uma espuma
de crepúsculos e crateras.
Ó pensada corola de linho, mulher que a fome
encanta pela noite equilibrada, imponderável -
em cada espasmo eu morrerei contigo.
E à alegria diurna descerro as mãos. Perde-se
entre a nuvem e o arbusto o cheiro acre e puro
da tua entrega. Bichos inclinam-se
para dentro do sono, levantam-se rosas respirando
contra o ar. Tua voz canta
o horto e a água - e eu caminho pelas ruas frias com
o lento desejo do teu corpo.
Beijarei em ti a vida enorme, e em cada espasmo
eu morrerei contigo.

H. Hélder

sexta-feira, julho 20, 2007

Ódio na versão Diabólica e em dicionário...


Adivinhação:
n. Arte de meter o nariz no oculto. Há tantas espécies de adivinhação quanto variedades frutíferas de estúpidos-em-flor e de cretinos precoces.
Hum... isto deixa-me, ao mesmo tempo que pacificada, porque por fim, sei o meu nome, deixa-me algo preocupada, porque não sei qual dos dois serei... Não obstante, e correndo o risco de estar errada (bolas, não tenho o poder da adivinhação em mim!) acho o nome "estúpida-em-flor" adequado e, ao mesmo tempo mais poético por isso... Siga!!!!!
Próximo?
Ódios arrufados, ódios dobrados.